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1º FORUM NACIONAL DOS HOSPITAIS

Governo 22-05-2026
ANGOLA DESTACA AVANÇOS HISTÓRICOS NO COMBATE À DRACUNCULOSE E REFORÇA META DE ERRADICAÇÃO TOTAL DA DOENÇA

País mantém vigilância activa, reforça cooperação internacional e intensifica resposta sanitária nas zonas endémicas.

No quadro da sua participação activa na 79.ª Assembleia Mundial da Saúde, a Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Lutucuta, reafirmou esta quinta-feira, 21 de Maio, o compromisso de Angola com a erradicação da dracunculose, durante a reunião ministerial de alto nível dedicada ao combate às doenças tropicais negligenciadas.

Na sua intervenção, a governante destacou os progressos alcançados pelo país, os desafios ainda existentes e o apoio contínuo dos parceiros internacionais no reforço da resposta nacional à doença.

O encontro reuniu ministros da saúde, representantes governamentais, organizações multilaterais, parceiros técnicos, instituições financiadoras e organizações internacionais envolvidas no combate às doenças tropicais negligenciadas.

A Ministra esteve acompanhada pela Directora Nacional de Saúde Pública, Dra. Helga Freitas, pela consultora Dra. Diozandra Marina de Oliveira Guimarães, bem como por outros membros da delegação ministerial angolana.
Durante o pronunciamento, a responsável informou que Angola registou três casos humanos confirmados de dracunculose entre 2018 e 2020, não tendo sido reportados novos casos humanos desde então.

Apesar deste avanço significativo, o país continua a enfrentar desafios relacionados com infeções em animais, sobretudo cães domésticos.
Segundo os dados apresentados, Angola contabiliza um acumulado de 204 infecções animais até 2025, realidade que continua a exigir forte vigilância epidemiológica, coordenação multissectorial e respostas integradas ao nível comunitário.

A Ministra sublinhou que Angola mantém um firme compromisso com a erradicação da doença, em alinhamento com os esforços globais coordenados pela Organização Mundial da Saúde e parceiros internacionais.

O compromisso político do Executivo foi igualmente demonstrado através da participação ministerial na primeira Reunião de Revisão Nacional do Programa de Erradicação da Dracunculose na Guiné-Bissau, realizada em Fevereiro de 2026, em Ondjiva, bem como pelas missões ministeriais efectuadas às áreas endémicas da província do Cunene nos anos de 2023, 2024 e 2025.

A governante destacou ainda a estreita colaboração entre Angola e a Namíbia, através de reuniões bilaterais regulares envolvendo autoridades nacionais e provinciais, com vista ao reforço da vigilância transfronteiriça e à harmonização das estratégias conjuntas de combate à doença.

Em resposta à situação epidemiológica, Angola reforçou as actividades de vigilância activa, mobilização comunitária e coordenação multissectorial, com apoio técnico internacional.

A Ministra explicou que, em 2020, a OMS destacou uma equipa técnica para a província do Cunene, actualmente considerada o epicentro da doença no país. A intervenção permitiu identificar aldeias de alto risco, mapear fontes de água utilizadas pelas comunidades e formar agentes comunitários de saúde para reforçar a detecção e notificação de casos.
Entre as principais medidas implementadas destacam-se a distribuição de filtros de água, o tratamento de fontes hídricas com larvicidas, o controlo de animais infectados, campanhas de sensibilização comunitária e investigações epidemiológicas contínuas.
De acordo com os dados apresentados, só em 2025 foram distribuídos 97.447 filtros de água para 28.254 famílias na província do Cunene. Paralelamente, 345 fontes de água foram tratadas em 57 aldeias localizadas nos municípios de Cuanhama e Namacunde.

O Programa Nacional de Prevenção das Doenças Tropicais continua igualmente a beneficiar do apoio técnico e operacional da OMS, do Centro Carter e dos Centers for Disease Control and Prevention.

Segundo a Ministra, desde 2024 o Centro Carter tem apoiado activamente as actividades de controlo veterinário, o fortalecimento da resposta operacional e o envio de amostras para o laboratório de referência da CDC, em Atlanta.

Em 2026, foram igualmente enviadas ao Instituto Nacional de Saúde várias amostras provenientes de humanos e animais domésticos, reforçando a capacidade laboratorial e a vigilância contínua da doença. Angola prevê ainda fortalecer a capacidade nacional de diagnóstico, com destaque para a implementação imediata de testes específicos para detecção de infeções em cães.
Outro eixo prioritário do Executivo angolano, sob liderança do Presidente João Lourenço, é a melhoria do acesso à água potável nas comunidades afectadas, em coordenação com a Direcção Nacional de Águas.
No final da intervenção, a Ministra expressou gratidão à OMS, ao Centro Carter, à CDC África e aos demais parceiros internacionais pelo apoio técnico e financeiro prestado ao programa nacional de erradicação da dracunculose.
“Angola continua comprometida com a erradicação desta doença e com a protecção da saúde das comunidades afectadas”, concluiu Sílvia Lutucuta.

Fonte: GCI – Ministério da Saúde, Genebra, 21 de Maio de 2026.

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 22-05-2026
ANGOLA E BRASIL REFORÇAM COOPERAÇÃO ESTRATÉGICA PARA FORMAÇÃO ESPECIALIZADA E DESENVOLVIMENTO DE SERVIÇOS DE ALTA COMPLEXIDADE

À margem da 79.ª Assembleia Mundial da Saúde, decorreu, ao final da tarde desta quarta-feira, 20 de Maio, um encontro de trabalho entre a Ministra da Saúde, Dra Sílvia Lutucuta, e o Ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Rocha Santos Padilha, representado no encontro técnico pelo Secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde do Brasil, *Dr. Felipe Proenço, com foco no reforço da cooperação bilateral no domínio da formação de recursos humanos em saúde e do desenvolvimento de serviços especializados.

O encontro técnico teve lugar nas instalações do Palácio das Nações e na sede da Organização Mundial da Saúde, em Genebra, sob o lema da presente Assembleia Mundial da Saúde: “Reformulando a Saúde Global: uma responsabilidade compartilhada”.
A sessão contou com a participação das equipas técnicas da Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (PFRHS), representada pelo seu Coordenador e Gestor Técnico, Prof. Dr. Job Monteiro, e pelo D’ Jamel Kitumba, bem como especialistas seniores dos Ministérios da Saúde, da UIP e do Brasil.
Durante o encontro, as duas delegações analisaram áreas prioritárias de cooperação estratégica, com destaque para a formação especializada de médicos, enfermeiros e técnicos de saúde, intercâmbio hospitalar, assistência técnica contínua e fortalecimento institucional dos serviços nacionais de saúde.
A delegação angolana apresentou como prioridade imediata o reforço da capacidade nacional na área do tratamento de grandes queimados, no quadro da preparação para a entrada em funcionamento do futuro Hospital de Queimados em Angola.
Neste âmbito, Angola solicitou apoio técnico do Brasil para a mobilização de equipas multidisciplinares compostas por cirurgiões plásticos especializados em queimados, anestesistas, intensivistas, especialistas em emergência pré-hospitalar e equipas de enfermagem, num modelo de cooperação em regime de rotação e assistência contínua.
A Ministra da Saúde destacou que o país já dispõe de condições logísticas e estruturais preparadas para acolher as equipas especializadas, defendendo uma cooperação prática e orientada para a transferência efetiva de conhecimento e formação em serviço.
“O nosso objectivo é garantir que os profissionais angolanos adquiram experiência prática especializada e capacidade de resposta autónoma em áreas altamente diferenciadas”, sublinhou Sílvia Lutucuta.

Outro dos temas centrais do encontro foi o fortalecimento dos programas nacionais de transplante renal e transplante de medula óssea, áreas consideradas prioritárias no processo de modernização do sistema nacional de saúde.
A parte angolana defendeu igualmente a necessidade de estágios internacionais de média duração, com períodos mínimos de seis meses, visando assegurar maior consolidação técnica e científica dos profissionais em formação.
O representante do Ministério da Saúde do Brasil manifestou total abertura para aprofundar a cooperação, destacando a disponibilidade de hospitais de referência brasileiros para acolher profissionais angolanos em programas de estágio e formação especializada.
As partes discutiram igualmente mecanismos de cooperação nas áreas de oncologia, radioterapia, medicina nuclear, neonatologia, cuidados intensivos pediátricos, nefrologia e emergência médica, incluindo a possibilidade de criação de programas estruturados de mobilidade académica e profissional entre os dois países.

No domínio da formação avançada, Angola informou que cerca de três mil profissionais de saúde encontram-se em fase final de especialização no âmbito do PFRHS, estando prevista a realização de estágios internacionais em hospitais brasileiros de referência, sobretudo nos últimos meses da formação prática.

A delegação brasileira mostrou-se igualmente disponível para incentivar programas de intercâmbio de residentes e estudantes brasileiros em unidades hospitalares angolanas, reconhecendo o potencial de aprendizagem clínica e científica proporcionado pelo contexto sanitário angolano.

O encontro permitiu consolidar um novo quadro de cooperação técnica e institucional entre Angola e Brasil, assente numa visão estratégica de fortalecimento dos sistemas de saúde, desenvolvimento do capital humano e expansão dos serviços especializados de saúde nos dois países.

A delegação angolana à 79.ª Assembleia Mundial da Saúde é chefiada pela Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Lutucuta, e integra a Embaixadora Ana Maria de Oliveira, além de técnicos seniores do Ministério da Saúde e diplomatas da Missão Permanente de Angola.

Fonte: GCI – Ministério da Saúde, Genebra, 21 de Maio de 2026.

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 22-05-2026
GAVI LEAP: ANGOLA DEFENDE MAIOR AUTONOMIA DOS PAÍSES E FORTALECIMENTO DOS SISTEMAS NACIONAIS DE SAÚDE

O Executivo angolano reafirmou, em Genebra, o compromisso com o reforço da soberania sanitária e da liderança nacional na imunização, bem como com o fortalecimento dos sistemas de saúde, durante o encontro de alto nível “GAVI Leap in Action”, à margem da 79.ª Assembleia Mundial da Saúde da OMS.
O encontro, realizado a 19 de Maio de 2026, reuniu ministros da saúde, representantes governamentais e parceiros internacionais para debater o futuro da imunização global, os desafios da sustentabilidade financeira e o novo modelo operacional da GAVI, Aliança Global para Vacinas.
A Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, que se encontra em Genebra desde o dia 17 de Maio, cumpre uma agenda intensa de encontros de alto nível com líderes globais e parceiros multilaterais, acompanhada por altos responsáveis do Ministério da Saúde e da Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (UIP-PFRHS).
O encontro foi presidido pela Presidente do Conselho da GAVI, Helen Clark que destacou o impacto da vacinação global, sublinhando que desde 2000 a organização já contribuiu para proteger mais de 1,2 mil milhões de crianças em todo o mundo.
Um dos momentos centrais foi a apresentação da reforma “GAVI Leap”, baseada no princípio “Country First”, que coloca os países no centro da definição das prioridades de imunização.
A Directora Executiva da GAVI, Dra. Sania, explicou que a reforma visa simplificar processos, reforçar a liderança nacional, aumentar a flexibilidade financeira e acelerar respostas a surtos e emergências sanitárias.
Na sua intervenção, a Ministra da Saúde destacou que Angola acolhe positivamente a nova abordagem da GAVI, por reconhecer o papel central dos países na definição das suas prioridades de saúde pública.
A governante sublinhou que a soberania sanitária, para Angola, significa a capacidade de definir políticas nacionais ajustadas à realidade do país, reforçar a liderança do Estado e alinhar os apoios internacionais às estratégias nacionais.
A Ministra informou ainda que Angola aprovou recentemente a sua Estratégia Nacional de Imunização para os próximos cinco anos, com foco na redução de crianças zero-dose e subimunizadas, sobretudo em zonas periurbanas e comunidades de difícil acesso.
Entre as principais prioridades apresentadas por Angola destacam-se:
* Expansão das brigadas móveis de vacinação;
* Reforço das acções comunitárias;
* Fortalecimento da cadeia de frio e logística;^
* Modernização dos sistemas digitais de vigilância epidemiológica;
* Reforço da capacidade de resposta a surtos;
* Integração da vacinação nos cuidados primários de saúde.
A delegação angolana destacou ainda que entre 25% e 38% das doses administradas no país são realizadas através de equipas móveis e actividades comunitárias, reflectindo o esforço do Executivo para alcançar populações mais vulneráveis.
A Ministra reafirmou igualmente o compromisso de Angola com o aumento progressivo do financiamento doméstico para a imunização e com a sustentabilidade dos programas nacionais de vacinação.
O encontro abordou também o reforço da soberania vacinal africana, num contexto em que o continente continua a enfrentar desafios de acesso equitativo às vacinas.
A GAVI apresentou iniciativas como o African Vaccine Manufacturing Accelerator (AVMA), destinadas a apoiar a produção local de vacinas em África, reduzir a dependência externa e fortalecer a capacidade industrial do continente.
Os participantes reiteraram que a imunização continua a ser um dos investimentos mais estratégicos para o desenvolvimento humano, a estabilidade social e o crescimento económico.
A participação de Angola no encontro reforça o compromisso do país com a modernização do sistema nacional de saúde, o aumento da cobertura vacinal e a consolidação da sua liderança nos debates globais sobre saúde pública e desenvolvimento sustentável.

Fonte: GCI – Ministério da Saúde, Genebra, 20 de Maio de 2026.

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 22-05-2026
ANGOLA REFORÇA PARCERIA E DEFENDE MAIOR AUTONOMIA NA GESTÃO DOS PROGRAMAS DE SAÚDE EM ENCONTRO COM O FUNDO GLOBAL, EM GENEBRA

A Ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, reafirmou esta manhã, em nome do Executivo angolano, o compromisso com o reforço da soberania sanitária, o fortalecimento dos sistemas nacionais de saúde e a consolidação de uma maior autonomia na gestão dos programas financiados por parceiros internacionais, durante um encontro de alto nível realizado na sede do Fundo Global, à margem da 79.ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra.
A Ministra da Saúde de Angola liderou a delegação angolana, acompanhada pela Directora Nacional de Saúde Pública, Dra. Helga Freitas, pela consultora do Gabinete Ministerial, Diozandra Guimarães, pelo Coordenador e Gestor Técnico da Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (UIP-PFRHS), Prof. Job Monteiro, e pelo especialista em neurocirurgião e especialista para formação do projecto , Dr. Djamel Kitumba.
A delegação integrou ainda especialistas da UIP-PFRHS, técnicos do Minsa e foi acompanhada por representantes do Fundo Global, num encontro que reuniu equipas técnicas e gestores de programas de saúde pública internacional.
Durante o encontro, ambas as partes procederam à avaliação dos progressos alcançados nos programas de combate ao VIH/SIDA, Tuberculose e Malária, bem como das iniciativas de reforço dos sistemas nacionais de saúde.
O Fundo Global reconheceu os avanços significativos registados por Angola, destacando a redução estimada entre 40% e 50% das novas infecções por VIH, a diminuição das mortes associadas à doença, a redução de cerca de 30% das notificações de tuberculose e os progressos consistentes no controlo da malária, sustentados por campanhas de distribuição massiva de redes mosquiteiras e pelo reforço das intervenções comunitárias.
Um dos pontos centrais da reunião foi a sustentabilidade financeira e a transição gradual para uma maior gestão nacional dos programas de saúde pública, no quadro do próximo ciclo de financiamento GC8.
A Ministra sublinhou a necessidade de reduzir a dependência do financiamento externo, reforçar o cofinanciamento nacional e garantir a integração progressiva dos programas nos sistemas do Estado, em alinhamento com as reformas em curso no setor da saúde.
O Fundo Global confirmou a manutenção de financiamento, acrescidos de financiamento catalítico adicional, reiterando o compromisso com o país, apesar da redução global de recursos disponíveis a nível internacional.
A reunião destacou ainda a importância estratégica da digitalização dos sistemas de saúde, da melhoria da recolha e monitorização de dados em tempo real e da integração das plataformas nacionais de informação sanitária.
Foram igualmente abordados desafios relacionados com a cadeia de abastecimento, distribuição de medicamentos e logística nas províncias, bem como o fortalecimento dos sistemas de transporte de amostras laboratoriais e gestão de stocks.
A experiência positiva de modelos provinciais, que garante autonomia da gestão logística foi reconhecida como referência para futuras iniciativas de expansão nacional.
No domínio programático, foram analisados os avanços no combate à malária, tuberculose e VIH/SIDA, incluindo a expansão da produção local de redes mosquiteiras tratadas, o reforço da capacidade laboratorial e o aumento da cobertura dos serviços comunitários de saúde.
Também foram destacados investimentos em sistemas de produção e fornecimento de oxigénio hospitalar, no quadro das lições aprendidas com a pandemia da COVID-19 e da necessidade de reforçar a capacidade de resposta a emergências sanitárias.
O Fundo Global sublinhou a importância do reforço da governação, da transparência e da prestação de contas na gestão dos fundos, enquanto Angola reafirmou o seu compromisso com a boa gestão financeira e o cumprimento das metas de cofinanciamento nacional.
Foi igualmente reforçada a necessidade de maior alinhamento institucional e melhoria dos mecanismos de coordenação entre os níveis central e provincial, garantindo maior circulação de informação, eficiência e sustentabilidade na implementação dos programas.
No encerramento do encontro, ambas as partes reiteraram o compromisso com a continuidade da parceria estratégica, reconhecendo os progressos alcançados e a importância da cooperação internacional no reforço do sistema nacional de saúde angolano.
Ficou igualmente acordada a realização de uma missão técnica do Fundo Global a Angola, prevista para Setembro, com o objectivo de aprofundar o diálogo sobre a transição dos mecanismos de implementação e a preparação dos próximos ciclos de financiamento.

Fonte: GCI – Ministério da Saúde, Genebra, 20 de Maio de 2026.

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 22-05-2026
ANGOLA ANUNCIA FÁBRICA DE MOSQUITEIROS E REFORÇA LIDERANÇA AFRICANA NO COMBATE À MALÁRIA EM GENEBRA

malária no país, numa iniciativa apoiada pelo Africa CDC, durante o Encontro Ministerial sobre a Malária realizado à margem da 79.ª Assembleia Mundial da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OMS).

O anúncio foi feito pela Ministra da Saúde, Sílvia Paula Valentim Lutucuta, durante a reunião ministerial subordinada ao tema “Delivering Africa’s Big Push Against Malaria”, que reuniu ministros africanos, representantes da União Africana, OMS, Banco Mundial, ALMA e parceiros internacionais de saúde.

Na sua intervenção, a governante afirmou que África enfrenta uma “verdadeira tempestade perfeita “ de ameaças no combate à malária, agravadas pela redução do financiamento internacional, alterações climáticas, resistência aos medicamentos e fragilidade dos sistemas de saúde.
“Zero Malária começa comigo. Zero Malária começa com todos nós”, declarou a ministra, defendendo uma mobilização continental urgente para evitar retrocessos no combate à doença.
Um dos momentos de maior destaque do encontro foi o anúncio de que Angola está a trabalhar, com apoio do Africa CDC, na transferência de tecnologia para produção local de redes mosquiteiras de nova geração tratadas com dupla acção insecticida.

Segundo a ministra, a iniciativa permitirá reforçar a soberania sanitária do país, reduzir dependência externa e criar oportunidades para a indústria têxtil nacional.
“Vamos iniciar ainda este ano o processo de fabrico de mosquiteiros em Angola”, afirmou.
As novas redes, consideradas mais eficazes contra mosquitos resistentes aos insecticidas tradicionais, combinam piretróides com uma nova classe de insecticidas e são apontadas como uma das ferramentas mais importantes na nova fase do combate à malária em África.
Durante o encontro, os parceiros internacionais alertaram que África continua a representar cerca de 95% dos casos e mortes por malária no mundo, apesar dos progressos registados nas últimas duas décadas.
A OMS, a ALMA e o Banco Mundial reconheceram avanços significativos, incluindo: Mais de um milhão de mortes evitadas; Expansão do acesso ao diagnóstico e tratamento; Crescimento da utilização de redes mosquiteiras tratadas;Redução da incidência em vários países africanos.
Contudo, os parceiros advertiram para o risco de retrocesso devido à redução do financiamento internacional, num contexto em que dois terços dos programas africanos de combate à malária continuam dependentes de ajuda externa.
A Comissão da União Africana apresentou o chamado “Roteiro Africano 2030 e além”, defendendo:
Reforço dos cuidados primários de saúde;Cooperação transfronteiriça; Sistemas de alerta precoce; Planeamento adaptado às alterações climáticas; Liderança africana e financiamento sustentável.
Os líderes africanos defenderam que o “Big Push Against Malaria” deve traduzir-se em investimentos concretos e numa nova era de produção local de medicamentos, vacinas e tecnologias de saúde.

Na sua intervenção, Sílvia Paula Valentim Lutucuta destacou que África importa atualmente cerca de 70% dos medicamentos, 90% dos dispositivos médicos e 99% das vacinas utilizadas no continente.
Para Angola, o fabrico local representa não apenas uma questão de saúde pública, mas também uma estratégia económica e de segurança sanitária.
A ministra defendeu igualmente o fortalecimento da Agência Africana do Medicamento (AMA), da harmonização regulatória continental e do Mecanismo Africano de Aquisição Conjunta como instrumentos essenciais para garantir acesso sustentável a produtos de saúde.

O encontro terminou com forte apelo à mobilização política africana para acelerar a eliminação da malária, considerada simultaneamente uma doença da pobreza e um factor de agravamento da pobreza no continente.
Os participantes defenderam maior investimento doméstico, fortalecimento da vigilância epidemiológica, inovação tecnológica e envolvimento das comunidades e da juventude africana nas estratégias de prevenção.
A visão comum, reiterada pelos ministros africanos, permanece alinhada com a Agenda 2063 da União Africana: construir uma África livre da malária, resiliente e autossuficiente.

Fonte: GCI – Ministério da Saúde, Genebra, 19 de Maio de 2026.

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA

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