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HOSPITAL ESPECIALIZADO EM QUEIMADOS JULIUS NYERERE

Governo 25-08-2026
DELEGAÇÃO ANGOLANA PARTICIPA NA 76.ª SESSÃO DO COMITÉ REGIONAL DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE PARA A ÁFRICA (AFR/RC76)

NOTA DE IMPRENSA

DELEGAÇÃO ANGOLANA PARTICIPA NA 76.ª SESSÃO DO COMITÉ REGIONAL DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE PARA A ÁFRICA (AFR/RC76), EM ADDIS ABEBA, REPÚBLICA FEDERAL DEMOCRÁTICA DA ETIÓPIA

Uma delegação angolana, chefiada pelo Secretário de Estado para a Saúde Pública, Dr. Carlos Alberto Pinto de Sousa, participa, de 23 a 28 de Agosto de 2026, na 76.ª Sessão do Comité Regional da Organização Mundial da Saúde para a África (AFR/RC76), que decorre na cidade de Addis Abeba, República Federal Democrática da Etiópia.
Integram a delegação altos funcionários provenientes de diferentes estruturas do Ministério da Saúde, designadamente da Direcção Nacional de Saúde Pública, Inspecção-Geral das Actividades Sanitárias e Farmacêuticas, Gabinete do Secretário de Estado para a Saúde Pública, Gabinete de Intercâmbio, Instituto de Luta contra a SIDA, Instituto de Investigação em Saúde, Secretaria-Geral, bem como do Gabinete da Ministra da Saúde e do Gabinete do Secretário de Estado para a Saúde Pública.

Participam na sessão representantes dos 47 Estados-Membros da Região Africana da OMS, bem como delegados de diversas organizações internacionais que apoiam os sistemas de saúde globais, entre as quais a União Africana, Organização Mundial da Saúde (OMS), Banco Mundial, Fundo Global, UNICEF, GAVI, CDC África, The END FUND, UHC/ONU, UNITAID, Fundação Bill e Melinda Gates, Fundação Graça Machel, bem como federações de estudantes de Medicina, Enfermagem e Farmácia em África, entre outras entidades relevantes.
A sessão tem como objectivo analisar documentos estratégicos de âmbito regional, com destaque para as prioridades relacionadas com “Cinco mil milhões de pessoas a beneficiarem da cobertura universal de saúde” e “Sete mil milhões de pessoas mais bem protegidas contra emergências sanitárias”, bem como abordar os resultados institucionais transversais da Organização Mundial da Saúde.

A reunião ocorre num período marcado pela necessidade de reorientar a saúde global após as sucessivas crises sanitárias dos últimos anos, reforçando a preparação para futuras pandemias, a capacidade de resposta às emergências e a resiliência dos sistemas de saúde.
De forma geral, a 76.ª Sessão do Comité Regional da OMS para África ocorre num momento em que o continente procura passar de uma abordagem predominantemente reactiva às crises sanitárias para uma abordagem assente na prevenção, preparação, resiliência, financiamento sustentável, inovação e liderança nacional.

A participação de Angola neste importante fórum regional reveste-se, por isso, de carácter estratégico, permitindo ao País contribuir para a definição das prioridades sanitárias da Região Africana para o período 2026–2035, bem como reforçar a cooperação e o alinhamento das políticas nacionais com os compromissos regionais e globais de saúde. Durante o encontro, Sua Excelência o Secretário de Estado para a Saúde Pública, Dr. Carlos Alberto Pinto de Sousa, terá a oportunidade de intervir no certame, em representação de Sua Excelência a Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta.

Fonte: DCI/MINSA

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 25-08-2026
COMUNICADO DE IMPRENSA - PUBLICADA AS LISTAS PROVISÓRIAS DO CONCURSO PÚBLICO DE INGRESSO EXTERNO 2026

REPÚBLICA DE ANGOLA
MINISTÉRIO DA SAÚDE

COMUNICADO DE IMPRENSA

PUBLICADAS AS LISTAS PROVISÓRIAS DO CONCURSO PÚBLICO DE INGRESSO EXTERNO 2026, 262.578 CANDIDATOS SELECCIONADOS PARA A REALIZAÇÃO DOS EXAMES

O Gabinete de Tecnologias de Informação e Comunicação Institucional (GTICI) do Ministério da Saúde informa aos candidatos e ao público em geral que já estão disponíveis as listas provisórias dos candidatos seleccionados e não seleccionados para os exames escritos do Concurso Público de Ingresso Externo 2026.
As listas podem ser consultadas no portal oficial do concurso, em hptts//:concurso-minsa.ao, onde cada candidato deverá verificar a sua situação. Nesta fase, foram seleccionados 262.578 candidatos para os exames destinados ao preenchimento de vagas nas unidades sanitárias da Administração Local do Estado.
Os candidatos não seleccionados poderão apresentar reclamações, exclusivamente através do portal oficial, de 25 a 31 de Agosto de 2026. Findo este período, as reclamações serão consideradas extemporâneas.
Os exames escritos serão realizados de 21 a 25 de Setembro de 2026, nas capitais das províncias e, excepcionalmente, nos municípios do Luau, província do Moxico Leste, e Cuito Cuanavale, província do Cuando, nos horários das 09h00 e 14h00, de acordo com o calendário previamente estabelecido.
Os candidatos seleccionados devem consultar regularmente o portal para confirmar a data, o horário, o local da prova e demais orientações relativas aos exames.
A classificação e o preenchimento das vagas obedecerão aos critérios definidos para o concurso, tendo em conta a nota mais alta obtida, o número de vagas, a especialidade e as necessidades do sector da Saúde.
Anunciado em 9 de Julho de 2026, o concurso teve as inscrições realizadas de 13 a 31 de Julho, enquadrando-se na estratégia de reforço dos recursos humanos do Sistema Nacional de Saúde.
O Ministério da Saúde reafirma o compromisso com a transparência, rigor e igualdade de oportunidades e recomenda aos candidatos que utilizem exclusivamente os canais oficiais para acompanhar o processo e cumprir os prazos estabelecidos.

Gabinete de Tecnologias de Informação e Comunicação Institucional (GTICI), Ministério da Saúde, Luanda, 25 de Agosto de 2026.

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 24-08-2026
MINISTRA DA SAÚDE ORIENTA MEDIDAS URGENTES PARA REFORÇAR ATENDIMENTO NO HOSPITAL HERÓIS DE KIFANGONDO

Visita surpresa permitiu avaliar o funcionamento dos serviços e identificar áreas que requerem intervenção imediata

A ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, realizou, nas primeiras horas deste Domingo, 23 de Agosto, uma visita de trabalho ao Hospital Heróis de Kifangondo, no município de Cacuaco, província do Icolo e Bengo, com o objectivo de acompanhar, no local, o grau de prontidão da unidade e a qualidade do atendimento prestado aos utentes.

A visita enquadra-se no processo de acompanhamento e avaliação do funcionamento das unidades sanitárias de referência de Luanda e do Icolo e Bengo, que tem levado a ministra da Saúde a deslocar-se a diferentes instituições para constatar, no terreno, as condições de atendimento e identificar áreas que necessitam de intervenção e reforço.
No âmbito dessas visitas, a governante já esteve, entre outras unidades, no Hospital de Viana Bispo Emilio de Carvalho, onde deixou orientações destinadas à melhoria da assistência aos pacientes.
No Hospital Heróis de Kifangondo, a ministra iniciou a jornada pelo Banco de Urgência, tendo posteriormente percorrido as áreas de internamento, a Neonatologia e a Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), onde acompanhou o funcionamento dos serviços e manteve contacto com profissionais e pacientes.
A visita permitiu identificar alguns constrangimentos relacionados com a organização dos serviços, o tempo de resposta aos doentes, a realização de exames complementares e a tomada de decisões clínicas, sobretudo nos casos que exigem intervenção célere.
Segundo a ministra, um hospital de referência deve assegurar uma resposta adequada e atempada aos pacientes, aproveitando de forma eficiente os meios técnicos e humanos disponíveis.
“Não podemos aceitar que um doente fique 24 horas numa sala de observação sem que haja uma resposta”, afirmou Sílvia Lutucuta, defendendo maior celeridade na avaliação, no diagnóstico e na definição da conduta clínica.
A governante chamou igualmente a atenção para a necessidade de um acompanhamento mais rigoroso dos pacientes internados, incluindo a realização dos exames complementares de seguimento e a avaliação multidisciplinar dos casos que assim o exigem.
No Banco de Urgência, a ministra destacou a importância de melhorar a organização dos espaços e assegurar condições o atendimento de situações de trauma grave e outras emergências.
Sílvia Lutucuta orientou igualmente para o cumprimento rigoroso dos procedimentos de triagem, com destaque para a Triagem de Manchester, de modo a garantir que os pacientes sejam avaliados e encaminhados de acordo com o grau de gravidade e a natureza da situação clínica.
A ministra defendeu ainda uma melhor diferenciação dos circuitos de atendimento, evitando a concentração de diferentes tipos de pacientes num mesmo espaço quando existam áreas específicas para Pediatria, atendimento a grávidas e outras situações clínicas.
Para a governante, a organização dos serviços deve permitir que os casos potencialmente graves tenham acesso rápido aos meios necessários, sem comprometer a capacidade de resposta às emergências.
Outro aspecto destacado durante a visita foi o acompanhamento dos profissionais em formação.
A ministra orientou as direções clínica e pedagógica a reforçarem a supervisão dos internos, tendo em conta as patologias mais frequentemente atendidas na unidade.
Segundo Sílvia Lutucuta, a formação em serviço deve ser acompanhada por profissionais experientes, de forma a garantir que os médicos em formação adquiram competências práticas adequadas às exigências de um hospital de referência.
A governante sublinhou ainda a importância de uma presença mais efectiva das chefias nos serviços e de um acompanhamento permanente do funcionamento da instituição.
Durante a visita, a ministra apelou aos profissionais de saúde para que o atendimento seja pautado pelo respeito, pela dignidade e pela humanização.
“Se não queremos que maltratem os nossos familiares, também temos de tratar bem as outras pessoas”, afirmou, defendendo igualmente uma comunicação mais clara entre as equipas de saúde e os familiares dos pacientes, sobretudo nos casos de maior complexidade.
Para a ministra, a qualidade da assistência não depende apenas da existência de equipamentos e recursos, mas também da forma como estes são organizados e utilizados em benefício dos utentes.
Na área pediátrica, a ministra acompanhou a avaliação de uma criança que apresentava sinais de alteração neurológica e orientou o envolvimento de especialistas para uma apreciação clínica mais diferenciada.
A situação serviu igualmente para reforçar a importância de protocolos adequados de investigação, diagnóstico e acompanhamento de casos neurológicos, particularmente em pacientes pediátricos.
Ao abordar o funcionamento da unidade, Sílvia Lutucuta reforçou o papel das direções hospitalares no acompanhamento permanente da assistência prestada.
Para a ministra, cabe às chefias conhecer o funcionamento dos serviços, identificar constrangimentos e assegurar que os profissionais disponham das condições necessárias para responder às necessidades dos pacientes.
A orientação deixada à administração do hospital é no sentido de reforçar a organização interna, a supervisão clínica e pedagógica, o aproveitamento dos espaços e a capacidade de resposta às situações de emergência.
No final da visita, a ministra realizou uma reunião com a direção do hospital, durante a qual reforçou que a prioridade deve estar na resolução dos constrangimentos identificados e na consolidação das melhorias.
A visita enquadra-se no acompanhamento do funcionamento das unidades sanitárias e na avaliação das condições de prestação de cuidados de saúde na província, com particular atenção à prontidão dos serviços, à segurança dos pacientes e à humanização do atendimento.
A ministra deixou como orientação central o reforço da organização, da responsabilidade das chefias e da capacidade de resposta dos serviços, tendo em vista garantir aos utentes um atendimento mais célere, seguro, digno e humanizado.

FONTE: GTICI – MINISTÉRIO DA SAÚDE, LUANDA, 23 DE AGOSTO DE 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 24-08-2026
DO HOSPITAL DE CAMPANHA À CASA DE APOIO: CHDCP GANHA NOVA ESTRUTURA PARA OS PROFISSIONAIS

A transformação das antigas instalações em espaço habitacional com capacidade para 86 pessoas reforça a aposta do Ministério da Saúde no bem-estar e na valorização dos profissionais.

A Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Lutucuta, testemunhou na manhã deste sábado , 22 de Agosto, à entrega oficial da Casa de Apoio aos Profissionais do Complexo Hospitalar Cardeal Dom Alexandre do Nascimento (CHDCP), uma infra-estrutura requalificada e equipada para proporcionar melhores condições de alojamento, conforto, convivência e bem-estar aos profissionais de saúde.
Localizada no pavilhão anexo do Complexo Hospitalar, a nova Casa de Apoio resulta da requalificação das antigas instalações do Hospital Provisório, originalmente concebidas como hospital de campanha no âmbito das obras de reabilitação e ampliação do antigo Hospital Sanatório de Luanda.

A infra-estrutura, que nasceu de uma solução inicialmente temporária, foi transformada numa estrutura habitacional permanente, concebida para responder às necessidades dos profissionais que trabalham no complexo hospitalar e, simultaneamente, reduzir encargos associados ao alojamento de equipas e profissionais deslocados.

Durante a cerimónia, a Ministra da Saúde , destacou a importância de colocar o profissional de saúde no centro das políticas de valorização, defendendo uma abordagem que ultrapasse as responsabilidades estritamente regulamentares das instituições.
“Esta era inicialmente o nosso hospital de campanha, para conseguirmos reabilitar e ampliar o complexo hospitalar. Hoje, este espaço foi transformado numa área habitacional que podemos chamar de condomínio do Complexo Hospitalar Cardeal Dom Alexandre do Nascimento”, afirmou.

Sílvia Lutucuta recordou que a transformação do espaço partiu de uma proposta inicialmente recebida com alguma reserva, mas que acabou por demonstrar o seu valor após a concretização do projecto.
Segundo a governante, o resultado representa um investimento que valeu a pena, sobretudo por criar condições para acolher profissionais e equipas parceiras sem a necessidade de recorrer permanentemente a unidades hoteleiras.
“O Já não precisamos gastar dinheiro com hotel. Ficam aqui com as responsabilidades que lhes cabem”, sublinhou, defendendo que a infra- estrutura deve ser preservada e colocada ao serviço do sector da saúde por muitos anos.

A Casa de Apoio possui capacidade global para 86 pessoas, distribuída por diferentes modalidades de alojamento, incluindo 6 quartos VIP T2, 20 quartos T2 normais, 10 quartos T1 e 6 quartos partilhados com quatro camas cada, correspondentes a 24 camas.
Além dos espaços habitacionais, a infra-estrutura dispõe de um refeitório com capacidade para 100 pessoas, auditório para 86 lugares, cinco gabinetes administrativos, uma sala de reuniões, cozinha, lavandaria, balneários e quadra desportiva.
Mais do que um espaço de alojamento, a Casa de Apoio foi concebida para oferecer um ambiente integrado de permanência, descanso, alimentação, formação, reuniões, convivência e prática desportiva.

A iniciativa traduz, assim, uma visão humanizada da gestão dos recursos humanos no sector da saúde, reconhecendo que profissionais com melhores condições de permanência e bem-estar estão igualmente mais preparados para prestar cuidados com qualidade, dedicação e excelência.

No âmbito do contrato da 2.ª fase da empreitada de reabilitação do Hospital Sanatório de Luanda, as instalações do antigo Hospital Provisório foram requalificadas e adaptadas para a actual função de Casa de Apoio/Alojamentos.

A intervenção contemplou igualmente importantes infra-estruturas técnicas de suporte, garantindo maior autonomia e segurança operacional.
Entre os equipamentos instalados destacam-se um reservatório de água com capacidade para 80 mil litros, um reservatório de combustível de 20 mil litros e dois grupos geradores de 500 kVA cada, totalizando 1.000 kVA de potência instalada de emergência.
A unidade dispõe ainda de um Posto de Transformação de 400 kVA, reforçando a capacidade de fornecimento e suporte energético da infra-estrutura.
A entrega da Casa de Apoio representa mais do que a disponibilização de uma nova infra-estrutura física. Constitui uma aposta nas pessoas que diariamente asseguram o funcionamento das unidades sanitárias e que, muitas vezes, enfrentam desafios relacionados com deslocação, alojamento e permanência em serviço.

Ao proporcionar condições dignas para os profissionais, a iniciativa reforça a compreensão de que a qualidade dos serviços de saúde começa também pelas condições oferecidas a quem os presta.
A cerimónia contou com a presença de responsáveis do Ministério da Saúde, da direcção do Complexo Hospitalar Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, equipas técnicas e parceiros envolvidos na execução da empreitada.
Ao concluir a sua intervenção, a Ministra da Saúde felicitou as equipas envolvidas na concretização do projecto e apelou à preservação da infraestrutura, para que continue a servir o sector da saúde durante muitos anos.

A Casa de Apoio do CHDCP passa, deste modo, a constituir uma importante resposta de apoio aos profissionais e um exemplo de como espaços inicialmente concebidos para soluções temporárias podem ser transformados em estruturas permanentes, funcionais e orientadas para o bem-estar humano.
Com 86 camas, espaços de alimentação, formação, administração, lazer e apoio, além de sistemas próprios de água, energia e combustível, a nova Casa de Apoio materializa uma mensagem simples, mas estratégica: cuidar de quem cuida também é investir na qualidade da saúde.

FONTE: GTICI – Ministério da Saúde, Luanda, 22 de Agosto de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 24-08-2026
ANGOLA REFORÇA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL NO TRATAMENTO DA HEMOFILIA E REALIZA PRIMEIRA ERITROCITAFÉRESE NO PAÍS

Ministra da Saúde recebe delegação brasileira e entrega reconhecimento internacional à parceria entre Angola e Brasil

Angola deu um novo passo no reforço da assistência especializada às doenças hematológicas, com a realização, pela primeira vez no país, de um procedimento de eritrocitaférese, no âmbito do II Workshop Internacional sobre Hemofilia, que decorreu de 17 a 20 de Agosto, em Luanda.

A iniciativa ganhou particular relevância no final da tarde de quinta-feira, 20 de Agosto, quando a Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, regressada da missão oficial à República da Sérvia, recebeu em audiência uma delegação brasileira liderada pela Professora Margareth Ozelo, do Hemocentro Unicamp, de Campinas, Brasil.
Durante o encontro, foram apresentados os resultados da cooperação entre o Instituto Hematológico Pediátrico Dra. Victória do Espírito Santo e o Hemocentro Unicamp-Campinas, estabelecida no âmbito do Twinning Program da Federação Mundial de Hemofilia (WFH).

A audiência contou igualmente com a presença do Director-Geral do Instituto Hematológico Pediátrico Dra. Victória do Espírito Santo, Dr. Francisco António José Domingos, bem como de outros responsáveis e técnicos do Ministério da Saúde envolvidos no acompanhamento das acções de cooperação e no fortalecimento da assistência hematológica no país.

Um dos momentos de maior destaque da audiência foi a entrega à Ministra da Saúde do Prémio de Melhor Twinning Program de 2025, atribuído pela Federação Mundial de Hemofilia às duas instituições parceiras.

A distinção reconhece os resultados alcançados no fortalecimento da assistência aos doentes com hemofilia, na formação especializada dos profissionais de saúde e na transferência de conhecimento entre Angola e Brasil.

O reconhecimento internacional constitui, igualmente, uma valorização do trabalho desenvolvido por profissionais angolanos e brasileiros e demonstra o impacto que a cooperação técnica pode produzir no desenvolvimento de competências e na melhoria da qualidade dos cuidados de saúde.

Durante a audiência, a Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, destacou a importância da parceria entre Angola e Brasil, sublinhando que o reconhecimento atribuído pela Federação Mundial de Hemofilia representa “uma confirmação de que estamos no caminho certo e de que a cooperação técnica, quando assente na formação, na transferência de conhecimento e no compromisso dos profissionais, produz resultados concretos para os nossos doentes”.

A governante realçou ainda que a realização da primeira eritrocitaférese em Angola demonstra a capacidade crescente do país de incorporar técnicas diferenciadas e reforçar a resposta nacional às doenças hematológicas, defendendo a continuidade das parcerias internacionais como instrumento para acelerar o desenvolvimento de competências e melhorar a qualidade da assistência prestada à população.

O II Workshop Internacional sobre Hemofilia reuniu 116 participantes, provenientes de Angola, Brasil, Moçambique e Cabo Verde, além de profissionais de várias unidades sanitárias das províncias de Luanda, Bengo, Icolo e Bengo, Huíla, Huambo, Benguela, Cabinda, Cuanza Norte, Cuanza Sul, Bié, Cunene e Moxico.

A formação abrangeu diferentes áreas da assistência, incluindo medicina, enfermagem, odontologia, ortopedia, fisioterapia, psicologia, diagnóstico e terapêutica, promovendo uma abordagem multidisciplinar e integrada no acompanhamento de pessoas com hemofilia e doença falciforme.

O encontro contou com o apoio do Hemocentro Unicamp-Campinas e do Instituto Hematológico Pediátrico Dra. Victória do Espírito Santo, consolidando a troca de experiências e a transferência de boas práticas entre os profissionais dos dois países.

O ponto alto da componente técnico-científica foi a realização da primeira eritrocitaférese em Angola, um marco no desenvolvimento da capacidade nacional de resposta a determinadas doenças hematológicas.

A técnica permite a remoção dos glóbulos vermelhos do doente e a sua substituição por eritrócitos provenientes de dadores, constituindo uma modalidade terapêutica diferenciada para situações clínicas específicas. A introdução deste procedimento no país representa um avanço na medicina transfusional angolana e cria novas possibilidades de acesso a cuidados especializados, reduzindo a necessidade de recorrer a capacidades técnicas existentes fora do país.

A realização do workshop, associada ao reconhecimento internacional do programa de cooperação Angola–Brasil, reforça a aposta do Ministério da Saúde na formação especializada, transferência de conhecimento, inovação e introdução de técnicas diferenciadas no Sistema Nacional de Saúde.

Para Angola, o reconhecimento da Federação Mundial de Hemofilia e a realização da primeira eritrocitaférese no país constituem dois resultados de particular importância: um confirma a qualidade da cooperação internacional desenvolvida e o outro demonstra a capacidade crescente de incorporar técnicas avançadas na assistência hematológica nacional.

FONTE: GTICI, Ministério da Saúde, Luanda, 21 de Agosto de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA

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