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HOSPITAL ESPECIALIZADO EM QUEIMADOS JULIUS NYERERE

Governo 14-09-2026
III JORNADAS CIENTÍFICAS DE ENFERMAGEM REFORÇAM QUALIFICAÇÃO DOS PROFISSIONAIS E A QUALIDADE DOS CUIDADOS DE SAÚDE

Ministério da Saúde reafirma aposta na formação, especialização e liderança da enfermagem para fortalecer o Sistema Nacional de Saúde

O Ministério da Saúde reafirmou, na manhã de Quinta-feira, 10 de Setembro, o compromisso com a valorização e qualificação dos profissionais de enfermagem, reconhecendo a formação contínua, a especialização e a produção científica como instrumentos fundamentais para melhorar a qualidade, segurança e humanização dos cuidados prestados à população.
A posição foi manifestada pelo Secretário de Estado para a Saúde Pública, Dr. Carlos Alberto Pinto de Sousa, que, em representação da Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, presidiu à abertura das III Jornadas Científicas de Enfermagem, realizadas na ENAPP, sob o lema “Cuidar com Ciência e Decidir com Responsabilidade”.
O encontro, que decorre durante dois dias, reúne profissionais de enfermagem, gestores, especialistas, representantes das Ordens Profissionais e parceiros nacionais e internacionais, constituindo um espaço de partilha de conhecimentos, produção científica e reflexão sobre os principais desafios da profissão e do Sistema Nacional de Saúde.
Durante a sua intervenção, o Secretário de Estado destacou que as Jornadas representam um importante marco para o fortalecimento da enfermagem, enquanto “pilar insubstituível do Serviço Nacional de Saúde”, pela sua presença permanente junto dos doentes e famílias e pelo papel que desempenha na prevenção, assistência e promoção da saúde.
Defendeu, igualmente, a formação de profissionais cada vez mais preparados, capazes de liderar equipas, gerir recursos e processos e desenvolver investigação orientada para a resolução dos problemas reais dos serviços de saúde.
“Não podemos falar de qualidade dos serviços de saúde sem a qualidade da enfermagem; segurança do doente sem falar da competência dos enfermeiros; e transformação do sistema de saúde sem reconhecer o papel estratégico da liderança de enfermagem”, afirmou.

As Jornadas estão estruturadas em quatro eixos principais: Segurança Sanitária; Desafios das Doenças Infecciosas Endémicas e Pandémicas; Papel da Enfermagem na Literacia e na Disponibilidade de Serviços; e Papel da Cooperação no Âmbito da Rede.
No domínio da segurança sanitária, foi realçado o papel dos enfermeiros como agentes sentinela da vigilância epidemiológica, particularmente na identificação e notificação de casos suspeitos, biossegurança, administração segura de medicamentos, acompanhamento dos doentes e famílias e prevenção da resistência antimicrobiana.

O Ministério da Saúde defende, neste contexto, o reforço da formação contínua dos profissionais, incluindo conteúdos relacionados com controlo de infecções, gestão de antimicrobianos e resposta a surtos.

A realização das Jornadas durante o Setembro Amarelo permitiu também destacar a importância da enfermagem na saúde mental, sobretudo na identificação de sinais de alerta, acompanhamento dos utentes e encaminhamento adequado dos casos.

Durante a cerimónia foram igualmente destacados investimentos do Executivo na formação e especialização de profissionais, expansão do acesso aos cuidados, inovação tecnológica e construção, ampliação e reabilitação de unidades sanitárias.
No domínio dos recursos humanos, foi destacada a admissão de mais de 46 mil profissionais de saúde, através dos maiores concursos públicos realizados no sector, bem como a aposta na especialização de mais de 38 mil profissionais até 2028.

Na área da inovação, foi realçado o avanço da cirurgia robótica no Complexo Hospitalar de Doenças Cardio-Pulmonares Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, onde já foram realizadas 136 cirurgias robóticas, incluindo procedimentos nas áreas de urologia, cirurgia geral e ginecobstetrícia e, mais recentemente, uma cirurgia renal minimamente invasiva.
Foram ainda destacados os avanços no Complexo Hospitalar Pedro Maria Tonha “Pedalé”, com a introdução da neurointervenção, embolização de retinoblastoma e Via Verde do AVC, bem como a entrada em funcionamento do Hospital dos Queimados Presidente Julius Nyerere, com capacidade de 252 camas.
No domínio da hemodiálise, a cobertura nacional passou a abranger 14 províncias, através de 35 centros especializados, com 445 monitores e capacidade superior a 27 mil sessões semanais.
Na sua intervenção, o Director-Geral do CETEP, Dr. António Jorge Capita, defendeu o reforço da articulação entre os diferentes níveis de atenção e unidades sanitárias, sublinhando a importância dos mecanismos de referência e contra-referência para garantir a continuidade dos cuidados.
“O CETEP não pode ser uma ilha de excelência, tem de ser o centro de uma rede, e o enfermeiro é o elo dessa rede.”
As Jornadas contam igualmente com a participação de parceiros internacionais, com destaque para a delegação brasileira, reforçando a cooperação no âmbito da CPLP, SADC e União Africana, através da transferência de conhecimentos, formação especializada e intercâmbio entre profissionais.

O Ministério da Saúde reafirma, assim, a aposta na valorização da Carreira de Enfermagem, melhoria das condições de trabalho, formação especializada e fortalecimento da liderança profissional, com o propósito de elevar a capacidade técnica nacional.

As III Jornadas Científicas de Enfermagem prosseguem durante dois dias, com uma programação dedicada à partilha e transferência de conhecimentos, produção científica e discussão de propostas para o fortalecimento da profissão.
A aposta é clara: formar profissionais mais preparados para garantir serviços de saúde mais seguros, humanizados e capazes de responder às necessidades da população.

Fonte: GTICI – MINSA, Luanda, 11 de Setembro de 2026.

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 14-09-2026
PARCERIA ANGOLA–BRASIL REFORÇA FORMAÇÃO DE ESPECIALISTAS E TRANSFERÊNCIA DE CONHECIMENTO NA SAÚDE

PFRHS já beneficiou 21.713 profissionais, correspondentes a 57,13% da meta de 38 mil até 2028; parceria com instituições brasileiras avança em áreas prioritárias

O Programa de Fortalecimento dos Recursos Humanos em Saúde (PFRHS) já beneficiou 21.713 profissionais, correspondentes a 57,13% da meta de 38 mil profissionais a formar até 2028, reforçando a aposta do Ministério da Saúde na qualificação do capital humano e no fortalecimento da capacidade técnica do Sistema Nacional de Saúde.
O programa é promovido pelo Ministério da Saúde, por via do Instituto de Especialização em Saúde (IES), através da Unidade de Implementação do Projecto de Fortalecimento dos Recursos Humanos em Saúde (UIP-PFRHS), com acções de formação realizadas em Angola e no exterior, em parceria com instituições nacionais e internacionais.
No quadro desta estratégia, Angola e Brasil estão a aprofundar a cooperação na formação especializada de profissionais de saúde, com resultados já alcançados nas áreas de Infectologia e Anestesiologia e perspectivas de expansão para Cardiologia, Saúde Pública e investigação.
Os resultados e as novas perspectivas da parceria foram apresentados, Sexta-feira, 11 de Setembro, durante um encontro realizado nas instalações da UIP-PFRHS, que reuniu responsáveis do Ministério da Saúde e uma delegação brasileira da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e de outras instituições parceiras.
O encontro foi presidido pelo Secretário de Estado para a Saúde Pública, Dr. Carlos Alberto Pinto de Sousa, ladeado pelo Coordenador e Gestor Técnico da UIP-PFRHS, Prof. Dr. Job Monteiro.
Ao intervir no encontro, o Secretário de Estado para a Saúde Pública, destacou a necessidade de fazer acompanhar os investimentos em infra-estruturas e equipamentos da formação de profissionais capazes de responder às novas exigências do sector.
“Não basta construir hospitais modernos e equipá-los com tecnologia de última geração. Precisamos de profissionais preparados para utilizar essa tecnologia e garantir melhores serviços de saúde à população”, afirmou.

O governante destacou a contribuição do PFRHS para a meta de 38 mil profissionais até 2028, considerando que os resultados alcançados permitem perspectivar o cumprimento antecipado do objectivo.
“Estamos no bom caminho e a meta poderá ser ultrapassada antes de 2028”, afirmou, defendendo a continuidade da mobilização de parceiros, projectos e financiamentos para o fortalecimento do sector.

O Prof. Dr. Job Monteiro, apresentou os resultados da parceria com a Unifesp, destacando a formação em Infectologia, que já permitiu a cerca de 150 profissionais concluir as etapas previstas.
O programa deverá abranger 203 especialistas, com a conclusão das formações prevista entre Dezembro de 2026 e Março de 2027 e o encerramento global do curso em Maio de 2027.

Segundo o responsável, a estratégia passa por garantir que as competências adquiridas pelos profissionais sejam posteriormente aplicadas nos serviços de saúde e partilhadas com outros quadros.
“O nosso objectivo não é apenas formar especialistas. Queremos que o conhecimento adquirido seja trazido para Angola, aplicado nos nossos hospitais e posteriormente multiplicado através da formação de outros profissionais”, sublinhou.
Como parte desta estratégia, a UIP-PFRHS pretende articular os especialistas formados em Infectologia com o Programa Nacional de Controlo de Infecção.
Está prevista a realização de um diagnóstico situacional nos hospitais de referência do país, com recurso a um instrumento desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
De acordo com o Prof. Dr. Job Monteiro, a iniciativa terá carácter de apoio técnico e melhoria dos serviços, e não de auditoria, permitindo identificar oportunidades de intervenção e reforçar as medidas de prevenção e controlo de infecções nas unidades sanitárias.
A componente prática inclui igualmente actividades no Hospital dos Queimados, em Luanda, onde os profissionais acompanham procedimentos diferenciados, incluindo cirurgias robóticas, associando a formação teórica à experiência clínica e ao contacto com novas tecnologias.
A Chefe do Departamento de Relações Internacionais da Unifesp, Dra. Karen Spadari, destacou o carácter recíproco da parceria, salientando que a iniciativa permite a qualificação dos profissionais angolanos e, simultaneamente, a troca de experiências entre especialistas e instituições dos dois países.
A cooperação envolve ainda instituições brasileiras como o Hospital São Paulo, a Fiocruz, estruturas de vigilância em saúde e o Centro de Referência de HIV/AIDS de São Paulo, que constituem espaços de formação, estágio e intercâmbio para profissionais angolanos.

Para além das áreas já em desenvolvimento, estão em perspectiva novas iniciativas em Cardiologia, Saúde Pública e investigação, ampliando o campo de colaboração entre as instituições dos dois países.
A estratégia do PFRHS prevê que os profissionais especializados possam, no regresso ao país, assumir também funções de formadores e multiplicadores de conhecimento, contribuindo para a criação de capacidade técnica sustentável nas instituições nacionais.
Durante o encontro, as partes reafirmaram o compromisso de aprofundar a colaboração nas áreas de formação especializada, investigação, intercâmbio académico e transferência de conhecimento, com o objectivo de fortalecer os recursos humanos e contribuir para a melhoria da qualidade dos serviços de saúde prestados à população.

Fonte: GTICI-IES/UIP-PFRHS, Ministério da Saúde, Luanda, 12 de Setembro de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 14-09-2026
HOSPITAL PRESIDENTE JULIUS NYERERE: UM MÊS A SALVAR VIDAS E A TRANSFORMAR A RESPOSTA AOS DOENTES QUEIMADOS EM ANGOLA

Unidade pública de referência já realizou 1.235 atendimentos, 130 internamentos e 11 intervenções cirúrgicas e terá o maior Centro de Hemodiálise do país

Um mês depois da sua inauguração, o Hospital dos Queimados Presidente Julius Nyerere começa a revelar, através dos números e das histórias dos seus primeiros doentes, a dimensão do papel que está chamado a desempenhar no reforço da assistência especializada em Angola.
Inaugurado a 1 de Agosto de 2026 pelo Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, numa cerimónia que contou com a presença da Presidente da República Unida da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, o novo hospital entrou em funcionamento com a sua infra-estrutura principal concluída e equipada com tecnologia diferenciada, colocando ao serviço da população uma resposta especializada para doentes queimados e outros casos de elevada complexidade.
Localizado no Bairro Kilamba, em Luanda, o Hospital Presidente Julius Nyerere possui cerca de 47.947 metros quadrados de área de construção, distribuídos por seis pisos, com capacidade para 248 camas. Concebido como unidade hospitalar de referência do III nível, dispõe de serviços especializados, entre os quais Serviço de Urgência, Bloco Operatório com seis salas, Unidade de Terapia Intensiva, UTI de Queimados com 36 camas, Câmara Hiperbárica, Imagiologia, Laboratório, Endoscopia, Fisioterapia e Reabilitação, Psicologia, Unidade Neonatal e Brinquedoteca, entre outras valências.
A capacidade da nova unidade começou a ser demonstrada desde os primeiros dias. Logo na primeira semana de funcionamento, o hospital recebeu vítimas de queimaduras provocadas por combustível e acidentes na via pública, além de pacientes evacuados do Cuanza-Sul na sequência da tragédia registada naquela província. Casos que exigiram uma resposta rápida e diferenciada encontraram no Julius Nyerere uma estrutura preparada para prestar assistência especializada.
Durante os primeiros 30 dias, foram realizados 1.235 atendimentos, sendo 729 em regime ambulatório e 506 no Serviço de Urgência. O hospital registou ainda 130 internamentos, dos quais 96 na Enfermaria de Queimados, 11 na Enfermaria Cirúrgica e 20 na Unidade de Terapia Intensiva de Queimados. No mesmo período, foram registadas 94 altas por melhoria clínica e quatro óbitos.
No Bloco Operatório foram realizadas 11 intervenções cirúrgicas, incluindo enxertias cutâneas, desbridamentos, cirurgias reconstrutivas e amputações associadas a queimaduras graves.
Entre os casos de maior complexidade está o de um jovem de 20 anos, com queimaduras de segundo e terceiro graus correspondentes a aproximadamente 35% da superfície corporal queimada, que necessitou de amputação do terço medial distal do membro superior esquerdo e de amputação transtibial do membro inferior direito. O doente continua a receber acompanhamento multidisciplinar, envolvendo Psicologia, Nutrição, Cirurgia Vascular, Medicina Hiperbárica, Fisioterapia, Cirurgia Plástica e a equipa de feridas complexas.
A Câmara Hiperbárica constitui igualmente uma das valências diferenciadoras já em utilização. Entre os casos acompanhados está o de uma doente de 28 anos, proveniente da Maternidade Lucrécia Paim, que realizou cinco sessões de oxigenoterapia hiperbárica antes de ser submetida a reconstrução da parede abdominal. Outro doente, de 26 anos, com queimaduras profundas e de terceiro grau, realizou seis sessões antes de receber um enxerto cutâneo no membro superior direito.
A resposta do hospital assenta numa abordagem multidisciplinar, que não se limita ao tratamento das lesões. Psicologia, Fisioterapia, Reabilitação e Brinquedoteca integram esta estratégia, particularmente importante para crianças e para pacientes que necessitam de acompanhamento prolongado.
Paralelamente à assistência, a unidade tem promovido a capacitação dos seus profissionais em áreas como abordagem do doente queimado, reposição volémica, tratamento de feridas, abordagem do politraumatizado e interpretação de exames, reforçando a qualidade e a segurança dos cuidados.
À frente do hospital está uma Direcção jovem e especializada, liderada pela Dra. Yanessa Katiana Van-Dúnem Filipe de Almeida, médica especialista em Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e de Queimados. A equipa de gestão reúne profissionais de diferentes áreas, com a missão de consolidar a unidade não apenas como referência assistencial, mas também de formação e produção de conhecimento na área dos queimados.
Durante a preparação da unidade para a entrada em funcionamento, a Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, destacou a importância do capital humano para o sucesso da nova estrutura, afirmando: “Temos uma unidade sanitária moderna, equipada com tecnologia de ponta, mas sabemos que o verdadeiro diferencial está nas pessoas e no conhecimento.”
A entrada em funcionamento do Julius Nyerere representa, igualmente, a concretização da aposta do Executivo no reforço da capacidade nacional para prestar cuidados diferenciados e responder a situações de elevada complexidade dentro do país.
Outro importante investimento está a nascer no mesmo perímetro hospitalar. Na área adjacente ao hospital principal encontra-se em construção um novo Centro de Hemodiálise, que, quando concluído e entrar em funcionamento, deverá constituir o maior Centro de Hemodiálise do país.
A futura unidade terá capacidade projectada para atender 510 doentes em três turnos e até 680 em quatro turnos, abrangendo adultos e crianças, doentes crónicos e agudos, com hemodiálise convencional e diálise peritoneal. Para os casos agudos, particularmente os internados em cuidados intensivos, contará com tecnologia diferenciada, incluindo o monitor OMNI, destinado a diferentes técnicas de terapia de substituição renal contínua, como hemodiafiltração, plasmaferese, hemodiálise, SLED e hemofiltração.
A futura valência terá particular importância para o Hospital dos Queimados, uma vez que pacientes com queimaduras extensas e quadros clínicos graves podem desenvolver complicações que afectam a função renal e necessitar de terapias de substituição renal. A proximidade do centro permitirá, quando concluído, reforçar a resposta a estes casos de elevada complexidade.
Está igualmente prevista a formação de cerca de 150 profissionais do Ministério da Saúde, entre médicos, enfermeiros especializados em nefrologia, técnicos de enfermagem e pessoal de apoio, para assegurar o funcionamento da futura unidade.
Um mês depois da inauguração, os resultados do Hospital Presidente Julius Nyerere já são concretos: 1.235 atendimentos, 130 internamentos, 11 cirurgias e 94 altas por melhoria clínica, além da utilização de valências diferenciadas como a Câmara Hiperbárica, Fisioterapia, Psicologia e Reabilitação.
Por detrás de cada número está uma história. São doentes vítimas de acidentes, queimaduras graves e situações complexas que encontraram numa unidade pública uma resposta especializada, com profissionais, equipamentos e tecnologia colocados ao serviço da sua recuperação.
E é precisamente aí que reside a verdadeira dimensão do Julius Nyerere: não apenas na imponência da infraestrutura, mas na sua capacidade de transformar investimento público em assistência, tecnologia em cuidado e conhecimento em vidas salvas.
O hospital principal está concluído, equipado e em funcionamento. O Centro de Hemodiálise, ainda em construção, acrescentará futuramente uma nova e importante capacidade ao complexo.

Um mês depois, o Julius Nyerere já não é apenas uma obra. É uma unidade pública que está no terreno, a receber doentes, a realizar cirurgias, a utilizar tecnologia diferenciada e a cumprir a missão para a qual foi criada: cuidar, tratar e salvar vidas, sem deixar ninguém para trás.

Fonte: GTICI- Hospital dos Queimados Presidente Julius Nyerere, Comunicação Institucional e Imprensa (MINSA), Luanda , 11 de Setembro de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 10-09-2026
MINISTÉRIO DA SAÚDE REFORÇA VIGILÂNCIA, PREVENÇÃO E RESPOSTA À MPOX EM ANGOLA

O Ministério da Saúde da República de Angola realizou, nesta quinta-feira, 10 de Setembro de 2026, uma Conferência de Imprensa dedicada à situação epidemiológica da Mpox em Angola, com o objectivo de apresentar informações oficiais e actualizadas sobre o contexto da doença no país, bem como dar a conhecer as medidas de prevenção, vigilância, controlo e resposta adoptadas pelas autoridades sanitárias nacionais.

A iniciativa constituiu um importante espaço de informação e esclarecimento à população, permitindo ao Ministério da Saúde actualizar os órgãos de comunicação social sobre a situação epidemiológica da Mpox em Angola, as acções desenvolvidas para reforçar a vigilância epidemiológica e os mecanismos de detecção precoce, diagnóstico, prevenção e resposta a eventuais casos e surtos da doença.
Durante a Conferência de Imprensa, foram apresentadas informações sobre o actual cenário epidemiológico da Mpox, as medidas adoptadas para prevenir a introdução e a propagação da doença no território nacional, assim como as acções em curso no âmbito do Plano Nacional de Resposta e Controlo ao Surto de Mpox.

O encontro permitiu igualmente prestar esclarecimentos de interesse público sobre os principais sinais e sintomas da doença, as formas de transmissão, as medidas de prevenção e os procedimentos que devem ser observados perante uma situação de suspeita de Mpox, contribuindo para uma maior compreensão da doença e para a adopção de comportamentos adequados de protecção da saúde.

A realização da Conferência ocorre num contexto em que o continente africano continua a enfrentar a circulação do vírus da Mpox, exigindo das autoridades sanitárias o reforço contínuo da vigilância epidemiológica e da capacidade de prevenção, detecção, diagnóstico e resposta, com vista à protecção da população e à contenção de eventuais cadeias de transmissão.
Ao promover este espaço de informação oficial, o Ministério da Saúde reafirma o compromisso do Executivo Angolano com a protecção da saúde pública, o fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde e a adopção de medidas oportunas para prevenir e responder às ameaças epidemiológicas.

O Ministério da Saúde destaca, igualmente, o papel estratégico dos órgãos de comunicação social na divulgação de informação credível, responsável e actualizada, contribuindo para a sensibilização das comunidades, o combate à desinformação e a promoção de comportamentos que favoreçam a prevenção e a protecção da saúde da população.

Fonte: GTICI – MINSA
Luanda, 10 de Setembro de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 09-09-2026
MINSA VAI ABRIR 4.800 VAGAS PARA ESPECIALIZAÇÃO EM ENFERMAGEM

MINSA VAI ABRIR 4.800 VAGAS PARA ESPECIALIZAÇÃO EM ENFERMAGEM

Programa financiado pelo Banco Mundial leva formação especializada a novas províncias e introduz, pela primeira vez, cursos de enfermagem em cardiologia, saúde oncológica e enfermagem forense

O Ministério da Saúde vai abrir 4.800 vagas para cursos de especialização em enfermagem, numa iniciativa que pretende ampliar e descentralizar a formação especializada de profissionais de saúde em várias províncias do país.
A medida integra o Programa de Formação de Recursos Humanos em Saúde, financiado pelo Banco Mundial e implementado pelo Ministério da Saúde, através do Instituto de Especialização em Saúde e da Unidade de Implementação do Projecto de Formação dos Recursos Humanos em Saúde (UIP-PFRHS), que prevê formar 38 mil profissionais até 2028.
A informação foi avançada esta Terça-feira, 8 de Setembro, pelo coordenador e gestor técnico da UIP-PFRHS, Prof. Dr. Job Monteiro, durante uma reunião de trabalho que contou com a participação do Bastonário da Ordem dos Enfermeiros de Angola, Dr. Eduardo Caiangula, de membros da Direcção Nacional de Recursos Humanos do Ministério da Saúde, bem como de especialistas, assistentes, consultores e demais técnicos da UIP-PFRHS.
O encontro reuniu igualmente responsáveis dos Gabinetes Provinciais de Saúde e de unidades hospitalares, com o objectivo de avaliar as condições técnicas, infra-estruturais e de recursos humanos necessárias para a expansão das formações especializadas.
Segundo o coordenador do projecto, as 4.800 vagas serão distribuídas por diferentes especialidades, incluindo saúde comunitária, saúde materna e neonatal, pediatria, emergência e trauma, nefrologia, cuidados intensivos, anestesiologia e reanimação, infecciologia e oftalmologia.
Entre as principais novidades estão as especializações em enfermagem em cardiologia, saúde oncológica e enfermagem forense, que serão disponibilizadas pela primeira vez.
A expansão deverá alcançar províncias como Malanje, Moxico, Moxico Leste, Lunda Norte, Lunda Sul, Zaire, Namibe, Cuando e Cubango, aproximando a formação especializada dos profissionais que trabalham fora dos grandes centros urbanos.
Job Monteiro sublinhou que a abertura dos cursos estará condicionada à existência de infra-estruturas, equipamentos, internet, salas de aula climatizadas, instalações sanitárias e unidades hospitalares para estágios práticos. As províncias deverão assegurar os espaços físicos, enquanto o projecto apoiará com equipamentos e materiais pedagógicos.

O Moxico foi apontado como referência na preparação das condições para acolher as formações, devendo partilhar a sua experiência com as demais províncias.
Além da enfermagem, estão previstas 2.565 vagas em cursos de pós-médio, cerca de 400 para técnicos de diagnóstico e terapêutica e 320 para áreas das carreiras médicas. O início das novas formações está previsto para Outubro, mediante o cumprimento dos requisitos estabelecidos e a publicação dos respectivos editais.

Para o coordenador da UIP-PFRHS, os próximos meses exigirão “o máximo empenho” das estruturas provinciais, tendo advertido que as províncias que não assegurarem as condições necessárias poderão ficar de fora da implementação dos cursos.

Fonte: IES/UIP-PFRH, Ministério da Saúde, Luanda, 8 de Setembro de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA

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