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1º FORUM NACIONAL DOS HOSPITAIS

Governo 11-06-2026
MINISTÉRIO DA SAÚDE LANÇA CONCURSO PÚBLICO INTERNO DE PROMOÇÃO NA CARREIRA PARA MAIS DE 34 MIL PROFISSIONAIS

O Ministério da Saúde (MINSA) lançou oficialmente, nesta quarta-feira, 10 de Junho, o Concurso Público Interno de Promoção na Carreira 2026, uma iniciativa considerada histórica para o sector da saúde por representar mais um passo na valorização dos profissionais e no reforço da justiça laboral no Serviço Nacional de Saúde.
A medida visa reconhecer o mérito, a dedicação e a experiência dos trabalhadores do sector, criando melhores perspectivas de progressão profissional e contribuindo para o fortalecimento institucional das unidades sanitárias em todo o país.

O acto foi presidido pela ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, e contou com a presença do secretário de Estado para a Área Hospitalar, Dr. Leonardo Inocêncio Europeu, dos membros do Conselho Consultivo do Ministério da Saúde, directores dos Gabinetes Provinciais de Saúde, responsáveis dos Recursos Humanos, gestores hospitalares, profissionais de saúde e parceiros do sector.

Durante a sessão, o director nacional dos Recursos Humanos do Ministério da Saúde, Dr. Baptista Monteiro, apresentou os aspectos técnicos do concurso, esclarecendo os critérios de elegibilidade, os mecanismos de candidatura e os procedimentos de avaliação, num exercício de transparência que permitiu aos participantes compreenderem o alcance e os benefícios da medida.

Na sua intervenção, a ministra da Saúde afirmou que o lançamento do concurso representa “mais um passo histórico na concretização da valorização e justiça laboral”, sublinhando que a iniciativa ultrapassa a dimensão administrativa e constitui um reconhecimento efectivo do esforço, da resiliência e do mérito dos profissionais que diariamente sustentam o Serviço Nacional de Saúde.

Segundo a governante, o concurso insere-se na estratégia do Executivo Angolano de fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde e de melhoria contínua da prestação de cuidados à população, através da valorização dos recursos humanos.
A ministra aproveitou a ocasião para destacar a visão e liderança de Sua Excelência João Manuel Gonçalves Lourenço, Presidente da República de Angola, pelo compromisso assumido com o desenvolvimento do capital humano nacional.

Sílvia Lutucuta referiu que, sob orientação do Chefe de Estado, o país tem realizado investimentos significativos na formação, especialização, enquadramento e progressão dos profissionais dos diversos sectores, com especial incidência na saúde.
“Não existem sistemas de saúde fortes sem profissionais qualificados, motivados e valorizados”, afirmou.

A titular da pasta da Saúde explicou que o concurso foi concebido para responder às expectativas de 34.073 profissionais distribuídos por todas as províncias do país, abrangendo médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica, técnicos de apoio hospitalar, inspectores e trabalhadores sociais que dedicam as suas vidas ao serviço público e ao cuidado da população angolana.
Relativamente aos critérios adoptados, Sílvia Lutucuta destacou que o processo assenta em dois pilares fundamentais: transparência e desempenho. Nesse sentido, serão priorizados os profissionais admitidos na função pública até 2012, numa medida que pretende reconhecer décadas de dedicação contínua ao sector da saúde.

A ministra explicou ainda que a progressão será realizada em três fases, abrangendo profissionais com mais de 30 anos de serviço até aqueles que completaram uma década de actividade profissional, reconhecendo o percurso daqueles que mantiveram o seu compromisso com a saúde pública mesmo em períodos particularmente exigentes.
Outro aspecto destacado pela governante prende-se com a valorização da formação académica e profissional. Segundo referiu, o mérito não deve ser medido apenas pelo tempo de serviço, mas também pela busca permanente do conhecimento e pelo aperfeiçoamento contínuo das competências.
Por essa razão, o concurso contempla igualmente os profissionais que concluíram a sua formação até 2022, assegurando que a progressão acompanhe o desenvolvimento técnico, científico e profissional dos candidatos.
A avaliação de desempenho constitui igualmente um requisito fundamental. Para o efeito, serão consideradas as fichas de avaliação referentes ao período entre 2023 e 2025, de modo a garantir que as promoções sejam atribuídas com base em evidências de responsabilidade, competência, dedicação e excelência no exercício das funções.
A ministra sublinhou que a iniciativa está alinhada com instrumentos estratégicos nacionais e internacionais, nomeadamente o Plano Nacional de Desenvolvimento do Capital Humano 2025-2035 e a Agenda de Windhoek da Organização Mundial da Saúde para a Região Africana (OMS/AFRO).
O processo será conduzido através do Sistema Integrado de Gestão dos Recursos Humanos, permitindo uma gestão moderna, desconcentrada e com maior autonomia para as unidades sanitárias, reforçando a eficiência administrativa do sector.
As candidaturas estarão abertas entre os dias 15 de Junho e 3 de Julho de 2026, em todas as instituições sanitárias do Serviço Nacional de Saúde. Durante este período, os profissionais poderão formalizar as suas candidaturas e submeter a documentação necessária para apreciação.

No encerramento da actividade, a ministra dirigiu uma mensagem de incentivo aos profissionais de saúde, afirmando que a promoção constitui “a vitória da persistência, da perseverança e da dedicação daqueles que escolheram servir Angola”.
“É a prova de que, em Angola, o bem-fazer na saúde tem valor, tem nome e tem futuro”, declarou.

A governante felicitou igualmente todos os profissionais do sector e reiterou o reconhecimento ao Executivo Angolano pelo compromisso assumido com a valorização dos recursos humanos e o fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde.

O lançamento do Concurso Público Interno de Promoção na Carreira decorreu num dia igualmente marcado pela outorga de 147 médicos especialistas do Serviço Nacional de Saúde, reforçando o compromisso do Governo com a qualificação, valorização e retenção dos profissionais de saúde em Angola.

Fonte: GCI - Ministério da Saúde (MINSA), 10 de Junho de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 08-06-2026
ANGOLA REFORÇA A PRONTIDÃO NACIONAL FACE AO RISCO REGIONAL DA DOENÇA PELO VÍRUS ÉBOLA

Ministra da Saúde lidera encontro nacional que reúne mais de 350 especialistas e instituições estratégicas para fortalecer a capacidade de prevenção, vigilância e resposta do país

O Ministério da Saúde (MINSA), através da Direcção Nacional de Saúde Pública, realiza no próximo dia 9 de Junho de 2026, no Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC), em Luanda, o Encontro Nacional de Preparação e Resposta à Doença pelo Vírus Ébola (DVE), uma iniciativa estratégica que reunirá mais de 350 participantes provenientes de todas as províncias do país e de sectores-chave da resposta sanitária nacional.

A sessão será orientada por Sua Excelência a Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, e enquadra-se no Plano Nacional de Contingência para a Prevenção, Preparação e Resposta à Doença pelo Vírus Ébola, com o objectivo de reforçar a capacidade nacional de prevenção, vigilância, detecção precoce e resposta coordenada perante potenciais ameaças epidemiológicas.
O encontro realiza-se num contexto regional que exige elevados níveis de vigilância e prontidão sanitária, marcado pelos surtos de Ébola registados na República Democrática do Congo e no Uganda, reforçando a necessidade de os países da região manterem mecanismos permanentes de preparação e resposta para proteger as suas populações e fortalecer a segurança sanitária.
Segundo a Ministra da Saúde, a protecção da saúde pública exige uma actuação preventiva, coordenada e baseada na antecipação dos riscos.
"Prepararmo-nos antes da emergência é a forma mais eficaz de proteger vidas, salvaguardar comunidades e preservar a estabilidade dos sistemas de saúde. Este encontro demonstra o firme compromisso do Executivo Angolano em fortalecer continuamente as capacidades nacionais de prevenção, vigilância e resposta a ameaças sanitárias de elevado impacto, assegurando uma actuação rápida, coordenada e eficaz sempre que necessário", sublinha a governante.

Durante o encontro, especialistas nacionais e internacionais irão abordar temas prioritários para a preparação e resposta à Doença pelo Vírus Ébola, nomeadamente:
* Actualização da situação epidemiológica na Região Africana;
* Vigilância epidemiológica e notificação imediata de casos;
* Funcionamento das Equipas de Resposta Rápida;
* Investigação de casos e rastreio de contactos;
* Gestão segura de amostras biológicas;
* Controlo sanitário nos pontos de entrada;
* Prevenção e controlo de infecções;
* Gestão clínica de casos suspeitos;
* Apoio psicossocial em situações de emergência;
* Enterro digno e seguro;
* Logística e coordenação operacional em contexto de surto.
O programa contempla igualmente demonstrações práticas e exercícios de simulação sobre lavagem correcta das mãos, preparação de soluções desinfectantes, utilização adequada de Equipamentos de Protecção Individual (EPI), procedimentos de biossegurança laboratorial e medidas de prevenção e controlo de infecções.
Participam no encontro Directores dos Gabinetes Provinciais de Saúde, gestores hospitalares, directores clínicos, equipas de vigilância epidemiológica, equipas de resposta rápida, médicos legistas, responsáveis de morgues, representantes das Forças Armadas Angolanas, da Polícia Nacional, do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, clínicas privadas, parceiros técnicos e organismos internacionais.
Entre os principais resultados esperados destacam-se o reforço das capacidades técnicas dos profissionais de saúde, a harmonização dos protocolos de vigilância e resposta, o fortalecimento da coordenação multissectorial, a actualização dos mecanismos de contingência e a melhoria da prontidão operacional do Sistema Nacional de Saúde.
A realização deste encontro reafirma o compromisso de Angola com a segurança sanitária nacional e regional, contribuindo para o fortalecimento das capacidades de resposta a emergências de saúde pública e para a protecção das populações contra ameaças epidemiológicas de elevado risco.
A Doença pelo Vírus Ébola é uma enfermidade grave e frequentemente fatal, transmitida através do contacto directo com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, bem como por objectos e superfícies contaminados. Devido ao seu elevado potencial de propagação e letalidade, continua a constituir uma das mais relevantes ameaças à saúde pública internacional, exigindo sistemas robustos de vigilância, prevenção e resposta.

Fonte: Ministério da Saúde(MINSA)- Direcção Nacional de Saúde Pública
Luanda, 7 de Junho de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 04-06-2026
MINISTRA DA SAÚDE DESTACA HUMANIZAÇÃO, TRABALHO EM EQUIPA E PERSEVERANÇA NA RECUPERAÇÃO DA PEQUENA ROSALINA

Cerimónia de Alta Social transforma-se numa celebração da vida, da esperança e da capacidade do Sistema Nacional de Saúde de superar desafios complexos

O Auditório do Complexo Hospitalar de Doenças Cardeopulmonares Cardeal Dom Alexandre do Nascimento acolheu, nesta Quarta-feira, 3 de Junho, a cerimónia de Alta Social da pequena Rosalina, carinhosamente apelidada de "Menina Milagre", num momento marcado pela emoção, por testemunhos de superação e pelo reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos profissionais de saúde angolanos.
Sob o lema "Humanização, Vitória e Milagre", o evento foi presidido pela Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, e contou com a presença do Secretário de Estado para a Saúde Pública, Dr. Carlos Alberto Pinto de Sousa, do Secretário de Estado para a Área Hospitalar, Dr. Leonardo Inocêncio, da Directora Nacional dos Hospitais, Dra. Francisca Quifica, da Directora Nacional de Humanização, Dra. Djamila Príncipe, da Consultora da Ministra, Dra. Judith Luacute, do Director de Comunicação Institucional e Imprensa do Ministério da Saúde, Dr. António Costa, bem como de directores nacionais, gestores hospitalares, profissionais de saúde, representantes da sociedade civil, familiares e parceiros.
Mais do que uma cerimónia de alta, o acto simbolizou o compromisso do Sistema Nacional de Saúde com uma assistência centrada na pessoa, que vai além do tratamento clínico e integra as dimensões humana, social e emocional do cuidado.

Na sessão de abertura, a Directora Clínica do Complexo Hospitalar Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, Dra. Ofélia Sachicola, destacou que a história da pequena Rosalina representa um marco para a instituição e para o sector da saúde em Angola, demonstrando que a conjugação entre conhecimento científico, dedicação profissional e trabalho em equipa pode transformar situações extremamente críticas em histórias de esperança e recuperação.
Durante o painel temático "A Força do Sistema Nacional de Saúde", especialistas abordaram diferentes dimensões do processo de recuperação da paciente. O assistente social Dr. João Miguel apresentou a importância da Alta Social como um dos pilares da humanização dos cuidados, defendendo que a recuperação integral do paciente exige não apenas estabilidade clínica, mas também condições adequadas para o seu regresso seguro ao ambiente familiar e comunitário.
Segundo explicou, a Alta Social constitui uma intervenção especializada que avalia factores sociais, familiares e económicos susceptíveis de influenciar a continuidade dos cuidados após a saída do hospital, contribuindo para uma assistência mais humanizada e para melhores resultados em saúde.

Um dos momentos mais emocionantes da cerimónia foi a apresentação do percurso clínico da pequena Rosalina pela médica Dra. Glória Mawete. A especialista recordou os momentos mais difíceis enfrentados pela equipa, incluindo episódios de extrema gravidade clínica que colocaram em risco a vida da paciente.

Ao longo de vários meses de internamento, Rosalina foi acompanhada por uma vasta equipa multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais e outros profissionais que trabalharam de forma articulada para garantir a sua recuperação.
A equipa relatou os desafios associados ao tratamento de uma lesão de pressão de grau IV e às complicações decorrentes da cirurgia cardíaca, destacando o papel decisivo da persistência, da inovação terapêutica e da cooperação entre diferentes especialidades.

Na ocasião, foi igualmente reconhecido o empenho de todos os profissionais envolvidos, com especial destaque para as equipas de enfermagem, fisioterapia, cirurgia e cuidados intensivos e outros profissionais . O sucesso alcançado foi apontado como resultado de um verdadeiro trabalho de equipa, assente no respeito mútuo, na valorização do conhecimento de cada profissional e na capacidade de unir esforços em torno de um objectivo comum: salvar uma vida.
A fisioterapeuta Beatriz apresentou o contributo da fisioterapia para a recuperação funcional da paciente, revelando que foram realizadas mais de uma centena de sessões terapêuticas destinadas à reabilitação respiratória e motora, fundamentais para devolver autonomia e qualidade de vida à criança.
Outro momento marcante foi o testemunho da Associação Angolana Pequenos Corações, representada pela sua Secretária-Geral, que partilhou a experiência de acolhimento da paciente e da sua mãe durante o período pós-hospitalar.
A responsável destacou a força, a resiliência e a fé demonstradas pela família ao longo de todo o processo, revelando que Rosalina foi a primeira criança acolhida na Casa Japonesa da Associação Angolana Pequenos Corações, uma iniciativa criada para apoiar famílias de crianças com cardiopatias durante os seus tratamentos.
Segundo referiu, a experiência reforçou a importância das redes de apoio social e da solidariedade na recuperação dos pacientes, demonstrando que o cuidado em saúde deve continuar para além das paredes do hospital.
No encerramento da cerimónia, a Ministra da Saúde destacou a história de Rosalina como um exemplo inspirador de perseverança, competência técnica, humanização dos cuidados e compromisso com a vida.
A governante defendeu que os profissionais de saúde nunca devem desistir perante situações clínicas complexas, devendo esgotar todas as possibilidades de análise, reflexão e intervenção para garantir que nenhuma oportunidade de salvar vidas seja desperdiçada.
"A nossa obrigação é fazer tudo o que estiver ao nosso alcance. Quando esgotamos todas as possibilidades, ficamos com a consciência tranquila de que cumprimos a nossa missão", afirmou.

A Ministra salientou que Angola dispõe actualmente de profissionais altamente qualificados em diversas especialidades e que o principal desafio consiste em reforçar a organização dos serviços, a multidisciplinaridade e a articulação entre equipas.
"Ninguém sabe tudo. As soluções surgem quando trabalhamos juntos, quando partilhamos experiências e quando procuramos apoio nos colegas que dominam áreas específicas do conhecimento", sublinhou.

Dirigindo-se aos profissionais presentes, a governante destacou que a recuperação da pequena Rosalina deixa importantes ensinamentos para todo o Sistema Nacional de Saúde.
"Eventos desta natureza devem servir para aprendermos uns com os outros. A primeira lição é lutar até ao fim. Nunca devemos desistir de um doente, por mais complexo que seja o caso. A segunda lição é chamar os outros. Mesmo quando pensamos que sabemos tudo, a opinião de outro colega pode trazer uma visão diferente e ajudar-nos a encontrar novas soluções. A multidisciplinaridade tem de funcionar e ser uma ferramenta permanente para salvar vidas", afirmou.

A Ministra aproveitou igualmente a ocasião para prestar homenagem a todos os profissionais que contribuíram para a recuperação da criança.
"Quero deixar um abraço especial aos nossos médicos, enfermeiros, auxiliares, técnicos, fisioterapeutas, assistentes sociais e a todos aqueles que participaram nesta recuperação. Cada um teve um papel importante nesta vitória. A humanização dos cuidados faz-se com pessoas comprometidas, que colocam o coração e o conhecimento ao serviço dos doentes", declarou.

A titular da pasta da Saúde valorizou particularmente o papel dos enfermeiros, classificando-os como a espinha dorsal do Sistema Nacional de Saúde, e destacou igualmente a importância dos assistentes sociais no acompanhamento dos doentes, defendendo uma maior valorização destes profissionais e das suas competências técnicas.
A governante alertou ainda para a necessidade de olhar para além da alta clínica, lembrando que muitos pacientes continuam a enfrentar situações de vulnerabilidade após deixarem as unidades sanitárias.
"A Alta Social é uma peça fundamental do processo de recuperação. O nosso trabalho não termina quando o doente recebe alta clínica. Precisamos de garantir que ele regresse ao seu ambiente familiar e comunitário com as condições necessárias para continuar a sua recuperação e viver com dignidade", enfatizou.

A Ministra defendeu igualmente a realização regular de sessões clínicas multidisciplinares, workshops e fóruns de discussão de casos complexos, considerando que os desafios mais difíceis devem mobilizar o conhecimento colectivo do sistema e não apenas de uma única instituição.
Para a governante, a história da pequena Rosalina demonstra que a excelência clínica deve caminhar lado a lado com a humanização dos cuidados.
"A humanização não pode ser apenas um conceito. Tem de estar presente em cada gesto, em cada atendimento e em cada decisão que tomamos. É isso que fortalece a confiança dos cidadãos nos serviços de saúde e dá sentido à nossa missão de cuidar da vida", concluiu.

A cerimónia terminou num ambiente de profunda emoção, com momentos culturais, homenagens e reconhecimento público das equipas que contribuíram para a recuperação da pequena Rosalina.
A história da "Menina Milagre" tornou-se, assim, um símbolo da capacidade do Sistema Nacional de Saúde de transformar desafios em vitórias, demonstrando que a humanização, o trabalho em equipa, a solidariedade e a dedicação dos profissionais continuam a ser pilares fundamentais para a construção de uma saúde cada vez mais próxima, inclusiva e centrada nas pessoas.

Fonte: Ministério da Saúde (MINSA)Luanda, 3 de Junho de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 03-06-2026
PRESIDENTE JOÃO LOURENÇO CONSTATA AVANÇO DAS OBRAS DO NOVO HOSPITAL DOS QUEIMADOS PRESIDENTE JULIUS NYERERE

O Presidente da República, João Manuel Gonçalves Lourenço, efectua nesta terça-feira,2 de Junho uma visita de constatação às obras do *Novo Hospital dos Queimados Presidente Julius Nyerere, no município do Kilamba, em Luanda, uma infra-estrutura estratégica que reforçará a rede nacional de hospitais de referência e a capacidade de formação especializada em Angola.
A visita presidencial ocorre numa fase decisiva da empreitada e marca a terceira deslocação do Chefe de Estado ao local desde o início da construção, em 2022, evidenciando a importância que o Executivo atribui ao projecto e ao fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde.
Depois da inauguração do Complexo Hospitalar General Pedro Maria Tonha "Pedalé", em Setembro de 2025, Angola prepara-se para colocar em funcionamento mais uma moderna unidade hospitalar especializada, concebida para responder às necessidades crescentes de assistência diferenciada, particularmente no tratamento de queimaduras graves e patologias associadas.
A construção do Hospital dos Queimados enquadra-se na visão estratégica do Executivo angolano de expandir e modernizar a rede hospitalar nacional, aumentar a capacidade de resposta dos serviços de saúde, reduzir as evacuações médicas para o exterior e garantir melhores condições de atendimento à população.
Executado pelo Governo de Angola, através do Ministério da Saúde, o projecto tem como empreiteiro a empresa Omatapalo e fiscalização assegurada pela DAR Angola.
Com uma área de construção de aproximadamente 47.947 metros quadrados, distribuída por seis pisos, a unidade terá capacidade para 248 camas de internamento e um parque de estacionamento para 364 viaturas, posicionando-se entre as mais modernas infra-estruturas hospitalares especializadas do país e da região.
O hospital foi concebido para prestar assistência altamente especializada em queimaduras e outras patologias complexas, disponibilizando um vasto conjunto de serviços clínicos e complementares.
Entre os principais serviços destacam-se a Clínica Ambulatorial, Serviço de Urgência, Centro de Diagnóstico Não Invasivo, Imagiologia, Laboratório, Endoscopia, Departamento de Fisioterapia e Reabilitação, Unidade Neonatal, Farmácia, Auditório e Área de Apoio Familiar.
A unidade contará igualmente com um moderno Bloco Operatório composto por seis salas cirúrgicas, uma Unidade de Cuidados Intensivos com 24 camas, uma Unidade de Terapia Intensiva para Queimados com 36 camas, Câmara Hiperbárica e um avançado serviço de Hemodiálise.

De acordo com as projecções técnicas, o hospital acolherá um dos maiores e mais modernos serviços de hemodiálise do país, reforçando significativamente a capacidade nacional de atendimento aos doentes renais e a pacientes que necessitam de cuidados altamente especializados.
Formação de especialistas e transferência de conhecimento
Paralelamente à construção e apetrechamento da unidade, o Ministério da Saúde desenvolve uma estratégia integrada de formação e capacitação de recursos humanos, visando garantir o pleno funcionamento do hospital com equipas altamente qualificadas.
A futura unidade assumirá igualmente funções de hospital-escola, contribuindo para a formação contínua de especialistas angolanos e para a consolidação da capacidade nacional de prestação de cuidados diferenciados.
O hospital contará com equipas multidisciplinares integradas por cirurgiões plásticos, cirurgiões gerais, cirurgiões pediátricos, intensivistas, anestesiologistas, enfermeiros especializados, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais essenciais.
Nas áreas em que ainda se verifica escassez de especialistas, parceiros internacionais, com destaque para instituições brasileiras, apoiarão simultaneamente a assistência clínica e a formação de quadros nacionais, promovendo a transferência de conhecimento e o fortalecimento sustentável das capacidades locais.

No âmbito do Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde (PFRHS), decorrem já diversas acções de capacitação destinadas à operacionalização da unidade. Estima-se que cerca de 80 por cento das formações especializadas previstas para o arranque do hospital sejam asseguradas através das iniciativas promovidas pelo PFRHS, reforçando o compromisso do Executivo com a qualificação dos profissionais de saúde.

Neste contexto, dez enfermeiros angolanos deverão iniciar, em breve, formação especializada na Universidade de São Paulo, em Ribeirão Preto, Brasil, onde receberão capacitação avançada em dermatologia, tratamento de feridas e assistência especializada a doentes queimados.

O Hospital dos Queimados Presidente Julius Nyerere foi concebido para oferecer uma abordagem integral e humanizada aos pacientes.
As queimaduras graves provocam frequentemente impactos físicos, emocionais e sociais profundos, afectando a saúde, a autoestima, a imagem corporal e a reintegração familiar e comunitária dos pacientes.
Por esta razão, a unidade integrará psicólogos e assistentes sociais nas equipas multidisciplinares, assegurando acompanhamento especializado durante todas as fases do tratamento, recuperação e reabilitação.
Esta abordagem permitirá uma assistência centrada na pessoa, contribuindo para melhores resultados clínicos e uma recuperação mais completa dos doentes.

Os dados mais recentes indicam uma execução física global de 72,66 por cento, incluindo a componente de aquisição de materiais e equipamentos, enquanto a execução financeira global já atingiu 78,56 por cento.
As especialidades de arquitectura encontram-se praticamente concluídas, com uma taxa de execução de 99,78 por cento, estando em curso os trabalhos finais de electricidade, mecânica, telecomunicações, arranjos exteriores e instalação de equipamentos médicos.

O cronograma actualizado prevê a conclusão da empreitada até 30 de Junho de 2026.
Com um investimento superior a 155 milhões de dólares norte-americanos, o projecto contempla a construção, apetrechamento, formação técnico-profissional dos quadros, bem como a gestão, operação e manutenção da unidade durante os dois primeiros anos de funcionamento.
Quando entrar em funcionamento, o Hospital dos Queimados Presidente Julius Nyerere passará a integrar a rede das grandes unidades hospitalares de referência construídas pelo Executivo angolano, consolidando os avanços registados no sector da saúde e reforçando a capacidade nacional de prestação de cuidados especializados.
Mais do que uma nova infra-estrutura sanitária, o hospital representa um investimento na vida, na dignidade humana, na formação de especialistas angolanos e na construção de um Sistema Nacional de Saúde cada vez mais moderno, inclusivo, resiliente e preparado para responder aos desafios presentes e futuros da saúde pública em Angola.

Fonte: Ministério da Saúde (MINSA), Luanda, 2 de Junho de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 01-06-2026
MINISTÉRIO DA SAÚDE PROMOVE MARCHA DE SENSIBILIZAÇÃO NO ÂMBITO DO DIA MUNDIAL SEM TABACO

O Ministério da Saúde realizou, na manhã deste sábado, 30 de Maio, na Marginal de Luanda, uma marcha de mobilização social e sensibilização contra o consumo do tabaco, no âmbito das celebrações do Dia Mundial Sem Tabaco, assinalado anualmente a 31 de Maio.
A actividade reuniu representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), do Governo Provincial de Luanda, da Administração Municipal das Ingombotas, organizações da sociedade civil, instituições religiosas, profissionais de saúde, estudantes e associações juvenis, numa demonstração de compromisso colectivo com a promoção da saúde pública.

Em representação de Sua Excelência Ministra da Saúde, Dra Sílvia Paula Valentim Lutucuta, o secretário de Estado para a Área Hospitalar, Leonardo Inocêncio, destacou que Angola se associa às comemorações mundiais sob o lema “Desmascarar o Apelo: Combater a Dependência da Nicotina e do Tabaco”, tema que alerta para as estratégias utilizadas pela indústria tabaqueira para tornar os seus produtos mais atractivos, sobretudo entre os jovens.
Segundo o responsável, o uso de aromas, embalagens apelativas, publicidade disfarçada e novas formas de consumo tem contribuído para aumentar o interesse dos mais jovens pelos produtos derivados do tabaco e da nicotina, constituindo um desafio crescente para a saúde pública.

Leonardo Inocêncio referiu que a efeméride representa uma oportunidade para reforçar a consciencialização da população sobre os efeitos nocivos do tabaco na saúde, no ambiente e na economia, bem como para reafirmar o compromisso do Estado angolano com a prevenção das doenças associadas ao tabagismo.
“O Dia Mundial Sem Tabaco constitui um forte apelo à acção colectiva e à responsabilidade de todos na construção de uma sociedade mais saudável, protegendo sobretudo as crianças e os jovens dos riscos associados ao consumo do tabaco”, afirmou.

O secretário de Estado salientou ainda que os resultados alcançados pelo país são encorajadores. Dados do Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde (IIMS 2023–2024) revelam uma redução do consumo de tabaco entre as mulheres, de 2 para 1 por cento, e entre os homens, de 18 para 10 por cento, em comparação com o período anterior.
De acordo com o governante, esta evolução positiva reflecte o impacto das políticas de promoção da saúde, prevenção dos factores de risco e das medidas fiscais aplicadas a produtos nocivos, como o tabaco e o álcool.

No quadro dos esforços para o controlo do tabagismo, Angola tem reforçado o seu compromisso com a Convenção-Quadro da OMS para o Controlo do Tabaco, apostando igualmente no fortalecimento da legislação, no aumento da tributação dos produtos do tabaco e na implementação de mecanismos modernos de rastreabilidade para combater o comércio ilícito.
Entre as metas definidas até 2030 destacam-se a expansão das campanhas de prevenção em escolas, universidades e locais de trabalho, o reforço da fiscalização e o alargamento dos programas de apoio à cessação tabágica em todo o país.

Por sua vez, o director provincial da Saúde de Luanda, Manuel Duarte Varela, afirmou que a marcha representa “o ecoar da solidariedade para com todos aqueles que foram afectados pelos males causados pelo consumo do tabaco”, reforçando a necessidade de uma mobilização permanente da sociedade na prevenção deste factor de risco.
Já a coordenadora residente das Nações Unidas em Angola, Dra Amanda Khozi Mukwashi, reafirmou o compromisso do Sistema das Nações Unidas em continuar a apoiar o país na protecção dos jovens, no fortalecimento das políticas públicas e na promoção de comunidades mais saudáveis e bem informadas.

Instituído pela OMS em 1987, o Dia Mundial Sem Tabaco visa sensibilizar a sociedade para os riscos associados ao consumo do tabaco e alertar para os seus impactos negativos na saúde, na economia e no desenvolvimento social, com especial atenção à protecção das gerações futuras.

Fonte: GCI: Ministério da Saúde, 30 de Maio de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA

minsa.gov.ao Ministro(a)

Sílvia Paula Valentim Lutucuta



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