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1º ANIVERSÁRIO DO COMPLEXO HOSPITALAR PEDRO MARIA TONHA "PEDALÉ"

Governo 29-10-2026
ANGOLA LANÇA FORMAÇÃO ESPECIALIZADA EM NEUROFISIOLOGIA CLÍNICA PARA REFORÇAR O DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS NEUROLÓGICAS

ANGOLA LANÇA FORMAÇÃO ESPECIALIZADA EM NEUROFISIOLOGIA CLÍNICA PARA REFORÇAR O DIAGNÓSTICO DAS DOENÇAS NEUROLÓGICAS

Iniciativa inédita do Ministério da Saúde já envolve 20 profissionais e prevê abranger cerca de 200 quadros do Serviço Nacional de Saúde, com vista à expansão do diagnóstico especializado e à melhoria da assistência aos cidadãos

Angola deu, esta Quinta-feira, 29 de Outubro, um passo estratégico no desenvolvimento da medicina neurológica, com a abertura oficial do II Simpósio Angolano de Neurofisiologia e o lançamento do curso de especialização em Neurofisiologia Clínica, uma iniciativa inédita no país que visa reforçar a capacidade nacional de diagnóstico, monitorização e acompanhamento das doenças do sistema nervoso.

O acto de abertura foi presidido pelo secretário de Estado para a Saúde Pública, Dr. Carlos Alberto Pinto de Sousa, em representação de Sua Excelência a ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, e marcou o início de uma nova etapa na formação de profissionais especializados e no fortalecimento das competências técnico-científicas do sector da saúde.

A cerimónia contou com a presença do secretário de Estado para a Área Hospitalar, Dr. Leonardo Inocêncio; da directora nacional dos Hospitais, Dra. Francisca Quifica; do director-geral do Instituto de Especialização em Saúde (IES), Dr. Djamel Kitumba; e do coordenador e gestor técnico da Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (UIP-PFRHS), Prof. Doutor Job Monteiro.
Participaram igualmente membros do Conselho de Direcção do Ministério da Saúde, directores de unidades hospitalares e responsáveis das áreas pedagógicas, professores e especialistas brasileiros, médicos neurologistas, representantes da Sociedade Angolana de Neurologia e de instituições de ensino e formação, bem como os profissionais envolvidos nas acções de capacitação em Neurofisiologia.

Entre os convidados internacionais destacou-se o Prof. Doutor Fernando Cendes, da Universidade Estadual de Campinas, no Brasil, cuja participação reforça a cooperação científica entre Angola e instituições de referência na área das neurociências.
Na sua intervenção, o secretário de Estado para a Saúde Pública sublinhou que a iniciativa representa mais do que um encontro científico, constituindo um marco para o desenvolvimento da formação especializada em Angola.
“Hoje não nos reunimos apenas para partilhar ciência. Reunimo-nos para sinalizar um marco: o arranque em Angola da formação especializada em Neurofisiologia Clínica, uma subespecialidade que até hoje nunca foi ministrada no nosso país”, afirmou, em representação da ministra da Saúde.

O governante destacou a importância desta área para o diagnóstico e acompanhamento de diversas patologias neurológicas, sublinhando que a utilização de tecnologias modernas deve ser acompanhada por profissionais devidamente preparados, supervisão técnica e mecanismos de controlo da qualidade.
“-O equipamento, por si só, não faz o diagnóstico. A tecnologia só produz resultados quando é utilizada por profissionais bem preparados, com métodos adequados, supervisão técnica e garantias de qualidade”, salientou.

No âmbito desta iniciativa, 20 profissionais de saúde, provenientes de diferentes instituições e províncias do país, iniciaram, a 26 de Outubro, as acções de capacitação técnica, com enfoque na electroencefalografia e na monitorização neurofisiológica intra-operatória.
A formação pretende desenvolver competências para a realização e interpretação de exames especializados, contribuindo para diagnósticos mais precisos, maior segurança nos procedimentos clínicos e melhoria da qualidade dos cuidados prestados aos doentes.
A iniciativa prevê abranger, progressivamente, cerca de 200 profissionais do Serviço Nacional de Saúde, incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica e outros profissionais ligados às neurociências.
Uma das prioridades do programa consiste em reduzir as limitações no acesso aos exames neurofisiológicos especializados, sobretudo nas unidades sanitárias localizadas fora de Luanda, promovendo a descentralização do conhecimento e o reforço da capacidade de resposta das instituições de saúde.
O modelo de capacitação prevê que os profissionais desenvolvam competências para realizar exames nas respectivas unidades sanitárias, com acompanhamento dos formadores e apoio técnico contínuo na análise e interpretação dos resultados.
Este processo será articulado com a coordenação sediada no Hospital Geral do Exército Pedro Maria Tonha «Pedalé», em Luanda, onde decorrem actividades de capacitação técnica e formação especializada.
A estratégia pretende criar uma rede progressiva de profissionais qualificados, assegurando que a expansão dos serviços seja acompanhada por protocolos clínicos, supervisão adequada e mecanismos de garantia da qualidade.
Para o Ministério da Saúde, o desenvolvimento desta subespecialidade constitui uma resposta à necessidade de reforçar os recursos humanos especializados, melhorar a capacidade de diagnóstico e aproximar os serviços de saúde dos cidadãos.
O II Simpósio Angolano de Neurofisiologia decorre nos dias 29 e 30 de Outubro de 2026, na Escola Nacional de Administração e Políticas Públicas (ENAPP), em Luanda, reunindo especialistas nacionais e internacionais das áreas de Neurologia, Neurofisiologia, Fisiologia e Neurocirurgia.
O encontro promove a actualização científica, a partilha de experiências e a discussão de técnicas avançadas de diagnóstico e monitorização, num contexto de crescente necessidade de profissionais especializados no acompanhamento das doenças neurológicas.
O programa científico integra conferências e sessões técnicas sobre semiologia neurológica, electroencefalografia, electroneuromiografia, distonia, epilepsia refractária e monitorização neurofisiológica intra-operatória.
Entre os prelectores destacam-se o Prof. Doutor Alberto Martinez, que abordará a Semiologia Neurológica: Exame Neurológico Refinado; a Dra. Helena Beatriz Cordeiro e o Dr. Betuel, com intervenções sobre os aspectos normais da electroneuromiografia, a interpretação dos resultados e os limites do exame; e o Prof. Doutor João Adilson Ricardo Gama, que apresentará casos clínicos complexos, com enfoque na relação entre os padrões electrofisiológicos e o diagnóstico clínico.
O Prof. Doutor Carlos Alberto Martins Júnior abordará a avaliação da distonia, incluindo o estudo clínico e neurofisiológico, bem como os princípios e as aplicações da monitorização neurofisiológica intra-operatória na prática neurocirúrgica.
Por sua vez, o Prof. Doutor Job Monteiro apresentará o tema Aspectos normais do electroencefalograma: utilidade do EEG no diagnóstico da neurocisticercose, enquanto o Prof. Doutor Miguel Bettencourt Mateus irá reflectir sobre as perspectivas de evolução da electroencefalografia, através da abordagem Além das ondas: o futuro do EEG e do vídeo-EEG.
Um dos momentos de destaque será a intervenção do Prof. Doutor Fernando Cendes, que abordará os desafios do diagnóstico e tratamento da epilepsia refractária, com enfoque na avaliação neurofisiológica e na sua correlação com técnicas avançadas de neuroimagem, fundamentais para apoiar a identificação das zonas epileptogénicas e o planeamento terapêutico.
O Dr. Bruno Gumiero participará na abordagem sobre a implementação da monitorização neurofisiológica intra-operatória, desde a concepção do projecto até à realização das primeiras intervenções em casos neurocirúrgicos.
A diversidade de temas e especialistas reforça o carácter multidisciplinar do simpósio, promovendo a articulação entre assistência clínica, formação académica e investigação científica.
A iniciativa resulta da cooperação entre o sector público, o sector privado e a academia, envolvendo a Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto e especialistas brasileiros, numa abordagem orientada para o desenvolvimento sustentável da Neurofisiologia Clínica em Angola.
Na ocasião, o secretário de Estado para a Saúde Pública apelou aos formandos para que partilhem os conhecimentos adquiridos e os apliquem nas respectivas instituições, contribuindo para a consolidação desta área científica no país.
“O verdadeiro sucesso de uma formação especializada mede-se por aquilo que fica: conhecimento criado, capacidades desenvolvidas e competências que permanecem nas nossas instituições ao serviço da população”, sublinhou.
O governante salientou ainda que as doenças neurológicas afectam a autonomia e a qualidade de vida dos cidadãos, com repercussões nas famílias e na sociedade, pelo que o reforço da capacidade de diagnóstico constitui uma prioridade para a melhoria da assistência sanitária.
A formação em Neurofisiologia Clínica representa, neste sentido, um investimento em diagnósticos mais precisos, procedimentos mais seguros e cuidados de saúde de maior qualidade, contribuindo para o fortalecimento da capacidade técnica das instituições e para a expansão progressiva dos serviços especializados.
O simpósio e o curso enquadram-se nos esforços do Ministério da Saúde para reforçar a formação dos recursos humanos, desenvolver competências nacionais e melhorar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde.
A iniciativa é promovida pelo Ministério da Saúde, através do Instituto de Especialização em Saúde (IES) e da Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (UIP-PFRHS), com financiamento do Banco Mundial.
Ao declarar oficialmente abertos os trabalhos, o secretário de Estado para a Saúde Pública reafirmou o compromisso do Ministério da Saúde com a continuidade da formação especializada, o acompanhamento dos resultados e a consolidação de competências nacionais que permitam responder, de forma progressiva e sustentável, às necessidades da população.

FONTE: GTICI–IES/UIP-PFRHS, Ministério da Saúde, Luanda, 29 de Outubro de 2026.

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 29-10-2026
MINISTÉRIO DA SAÚDE CAPACITA 708 QUADROS EM GESTÃO DE STOCK E LOGÍSTICA HOSPITALAR NAS 21 PROVÍNCIAS

Formação financiada pelo Banco Mundial, no âmbito da parceria entre o Ministério da Saúde e a ENAPP, visa melhorar a gestão de medicamentos, consumíveis clínicos e equipamentos hospitalares em Angola

O Ministério da Saúde iniciou, a 26 de Outubro, o Curso de Gestão de Stock e Logística Hospitalar, que prevê capacitar 708 quadros do sector da saúde nas 21 províncias do país, com o objectivo de reforçar as competências técnicas dos profissionais responsáveis pelo aprovisionamento, armazenamento, controlo e distribuição de medicamentos e outros materiais essenciais ao funcionamento das unidades sanitárias.
A formação decorre em simultâneo em todo o território nacional, com equipas de gestores de curso e formadores mobilizadas para assegurar a execução das actividades pedagógicas e logísticas.

A iniciativa enquadra-se no Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (PFRHS), implementado através da Unidade de Implementação do Projecto (UIP), sob a coordenação do Ministério da Saúde e com financiamento do Banco Mundial, no âmbito da parceria institucional entre o Ministério da Saúde e a Escola Nacional de Administração e Políticas Públicas (ENAPP).

A disponibilidade de medicamentos, reagentes laboratoriais, consumíveis clínicos e equipamentos médicos é determinante para a continuidade dos cuidados e para a qualidade da assistência prestada à população.

Neste contexto, o curso visa dotar os participantes de ferramentas para melhorar o planeamento das necessidades, a previsão do consumo, o controlo de inventários e a organização dos armazéns hospitalares, bem como os procedimentos de aquisição, recepção, conservação e distribuição de produtos de saúde.
O programa contempla igualmente a gestão de riscos, a prevenção de perdas e desperdícios, o controlo de produtos próximos do prazo de validade e a utilização de sistemas de informação para optimizar os processos logísticos.

A aplicação destas competências poderá contribuir para uma utilização mais racional dos recursos públicos, maior controlo dos stocks e melhor organização da cadeia de abastecimento das unidades sanitárias.

Os 708 formandos integram categorias profissionais directamente ligadas à gestão de medicamentos, materiais e equipamentos hospitalares, nomeadamente farmacêuticos, técnicos de farmácia, técnicos de logística, gestores de armazém, técnicos da Central de Compras de Medicamentos e Meios Hospitalares e responsáveis de aprovisionamento.
Entre os conteúdos programáticos destacam-se o planeamento das necessidades, a previsão do consumo, o controlo de inventários, a gestão de armazéns, as compras e o aprovisionamento, a distribuição hospitalar e a monitorização de indicadores de desempenho.

A formação inclui ainda matérias sobre digitalização e optimização da gestão logística, com vista ao reforço da capacidade dos profissionais para identificar necessidades, antecipar dificuldades de abastecimento e apoiar a tomada de decisões com base em informação fiável.

Sob a orientação estratégica da ministra da saúde , Dra Sílvia Paula Valentim Lutucuta, o PFRHS prossegue a implementação de acções destinadas ao desenvolvimento das competências dos profissionais e ao fortalecimento da capacidade institucional do sistema nacional de saúde.
No quadro da execução do projecto, o Coordenador e Gestor Técnico da UIP/PFRHS, Prof. Dr. Job Monteiro, acompanha a operacionalização das iniciativas de formação orientadas para o reforço dos recursos humanos e a melhoria dos processos de gestão no sector.
A realização do curso nas 21 províncias reflecte a abrangência nacional da intervenção e a importância atribuída à capacitação dos profissionais que asseguram a gestão dos recursos materiais necessários ao funcionamento dos serviços de saúde.
Financiado pelo Banco Mundial, o PFRHS integra os esforços de formação e especialização dos recursos humanos em saúde, contribuindo para o desenvolvimento de competências técnicas e para a melhoria da qualidade dos serviços prestados à população angolana.

Fonte: GTICI – IES/UIP-PFRHS, Ministério da Saúde. Luanda, 27 de Outubro de 2026.

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 29-10-2026
SÍLVIA LUTUCUTA LANÇA CAMPANHA NACIONAL DE VACINAÇÃO E APELA À MOBILIZAÇÃO DE TODOS PARA PROTEGER AS CRIANÇAS ANGOLANAS

Ministra da Saúde destaca o reforço da capacidade de vacinação no país e anuncia mais de 24 milhões de doses para a campanha contra a poliomielite, o sarampo e a febre amarela. Nações Unidas reafirmam apoio a Angola e defendem que nenhuma criança fique para trás.

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, reafirmou o compromisso do Executivo angolano com a protecção da saúde infantil, ao destacar a vacinação como uma prioridade nacional e um investimento fundamental no futuro do país, durante o acto de lançamento da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, o Sarampo e a Febre Amarela, realizado esta Sexta-feira, 23 de Outubro.

Na sua intervenção, a governante sublinhou que a protecção das crianças constitui uma responsabilidade colectiva e uma condição essencial para o desenvolvimento de Angola, defendendo o envolvimento das famílias, das autoridades locais, dos profissionais de saúde, das organizações comunitárias e dos parceiros internacionais para o alcance das metas estabelecidas.
“A vacinação é gratuita, é segura e é o maior gesto de amor que podemos ter para com os nossos filhos”, enfatizou Sílvia Lutucuta, apelando aos pais e encarregados de educação para levarem as crianças aos postos de vacinação mais próximos, mesmo que já tenham recebido doses anteriormente.

A ministra salientou que a campanha decorrerá de 23 a 27 de Outubro, mobilizando mais de 24 milhões de doses de vacinas, num esforço destinado a reforçar a protecção das crianças angolanas contra doenças que continuam a representar riscos para a saúde pública.
Segundo a titular da pasta da Saúde, a operação contempla a vacinação contra a poliomielite e o sarampo em todo o território nacional, bem como a vacinação contra a febre amarela nas áreas abrangidas pela intervenção, de acordo com o planeamento definido pelas autoridades sanitárias.

Ao apresentar os avanços registados no sector, Sílvia Lutucuta destacou o financiamento das vacinas através do Orçamento Geral do Estado e a expansão da rede de serviços de vacinação como sinais do compromisso do Executivo com a saúde das populações.

De acordo com os dados apresentados pela ministra, o número de unidades sanitárias com serviços de vacinação aumentou de 1.508 para 2.244, tendo sido igualmente reforçada a cadeia de frio com a instalação de mais de 550 equipamentos solares, destinados a assegurar a conservação das vacinas e a ampliar o acesso aos serviços nas zonas mais remotas do país.

A governante acrescentou que o reforço da capacidade logística tem permitido melhorar as condições de armazenamento e distribuição das vacinas, contribuindo para que cheguem em condições adequadas às comunidades, incluindo as mais distantes dos principais centros urbanos.

Sílvia Lutucuta salientou, igualmente, que o Ministério da Saúde assegurará a coordenação técnica e a supervisão permanente da campanha, enquanto os governos provinciais, as administrações municipais e as lideranças comunitárias terão um papel determinante na mobilização das famílias e no acompanhamento dos resultados.

Apesar da dimensão da campanha, a ministra advertiu que a protecção duradoura da população infantil depende da continuidade da vacinação de rotina nas unidades sanitárias.
Para a governante, é necessário garantir que todas as crianças recebam as vacinas previstas no calendário nacional, independentemente do local onde vivem, considerando que a equidade no acesso à saúde constitui um princípio essencial para a construção de uma cobertura universal.

Sílvia Lutucuta apelou, por isso, aos governos provinciais e às administrações municipais para acompanharem diariamente a execução das actividades, assegurando que as equipas de vacinação cheguem aos bairros, às aldeias e às comunidades mais vulneráveis.

A ministra reconheceu ainda o contributo dos profissionais de saúde, das organizações comunitárias, da Cruz Vermelha e dos parceiros de desenvolvimento, sublinhando que cada criança vacinada representa uma vida protegida e um passo importante para uma geração mais saudável.

Por sua vez, a representante das Nações Unidas em Angola, Amanda Khozi Mukwashi, felicitou o Governo angolano pela realização da campanha e considerou que a iniciativa demonstra o compromisso do país com a saúde das crianças e com a construção de um futuro mais seguro.

Na sua intervenção, a representante destacou que, por detrás dos indicadores e das metas de vacinação, existem famílias que partilham o mesmo desejo: ver os seus filhos crescerem com saúde, segurança e oportunidades para um futuro melhor.

A responsável recorreu às histórias de duas mães, Melita e Helena, na província do Bengo, para ilustrar a importância da vacinação na vida das famílias. Ambas partilham a preocupação de proteger os seus filhos, demonstrando que a imunização representa muito mais do que um procedimento de saúde: é uma medida concreta de protecção da vida e do futuro das crianças.
“É uma forma de dizer a cada criança: tu és importante”, destacou Amanda Khozi Mukwashi, ao defender que o trabalho de protecção infantil não deve terminar com as campanhas extraordinárias.

A representante das Nações Unidas apontou três prioridades para a sustentabilidade dos resultados: integrar a vacinação nos cuidados básicos de saúde, aumentar o investimento nacional na qualidade dos serviços de imunização e utilizar informação clara e segura para identificar as crianças que ainda não receberam as vacinas previstas.

Reafirmou, igualmente, a disponibilidade das Nações Unidas para continuar a trabalhar ao lado do Governo de Angola, em articulação com os parceiros, incluindo a Organização Mundial da Saúde, a UNICEF e a Gavi, na promoção da saúde e na ampliação do acesso à vacinação.

O acto de lançamento da campanha reforça a importância da conjugação de esforços entre o Executivo, os parceiros internacionais, os profissionais de saúde e as comunidades para prevenir doenças e reduzir o risco de surtos.
As intervenções da ministra da Saúde e da representante das Nações Unidas convergiram na mensagem de que a vacinação deve constituir um compromisso permanente, sustentado por serviços de saúde acessíveis, investimento contínuo e participação activa das famílias.

A campanha decorre de 23 a 27 de Outubro, com o objectivo de ampliar a protecção das crianças abrangidas e fortalecer os esforços nacionais de prevenção das doenças imunopreveníveis.

A mensagem deixada aos pais e encarregados de educação é clara: levar as crianças aos postos de vacinação, manter os cartões actualizados e cumprir o calendário nacional são passos fundamentais para proteger vidas e contribuir para um futuro mais saudável para Angola.

Fonte: GTICI — Ministério da Saúde. Luanda, 23 de Outubro de 2026.

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 29-10-2026
SÍLVIA LUTUCUTA APELA À MOBILIZAÇÃO DE TODOS NA CAMPANHA NACIONAL DE VACINAÇÃO PARA PROTEGER AS CRIANÇAS ANGOLANAS

Ministra da Saúde destaca o reforço da capacidade de vacinação no país e anuncia mais de 24 milhões de doses para a campanha contra a poliomielite, o sarampo e a febre amarela. Nações Unidas reafirmam apoio a Angola e defendem que nenhuma criança fique para trás.

A ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, reafirmou o compromisso do Executivo angolano com a protecção da saúde infantil, ao destacar a vacinação como uma prioridade nacional e um investimento fundamental no futuro do país, durante o acto de lançamento da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite, o Sarampo e a Febre Amarela, realizado esta Sexta-feira, 23 de Outubro.

Na sua intervenção, a governante sublinhou que a protecção das crianças constitui uma responsabilidade colectiva e uma condição essencial para o desenvolvimento de Angola, defendendo o envolvimento das famílias, das autoridades locais, dos profissionais de saúde, das organizações comunitárias e dos parceiros internacionais para o alcance das metas estabelecidas.
“A vacinação é gratuita, é segura e é o maior gesto de amor que podemos ter para com os nossos filhos”, enfatizou Sílvia Lutucuta, apelando aos pais e encarregados de educação para levarem as crianças aos postos de vacinação mais próximos, mesmo que já tenham recebido doses anteriormente.

A ministra salientou que a campanha decorrerá de 23 a 27 de Outubro, mobilizando mais de 24 milhões de doses de vacinas, num esforço destinado a reforçar a protecção das crianças angolanas contra doenças que continuam a representar riscos para a saúde pública.
Segundo a titular da pasta da Saúde, a operação contempla a vacinação contra a poliomielite e o sarampo em todo o território nacional, bem como a vacinação contra a febre amarela nas áreas abrangidas pela intervenção, de acordo com o planeamento definido pelas autoridades sanitárias.

Ao apresentar os avanços registados no sector, Sílvia Lutucuta destacou o financiamento das vacinas através do Orçamento Geral do Estado e a expansão da rede de serviços de vacinação como sinais do compromisso do Executivo com a saúde das populações.

De acordo com os dados apresentados pela ministra, o número de unidades sanitárias com serviços de vacinação aumentou de 1.508 para 2.244, tendo sido igualmente reforçada a cadeia de frio com a instalação de mais de 550 equipamentos solares, destinados a assegurar a conservação das vacinas e a ampliar o acesso aos serviços nas zonas mais remotas do país.

A governante acrescentou que o reforço da capacidade logística tem permitido melhorar as condições de armazenamento e distribuição das vacinas, contribuindo para que cheguem em condições adequadas às comunidades, incluindo as mais distantes dos principais centros urbanos.

Sílvia Lutucuta salientou, igualmente, que o Ministério da Saúde assegurará a coordenação técnica e a supervisão permanente da campanha, enquanto os governos provinciais, as administrações municipais e as lideranças comunitárias terão um papel determinante na mobilização das famílias e no acompanhamento dos resultados.

Apesar da dimensão da campanha, a ministra advertiu que a protecção duradoura da população infantil depende da continuidade da vacinação de rotina nas unidades sanitárias.
Para a governante, é necessário garantir que todas as crianças recebam as vacinas previstas no calendário nacional, independentemente do local onde vivem, considerando que a equidade no acesso à saúde constitui um princípio essencial para a construção de uma cobertura universal.

Sílvia Lutucuta apelou, por isso, aos governos provinciais e às administrações municipais para acompanharem diariamente a execução das actividades, assegurando que as equipas de vacinação cheguem aos bairros, às aldeias e às comunidades mais vulneráveis.

A ministra reconheceu ainda o contributo dos profissionais de saúde, das organizações comunitárias, da Cruz Vermelha e dos parceiros de desenvolvimento, sublinhando que cada criança vacinada representa uma vida protegida e um passo importante para uma geração mais saudável.

Por sua vez, a representante das Nações Unidas em Angola, Amanda Khozi Mukwashi, felicitou o Governo angolano pela realização da campanha e considerou que a iniciativa demonstra o compromisso do país com a saúde das crianças e com a construção de um futuro mais seguro.

Na sua intervenção, a representante destacou que, por detrás dos indicadores e das metas de vacinação, existem famílias que partilham o mesmo desejo: ver os seus filhos crescerem com saúde, segurança e oportunidades para um futuro melhor.

A responsável recorreu às histórias de duas mães, Melita e Helena, na província do Bengo, para ilustrar a importância da vacinação na vida das famílias. Ambas partilham a preocupação de proteger os seus filhos, demonstrando que a imunização representa muito mais do que um procedimento de saúde: é uma medida concreta de protecção da vida e do futuro das crianças.
“É uma forma de dizer a cada criança: tu és importante”, destacou Amanda Khozi Mukwashi, ao defender que o trabalho de protecção infantil não deve terminar com as campanhas extraordinárias.

A representante das Nações Unidas apontou três prioridades para a sustentabilidade dos resultados: integrar a vacinação nos cuidados básicos de saúde, aumentar o investimento nacional na qualidade dos serviços de imunização e utilizar informação clara e segura para identificar as crianças que ainda não receberam as vacinas previstas.

Reafirmou, igualmente, a disponibilidade das Nações Unidas para continuar a trabalhar ao lado do Governo de Angola, em articulação com os parceiros, incluindo a Organização Mundial da Saúde, a UNICEF e a Gavi, na promoção da saúde e na ampliação do acesso à vacinação.

O acto de lançamento da campanha reforça a importância da conjugação de esforços entre o Executivo, os parceiros internacionais, os profissionais de saúde e as comunidades para prevenir doenças e reduzir o risco de surtos.
As intervenções da ministra da Saúde e da representante das Nações Unidas convergiram na mensagem de que a vacinação deve constituir um compromisso permanente, sustentado por serviços de saúde acessíveis, investimento contínuo e participação activa das famílias.

A campanha decorre de 23 a 27 de Outubro, com o objectivo de ampliar a protecção das crianças abrangidas e fortalecer os esforços nacionais de prevenção das doenças imunopreveníveis.

A mensagem deixada aos pais e encarregados de educação é clara: levar as crianças aos postos de vacinação, manter os cartões actualizados e cumprir o calendário nacional são passos fundamentais para proteger vidas e contribuir para um futuro mais saudável para Angola.

Fonte: GTICI — Ministério da Saúde. Luanda, 23 de Outubro de 2026.

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 29-10-2026
MBA EM GESTÃO EM SAÚDE JÁ FORMOU 316 GESTORES E PREPARA EXPANSÃO A TODAS AS PROVÍNCIAS

Ministério da Saúde prevê avaliar o impacto da formação nas unidades sanitárias, enquanto a Academia BAI defende uma liderança orientada para resultados e para a melhoria dos cuidados prestados à população

O Programa de MBA em Gestão em Saúde já formou 316 gestores do Sistema Nacional de Saúde e prepara a expansão da formação a todas as províncias do país, com o objectivo de reforçar as competências de liderança e administração das instituições sanitárias.

O anúncio foi feito pelo secretário de Estado para a Saúde Pública, Prof. Doutor Carlos Alberto Pinto de Sousa, em representação da ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, durante a cerimónia de outorga de diplomas, realizada esta segunda-feira, nas instalações da Academia BAI, em Luanda.

Na ocasião, o governante reafirmou o compromisso do Ministério da Saúde com a qualificação dos quadros e destacou a importância de valorizar as competências adquiridas no exercício de funções de gestão, bem como de avaliar os resultados da formação no funcionamento das unidades sanitárias.
“Formar, porém, não basta. Importa que estas competências se traduzam em mudanças visíveis no dia a dia das unidades sanitárias”, afirmou.

A iniciativa enquadra-se no Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (PFRHS), financiado pelo Banco Mundial, que tem como meta formar 38 mil profissionais de saúde até 2028, contribuindo para o reforço e a resiliência do Sistema Nacional de Saúde.
Dos 316 gestores diplomados, 284 correspondem às edições abrangidas pelo balanço apresentado, aos quais se juntam 32 diplomados da primeira edição. Entre os beneficiários encontram-se directores nacionais, provinciais e municipais da Saúde, responsáveis hospitalares, chefes de departamento e gestores de unidades sanitárias de cuidados primários.

A 24 de Outubro, o Ministério da Saúde iniciou uma nova edição do programa, dirigida a 250 gestores de diferentes províncias, no âmbito dos esforços para alargar a formação a todo o território nacional.

O programa desenvolve competências em liderança, planeamento, organização e avaliação de desempenho, preparando os participantes para uma gestão transparente e eficiente dos recursos públicos, com atenção à qualidade e à humanização dos cuidados de saúde.

A Presidente do Conselho de Administração da Academia BAI, Noelma Viegas D’Abreu, defendeu que o sucesso da formação deve ser medido pelas mudanças introduzidas pelos diplomados nas instituições onde trabalham.
“O verdadeiro valor da formação não se mede apenas pelo conhecimento adquirido, mede-se pela capacidade de transformar em melhores decisões, melhores instituições e melhores respostas para as pessoas”, afirmou.

A responsável destacou os desafios associados ao crescimento demográfico de Angola e a consequente necessidade de reforçar a capacidade de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento dos utentes.
Neste contexto, apelou aos diplomados para que promovam melhorias na organização dos serviços, valorizem a participação dos profissionais, escutem os utentes e avaliem os resultados das decisões tomadas, mesmo perante limitações operacionais.

“O diploma reconhece que aprenderam. O vosso trabalho demonstrará aquilo que são capazes de transformar”, sublinhou.

Ao concluir a sua intervenção, felicitou os diplomados, os docentes e as instituições parceiras, reforçando a importância de colocar os conhecimentos adquiridos ao serviço do país.
“Cada recurso conta, cada decisão conta, cada profissional conta e, acima de tudo, cada pessoa conta”, concluiu.
O MBA resulta de uma parceria entre o Ministério da Saúde, a Academia BAI, a Faculdade de Medicina da Universidade Agostinho Neto e o Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa.
A cerimónia contou com a presença de membros do Conselho de Administração da Academia BAI, nomeadamente a presidente, Noelma Viegas D’Abreu, e os administradores executivos Dr. Domingos Sacramento Pedro Bunga, Prof.ª Maria João dos Reis Neto e Bernardo Vieira António.
Estiveram igualmente presentes o Prof. Doutor Job Monteiro, gestor e coordenador do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (PFRHS), a Prof.ª Doutora Fernanda Dias dos Santos Monteiro, decana da Faculdade de Medicina, e Carla Queiroz, presidente do ISAF, além de directores nacionais e responsáveis de institutos tutelados pelo Ministério da Saúde.

Fonte: GTICI – IES/UIP-PFRHS, Ministério da Saúde, Luanda, 26 de Outubro de 2026.

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA

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