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1º FORUM NACIONAL DOS HOSPITAIS

Governo 04-06-2026
MINISTRA DA SAÚDE DESTACA HUMANIZAÇÃO, TRABALHO EM EQUIPA E PERSEVERANÇA NA RECUPERAÇÃO DA PEQUENA ROSALINA

Cerimónia de Alta Social transforma-se numa celebração da vida, da esperança e da capacidade do Sistema Nacional de Saúde de superar desafios complexos

O Auditório do Complexo Hospitalar de Doenças Cardeopulmonares Cardeal Dom Alexandre do Nascimento acolheu, nesta Quarta-feira, 3 de Junho, a cerimónia de Alta Social da pequena Rosalina, carinhosamente apelidada de "Menina Milagre", num momento marcado pela emoção, por testemunhos de superação e pelo reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos profissionais de saúde angolanos.
Sob o lema "Humanização, Vitória e Milagre", o evento foi presidido pela Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, e contou com a presença do Secretário de Estado para a Saúde Pública, Dr. Carlos Alberto Pinto de Sousa, do Secretário de Estado para a Área Hospitalar, Dr. Leonardo Inocêncio, da Directora Nacional dos Hospitais, Dra. Francisca Quifica, da Directora Nacional de Humanização, Dra. Djamila Príncipe, da Consultora da Ministra, Dra. Judith Luacute, do Director de Comunicação Institucional e Imprensa do Ministério da Saúde, Dr. António Costa, bem como de directores nacionais, gestores hospitalares, profissionais de saúde, representantes da sociedade civil, familiares e parceiros.
Mais do que uma cerimónia de alta, o acto simbolizou o compromisso do Sistema Nacional de Saúde com uma assistência centrada na pessoa, que vai além do tratamento clínico e integra as dimensões humana, social e emocional do cuidado.

Na sessão de abertura, a Directora Clínica do Complexo Hospitalar Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, Dra. Ofélia Sachicola, destacou que a história da pequena Rosalina representa um marco para a instituição e para o sector da saúde em Angola, demonstrando que a conjugação entre conhecimento científico, dedicação profissional e trabalho em equipa pode transformar situações extremamente críticas em histórias de esperança e recuperação.
Durante o painel temático "A Força do Sistema Nacional de Saúde", especialistas abordaram diferentes dimensões do processo de recuperação da paciente. O assistente social Dr. João Miguel apresentou a importância da Alta Social como um dos pilares da humanização dos cuidados, defendendo que a recuperação integral do paciente exige não apenas estabilidade clínica, mas também condições adequadas para o seu regresso seguro ao ambiente familiar e comunitário.
Segundo explicou, a Alta Social constitui uma intervenção especializada que avalia factores sociais, familiares e económicos susceptíveis de influenciar a continuidade dos cuidados após a saída do hospital, contribuindo para uma assistência mais humanizada e para melhores resultados em saúde.

Um dos momentos mais emocionantes da cerimónia foi a apresentação do percurso clínico da pequena Rosalina pela médica Dra. Glória Mawete. A especialista recordou os momentos mais difíceis enfrentados pela equipa, incluindo episódios de extrema gravidade clínica que colocaram em risco a vida da paciente.

Ao longo de vários meses de internamento, Rosalina foi acompanhada por uma vasta equipa multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais e outros profissionais que trabalharam de forma articulada para garantir a sua recuperação.
A equipa relatou os desafios associados ao tratamento de uma lesão de pressão de grau IV e às complicações decorrentes da cirurgia cardíaca, destacando o papel decisivo da persistência, da inovação terapêutica e da cooperação entre diferentes especialidades.

Na ocasião, foi igualmente reconhecido o empenho de todos os profissionais envolvidos, com especial destaque para as equipas de enfermagem, fisioterapia, cirurgia e cuidados intensivos e outros profissionais . O sucesso alcançado foi apontado como resultado de um verdadeiro trabalho de equipa, assente no respeito mútuo, na valorização do conhecimento de cada profissional e na capacidade de unir esforços em torno de um objectivo comum: salvar uma vida.
A fisioterapeuta Beatriz apresentou o contributo da fisioterapia para a recuperação funcional da paciente, revelando que foram realizadas mais de uma centena de sessões terapêuticas destinadas à reabilitação respiratória e motora, fundamentais para devolver autonomia e qualidade de vida à criança.
Outro momento marcante foi o testemunho da Associação Angolana Pequenos Corações, representada pela sua Secretária-Geral, que partilhou a experiência de acolhimento da paciente e da sua mãe durante o período pós-hospitalar.
A responsável destacou a força, a resiliência e a fé demonstradas pela família ao longo de todo o processo, revelando que Rosalina foi a primeira criança acolhida na Casa Japonesa da Associação Angolana Pequenos Corações, uma iniciativa criada para apoiar famílias de crianças com cardiopatias durante os seus tratamentos.
Segundo referiu, a experiência reforçou a importância das redes de apoio social e da solidariedade na recuperação dos pacientes, demonstrando que o cuidado em saúde deve continuar para além das paredes do hospital.
No encerramento da cerimónia, a Ministra da Saúde destacou a história de Rosalina como um exemplo inspirador de perseverança, competência técnica, humanização dos cuidados e compromisso com a vida.
A governante defendeu que os profissionais de saúde nunca devem desistir perante situações clínicas complexas, devendo esgotar todas as possibilidades de análise, reflexão e intervenção para garantir que nenhuma oportunidade de salvar vidas seja desperdiçada.
"A nossa obrigação é fazer tudo o que estiver ao nosso alcance. Quando esgotamos todas as possibilidades, ficamos com a consciência tranquila de que cumprimos a nossa missão", afirmou.

A Ministra salientou que Angola dispõe actualmente de profissionais altamente qualificados em diversas especialidades e que o principal desafio consiste em reforçar a organização dos serviços, a multidisciplinaridade e a articulação entre equipas.
"Ninguém sabe tudo. As soluções surgem quando trabalhamos juntos, quando partilhamos experiências e quando procuramos apoio nos colegas que dominam áreas específicas do conhecimento", sublinhou.

Dirigindo-se aos profissionais presentes, a governante destacou que a recuperação da pequena Rosalina deixa importantes ensinamentos para todo o Sistema Nacional de Saúde.
"Eventos desta natureza devem servir para aprendermos uns com os outros. A primeira lição é lutar até ao fim. Nunca devemos desistir de um doente, por mais complexo que seja o caso. A segunda lição é chamar os outros. Mesmo quando pensamos que sabemos tudo, a opinião de outro colega pode trazer uma visão diferente e ajudar-nos a encontrar novas soluções. A multidisciplinaridade tem de funcionar e ser uma ferramenta permanente para salvar vidas", afirmou.

A Ministra aproveitou igualmente a ocasião para prestar homenagem a todos os profissionais que contribuíram para a recuperação da criança.
"Quero deixar um abraço especial aos nossos médicos, enfermeiros, auxiliares, técnicos, fisioterapeutas, assistentes sociais e a todos aqueles que participaram nesta recuperação. Cada um teve um papel importante nesta vitória. A humanização dos cuidados faz-se com pessoas comprometidas, que colocam o coração e o conhecimento ao serviço dos doentes", declarou.

A titular da pasta da Saúde valorizou particularmente o papel dos enfermeiros, classificando-os como a espinha dorsal do Sistema Nacional de Saúde, e destacou igualmente a importância dos assistentes sociais no acompanhamento dos doentes, defendendo uma maior valorização destes profissionais e das suas competências técnicas.
A governante alertou ainda para a necessidade de olhar para além da alta clínica, lembrando que muitos pacientes continuam a enfrentar situações de vulnerabilidade após deixarem as unidades sanitárias.
"A Alta Social é uma peça fundamental do processo de recuperação. O nosso trabalho não termina quando o doente recebe alta clínica. Precisamos de garantir que ele regresse ao seu ambiente familiar e comunitário com as condições necessárias para continuar a sua recuperação e viver com dignidade", enfatizou.

A Ministra defendeu igualmente a realização regular de sessões clínicas multidisciplinares, workshops e fóruns de discussão de casos complexos, considerando que os desafios mais difíceis devem mobilizar o conhecimento colectivo do sistema e não apenas de uma única instituição.
Para a governante, a história da pequena Rosalina demonstra que a excelência clínica deve caminhar lado a lado com a humanização dos cuidados.
"A humanização não pode ser apenas um conceito. Tem de estar presente em cada gesto, em cada atendimento e em cada decisão que tomamos. É isso que fortalece a confiança dos cidadãos nos serviços de saúde e dá sentido à nossa missão de cuidar da vida", concluiu.

A cerimónia terminou num ambiente de profunda emoção, com momentos culturais, homenagens e reconhecimento público das equipas que contribuíram para a recuperação da pequena Rosalina.
A história da "Menina Milagre" tornou-se, assim, um símbolo da capacidade do Sistema Nacional de Saúde de transformar desafios em vitórias, demonstrando que a humanização, o trabalho em equipa, a solidariedade e a dedicação dos profissionais continuam a ser pilares fundamentais para a construção de uma saúde cada vez mais próxima, inclusiva e centrada nas pessoas.

Fonte: Ministério da Saúde (MINSA)Luanda, 3 de Junho de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 03-06-2026
PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO CONSTATA AVANÇO DAS OBRAS DO NOVO HOSPITAL DOS QUEIMADOS PRESIDENTE JULIUS NYERERE

O Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, efectua nesta terça-feira,2 de Junho uma visita de constatação às obras do *Novo Hospital dos Queimados Presidente Julius Nyerere, no município do Kilamba, em Luanda, uma infra-estrutura estratégica que reforçará a rede nacional de hospitais de referência e a capacidade de formação especializada em Angola.
A visita presidencial ocorre numa fase decisiva da empreitada e marca a terceira deslocação do Chefe de Estado ao local desde o início da construção, em 2022, evidenciando a importância que o Executivo atribui ao projecto e ao fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde.
Depois da inauguração do Complexo Hospitalar General Pedro Maria Tonha "Pedalé", em Setembro de 2025, Angola prepara-se para colocar em funcionamento mais uma moderna unidade hospitalar especializada, concebida para responder às necessidades crescentes de assistência diferenciada, particularmente no tratamento de queimaduras graves e patologias associadas.
A construção do Hospital dos Queimados enquadra-se na visão estratégica do Executivo angolano de expandir e modernizar a rede hospitalar nacional, aumentar a capacidade de resposta dos serviços de saúde, reduzir as evacuações médicas para o exterior e garantir melhores condições de atendimento à população.
Executado pelo Governo de Angola, através do Ministério da Saúde, o projecto tem como empreiteiro a empresa Omatapalo e fiscalização assegurada pela DAR Angola.
Com uma área de construção de aproximadamente 47.947 metros quadrados, distribuída por seis pisos, a unidade terá capacidade para 248 camas de internamento e um parque de estacionamento para 364 viaturas, posicionando-se entre as mais modernas infra-estruturas hospitalares especializadas do país e da região.
O hospital foi concebido para prestar assistência altamente especializada em queimaduras e outras patologias complexas, disponibilizando um vasto conjunto de serviços clínicos e complementares.
Entre os principais serviços destacam-se a Clínica Ambulatorial, Serviço de Urgência, Centro de Diagnóstico Não Invasivo, Imagiologia, Laboratório, Endoscopia, Departamento de Fisioterapia e Reabilitação, Unidade Neonatal, Farmácia, Auditório e Área de Apoio Familiar.
A unidade contará igualmente com um moderno Bloco Operatório composto por seis salas cirúrgicas, uma Unidade de Cuidados Intensivos com 24 camas, uma Unidade de Terapia Intensiva para Queimados com 36 camas, Câmara Hiperbárica e um avançado serviço de Hemodiálise.

De acordo com as projecções técnicas, o hospital acolherá um dos maiores e mais modernos serviços de hemodiálise do país, reforçando significativamente a capacidade nacional de atendimento aos doentes renais e a pacientes que necessitam de cuidados altamente especializados.
Formação de especialistas e transferência de conhecimento
Paralelamente à construção e apetrechamento da unidade, o Ministério da Saúde desenvolve uma estratégia integrada de formação e capacitação de recursos humanos, visando garantir o pleno funcionamento do hospital com equipas altamente qualificadas.
A futura unidade assumirá igualmente funções de hospital-escola, contribuindo para a formação contínua de especialistas angolanos e para a consolidação da capacidade nacional de prestação de cuidados diferenciados.
O hospital contará com equipas multidisciplinares integradas por cirurgiões plásticos, cirurgiões gerais, cirurgiões pediátricos, intensivistas, anestesiologistas, enfermeiros especializados, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais essenciais.
Nas áreas em que ainda se verifica escassez de especialistas, parceiros internacionais, com destaque para instituições brasileiras, apoiarão simultaneamente a assistência clínica e a formação de quadros nacionais, promovendo a transferência de conhecimento e o fortalecimento sustentável das capacidades locais.

No âmbito do Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde (PFRHS), decorrem já diversas acções de capacitação destinadas à operacionalização da unidade. Estima-se que cerca de 80 por cento das formações especializadas previstas para o arranque do hospital sejam asseguradas através das iniciativas promovidas pelo PFRHS, reforçando o compromisso do Executivo com a qualificação dos profissionais de saúde.

Neste contexto, dez enfermeiros angolanos deverão iniciar, em breve, formação especializada na Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto, Brasil, onde receberão capacitação avançada em dermatologia, tratamento de feridas e assistência especializada a doentes queimados.

O Hospital dos Queimados Presidente Julius Nyerere foi concebido para oferecer uma abordagem integral e humanizada aos pacientes.
As queimaduras graves provocam frequentemente impactos físicos, emocionais e sociais profundos, afectando a saúde, a autoestima, a imagem corporal e a reintegração familiar e comunitária dos pacientes.
Por esta razão, a unidade integrará psicólogos e assistentes sociais nas equipas multidisciplinares, assegurando acompanhamento especializado durante todas as fases do tratamento, recuperação e reabilitação.
Esta abordagem permitirá uma assistência centrada na pessoa, contribuindo para melhores resultados clínicos e uma recuperação mais completa dos doentes.

Os dados mais recentes indicam uma execução física global de 72,66 por cento, incluindo a componente de aquisição de materiais e equipamentos, enquanto a execução financeira global já atingiu 78,56 por cento.
As especialidades de arquitectura encontram-se praticamente concluídas, com uma taxa de execução de 99,78 por cento, estando em curso os trabalhos finais de electricidade, mecânica, telecomunicações, arranjos exteriores e instalação de equipamentos médicos.

O cronograma actualizado prevê a conclusão da empreitada até 30 de Junho de 2026.
Com um investimento superior a 155 milhões de dólares norte-americanos, o projecto contempla a construção, apetrechamento, formação técnico-profissional dos quadros, bem como a gestão, operação e manutenção da unidade durante os dois primeiros anos de funcionamento.
Quando entrar em funcionamento, o Hospital dos Queimados Presidente Julius Nyerere passará a integrar a rede das grandes unidades hospitalares de referência construídas pelo Executivo angolano, consolidando os avanços registados no sector da saúde e reforçando a capacidade nacional de prestação de cuidados especializados.
Mais do que uma nova infra-estrutura sanitária, o hospital representa um investimento na vida, na dignidade humana, na formação de especialistas angolanos e na construção de um Sistema Nacional de Saúde cada vez mais moderno, inclusivo, resiliente e preparado para responder aos desafios presentes e futuros da saúde pública em Angola.

Fonte: Ministério da Saúde (MINSA), Luanda, 2 de Junho de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 01-06-2026
MINISTÉRIO DA SAÚDE PROMOVE MARCHA DE SENSIBILIZAÇÃO NO ÂMBITO DO DIA MUNDIAL SEM TABACO

O Ministério da Saúde realizou, na manhã deste sábado, 30 de Maio, na Marginal de Luanda, uma marcha de mobilização social e sensibilização contra o consumo do tabaco, no âmbito das celebrações do Dia Mundial Sem Tabaco, assinalado anualmente a 31 de Maio.
A actividade reuniu representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), do Governo Provincial de Luanda, da Administração Municipal das Ingombotas, organizações da sociedade civil, instituições religiosas, profissionais de saúde, estudantes e associações juvenis, numa demonstração de compromisso colectivo com a promoção da saúde pública.

Em representação de Sua Excelência Ministra da Saúde, Dra Sílvia Paula Valentim Lutucuta, o secretário de Estado para a Área Hospitalar, Leonardo Inocêncio, destacou que Angola se associa às comemorações mundiais sob o lema “Desmascarar o Apelo: Combater a Dependência da Nicotina e do Tabaco”, tema que alerta para as estratégias utilizadas pela indústria tabaqueira para tornar os seus produtos mais atractivos, sobretudo entre os jovens.
Segundo o responsável, o uso de aromas, embalagens apelativas, publicidade disfarçada e novas formas de consumo tem contribuído para aumentar o interesse dos mais jovens pelos produtos derivados do tabaco e da nicotina, constituindo um desafio crescente para a saúde pública.

Leonardo Inocêncio referiu que a efeméride representa uma oportunidade para reforçar a consciencialização da população sobre os efeitos nocivos do tabaco na saúde, no ambiente e na economia, bem como para reafirmar o compromisso do Estado angolano com a prevenção das doenças associadas ao tabagismo.
“O Dia Mundial Sem Tabaco constitui um forte apelo à acção colectiva e à responsabilidade de todos na construção de uma sociedade mais saudável, protegendo sobretudo as crianças e os jovens dos riscos associados ao consumo do tabaco”, afirmou.

O secretário de Estado salientou ainda que os resultados alcançados pelo país são encorajadores. Dados do Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde (IIMS 2023–2024) revelam uma redução do consumo de tabaco entre as mulheres, de 2 para 1 por cento, e entre os homens, de 18 para 10 por cento, em comparação com o período anterior.
De acordo com o governante, esta evolução positiva reflecte o impacto das políticas de promoção da saúde, prevenção dos factores de risco e das medidas fiscais aplicadas a produtos nocivos, como o tabaco e o álcool.

No quadro dos esforços para o controlo do tabagismo, Angola tem reforçado o seu compromisso com a Convenção-Quadro da OMS para o Controlo do Tabaco, apostando igualmente no fortalecimento da legislação, no aumento da tributação dos produtos do tabaco e na implementação de mecanismos modernos de rastreabilidade para combater o comércio ilícito.
Entre as metas definidas até 2030 destacam-se a expansão das campanhas de prevenção em escolas, universidades e locais de trabalho, o reforço da fiscalização e o alargamento dos programas de apoio à cessação tabágica em todo o país.

Por sua vez, o director provincial da Saúde de Luanda, Manuel Duarte Varela, afirmou que a marcha representa “o ecoar da solidariedade para com todos aqueles que foram afectados pelos males causados pelo consumo do tabaco”, reforçando a necessidade de uma mobilização permanente da sociedade na prevenção deste factor de risco.
Já a coordenadora residente das Nações Unidas em Angola, Dra Amanda Khozi Mukwashi, reafirmou o compromisso do Sistema das Nações Unidas em continuar a apoiar o país na protecção dos jovens, no fortalecimento das políticas públicas e na promoção de comunidades mais saudáveis e bem informadas.

Instituído pela OMS em 1987, o Dia Mundial Sem Tabaco visa sensibilizar a sociedade para os riscos associados ao consumo do tabaco e alertar para os seus impactos negativos na saúde, na economia e no desenvolvimento social, com especial atenção à protecção das gerações futuras.

Fonte: GCI: Ministério da Saúde, 30 de Maio de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 25-05-2026
ANGOLA E BRASIL REFORÇAM COOPERAÇÃO ESTRATÉGICA EM SAÚDE COM MISSÃO TÉCNICA DE ALTO NÍVEL

A República de Angola acolhe, entre os dias 25 de Maio e 03 de Junho de 2026, uma importante Missão Técnica Brasileira no âmbito do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (PFRHS), iniciativa inserida na Cooperação Técnica Angola–Brasil para o fortalecimento do sistema nacional de saúde e a qualificação contínua dos profissionais angolanos.

A missão integra representantes do Comité Gestor da Cooperação Brasil–Angola, especialistas ligados ao Ministério da Saúde do Brasil, à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) e instituições brasileiras de ensino e formação médica, numa acção considerada estratégica para a consolidação das relações bilaterais no domínio da saúde pública.
Recorda-se que Sua Excelência a Ministra da Saúde, Dra Silvia Lutucuta, manteve recentemente, em Genebra, um encontro de concertação com o Ministro da Saúde da República Federativa do Brasil, Alexandre Padilha, à margem da participação angolana na 79.ª Assembleia Mundial da Saúde, decorrida entre os dias 18 e 23 de Maio de 2026.
O encontro permitiu alinhar prioridades estratégicas e reforçar os mecanismos de cooperação bilateral no domínio da formação especializada em saúde, com destaque para os programas de capacitação técnica, intercâmbio académico e fortalecimento institucional.
Entre os pontos abordados esteve o reforço da cooperação na formação especializada em enfermagem de infecciologia, área em que o Brasil tem desempenhado um papel de destaque, através da formação local em Angola e da especialização complementar de profissionais angolanos em instituições brasileiras de referência.
Este modelo de cooperação tem permitido a realização de rotações técnicas, intercâmbios profissionais e formação avançada de quadros angolanos, contribuindo directamente para a qualificação dos recursos humanos e para o fortalecimento da resposta do sistema nacional de saúde.
Coordenada pelo Ministério da Saúde de Angola, através da Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (UIP-PFRHS), a visita técnica contempla encontros institucionais, avaliações hospitalares, workshops científicos e deslocações às províncias de Luanda, Icolo e Bengo, Cunene, Huíla e Namibe.
A iniciativa surge num momento de reforço da cooperação científica entre Angola e Brasil, particularmente nas áreas de neonatologia, formação médica especializada, gestão hospitalar e capacitação técnica dos profissionais de saúde.
A missão técnica tem como principal objectivo consolidar a cooperação Angola–Brasil no domínio da formação de recursos humanos em saúde, através da partilha de experiências, avaliação das capacidades institucionais e definição de novas estratégias conjuntas de intervenção.
Durante a missão, os especialistas brasileiros irão avaliar as condições técnicas e organizacionais das unidades sanitárias visitadas, identificar necessidades prioritárias de formação, promover o intercâmbio técnico-científico entre equipas angolanas e brasileiras e reforçar as parcerias entre instituições hospitalares e académicas dos dois países.
Entre as unidades abrangidas constam o CETEP, Hospital Bispo Emílio de Carvalho, Hospital Heróis de Kifangondo, Complexo Hospitalar Pedro Maria Tonha “Pedalé”, Hospital Materno-Infantil Dr. Manuel Pedro Azancot de Menezes e outras estruturas sanitárias estratégicas nas províncias abrangidas.
Segundo o Ministério da Saúde, esta cooperação representa “um marco importante na transferência de conhecimento científico, no fortalecimento institucional e na construção de um sistema nacional de saúde mais moderno, resiliente e humanizado.

A missão decorre paralelamente à participação angolana no 10.º Simpósio Internacional de Reanimação Neonatal, na República Federativa do Brasil, promovido pela Sociedade Brasileira de Pediatria, em Foz do Iguaçu, considerado um dos maiores encontros científicos da América Latina dedicados à assistência neonatal.

A equipa técnica angolana partiu neste domingo, 24 de Maio para o Brasil, onde irá participar no respectivo simpósio internacional, ao lado de especialistas de referência mundial provenientes do Brasil, Austrália, Estados Unidos da América e Canadá.
Recorde-se que, no âmbito desta cooperação, Angola implementa desde 2025 o Programa de Reanimação Neonatal Angola–Brasil, iniciativa que já permitiu capacitar dezenas de profissionais angolanos nas províncias de Luanda, Benguela e Huambo, contribuindo directamente para o fortalecimento das capacidades clínicas nas maternidades e unidades neonatais do país.

O Ministério da Saúde considera que a missão técnica e científica reforça o compromisso do Executivo Angolano com a modernização do sector da saúde, a valorização do capital humano e a melhoria contínua da qualidade dos serviços prestados à população.
As actividades enquadram-se igualmente nos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), particularmente no reforço da cobertura universal de saúde e na redução da mortalidade materno-infantil.
Ao longo da missão estão previstas reuniões de concertação institucional, workshops técnicos de consolidação, actividades de integração científica e cultural, bem como a elaboração de um relatório conjunto contendo recomendações estratégicas para futuras intervenções formativas em Angola.
Programa da Missão Técnica Angola–Brasil
25 de Maio – Luanda:
* Chegada da delegação brasileira;
* Encontro institucional com o MINSA e UIP-PFRHS.
26 de Maio – Icolo e Bengo:
* Visitas ao CETEP;
* Hospital Bispo Emílio de Carvalho;
* Hospital Heróis de Kifangondo.
27 de Maio – Luanda:
* Visitas ao Complexo Hospitalar; General Pedro Maria Tonha “Pedalé”;
* Hospital Materno-Infantil Dr. Manuel Pedro Azancot de Menezes.
28 a 30 de Maio:
* Missões provinciais no Cunene, Huíla e Namibe;
01 de Junho – Luanda
* Workshop técnico de consolidação no Hospital Pedalé.
02 de Junho – Luanda
* Actividade de integração institucional e cultural.
03 de Junho – Luanda
* Regresso da delegação brasileira
A cooperação entre Angola e Brasil no sector da saúde continua, assim, a afirmar-se como uma das mais relevantes plataformas de fortalecimento institucional, intercâmbio científico e desenvolvimento humano no espaço lusófono, contribuindo para uma assistência médica mais qualificada e para a melhoria da qualidade de vida da população angolana.

Fonte: MINSA - Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (UIP-PFRHS), Luanda, 24 de Maio de 2026.

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 25-05-2026
ANGOLA E BRASIL REFORÇAM COOPERAÇÃO CIENTÍFICA E MÉDICA NO MAIOR SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE REANIMAÇÃO NEONATAL DA AMÉRICA LATINA

A República de Angola participa, a partir desta semana, no 10.º Simpósio Internacional de Reanimação Neonatal, promovido pela Sociedade Brasileira de Pediatria, em Foz do Iguaçu, República Federativa do Brasil, numa missão técnico-científica considerada estratégica para o fortalecimento da assistência neonatal, da formação especializada e da cooperação internacional em saúde.
A missão decorre no âmbito da cooperação entre o Governo de Angola, através do Ministério da Saúde, representado pela Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (UIP-PFRHS), e instituições brasileiras de referência em pediatria e neonatologia, com destaque para o Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria.
A delegação angolana partiu neste Domingo, 24 de Maio de 2026, integrando médicos e enfermeiros provenientes de várias unidades hospitalares nacionais, nomeadamente o Hospital Materno-Infantil Dr. Manuel Pedro Azancot de Menezes, Maternidade Lucrécia Paim, Hospital Geral de Viana Bispo Emílio de Carvalho, Hospital Geral de Benguela, Hospital Central do Huambo, Hospital Pediátrico David Bernardino e Hospital do Lubango.
Considerado um dos mais relevantes fóruns científicos da pediatria latino-americana, o simpósio reúne especialistas de renome mundial provenientes do Brasil, Austrália, Estados Unidos da América e Canadá, além de centenas de médicos, investigadores e profissionais de saúde comprometidos com a redução da mortalidade neonatal e a melhoria da qualidade da assistência ao recém-nascido.
A participação angolana representa a continuidade do Programa de Reanimação Neonatal implementado em Angola desde 2025, no quadro da Cooperação Técnica Angola–Brasil, iniciativa que já permitiu formar dezenas de profissionais angolanos em técnicas avançadas de assistência neonatal, reforçando as capacidades clínicas das maternidades e unidades neonatais do país.
Para a Ministra da Saúde de Angola, esta missão representa mais um passo no reforço da qualidade da assistência neonatal e no compromisso do Executivo com a valorização do capital humano em saúde.
Segundo a governante, “a formação contínua dos profissionais e a cooperação científica internacional são fundamentais para garantir serviços de saúde mais seguros, humanizados e capazes de responder aos desafios da mortalidade neonatal no país”.
A titular da pasta da Saúde sublinhou igualmente que “Angola continua empenhada em fortalecer parcerias estratégicas com instituições de excelência, como a Sociedade Brasileira de Pediatria, numa visão de desenvolvimento sustentável da saúde pública e de protecção da vida desde os primeiros minutos de nascimento”.
A ministra considera ainda que a cooperação entre Angola e Brasil “tem produzido resultados concretos na capacitação técnica das equipas médicas e de enfermagem, contribuindo para melhorar os indicadores de saúde materno-infantil e consolidar uma rede nacional de assistência neonatal mais moderna e resiliente”.
Durante o simpósio, os profissionais angolanos terão acesso às novas directrizes internacionais do Programa Brasileiro de Reanimação Neonatal para o ciclo 2026–2030, construídas com base em evidências científicas internacionais e alinhadas às recomendações do Comité Internacional de Reanimação (ILCOR).
A agenda científica inclui conferências sobre ventilação neonatal, inovação tecnológica em sala de parto, monitorização cardíaca, estabilização pós-reanimação, dilemas éticos e actualizações em protocolos internacionais de emergência neonatal.
Entre os especialistas convidados destacam-se referências mundiais da neonatologia, como Helen G Liley, Myra H Wyckoff, Elizabeth E Foglia e Guilherme Sant’Anna.
Paralelamente ao simpósio internacional, a missão Angola–Brasil contempla visitas técnicas, workshops especializados, encontros institucionais e actividades de consolidação científica, envolvendo especialistas brasileiros e equipas médicas angolanas.

Fonte: MINSA- Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (UIP-PFRHS), Luanda, 24 de Maio de 2026.

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA

minsa.gov.ao Ministro(a)

Sílvia Paula Valentim Lutucuta



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