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PRESIDENTE DA REPÚBLICA VISITA OBRAS DO FUTURO HOSPITAL DOS QUEIMADOS

Governo 09-07-2026
ANGOLA PARTILHA EXPERIÊNCIA NA FORMAÇÃO DE RECURSOS HUMANOS EM SAÚDE COM MISSÃO TÉCNICA DE MOÇAMBIQUE

O Ministério da Saúde de Angola recebeu, de 6 a 11 de Julho, uma missão técnica do Ministério da Saúde da República de Moçambique, no âmbito do reforço da cooperação bilateral e da partilha de experiências sobre o desenvolvimento de recursos humanos para a saúde, formação especializada e fortalecimento dos sistemas nacionais de saúde.
A agenda de trabalho teve início após a participação da delegação moçambicana no I Workshop Nacional sobre Comunicação em Saúde, realizado em Luanda, nos dias 5 e 6 de Julho, sob a presidência de Sua Excelência a Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta. À margem do evento, a delegação foi recebida em audiência pela Titular da Pasta, que reiterou o compromisso de Angola em aprofundar a cooperação técnica com Moçambique no domínio da qualificação dos profissionais de saúde e da implementação da Cobertura Universal de Saúde.
Na ocasião, a Ministra da Saúde destacou que a cooperação entre países africanos constitui um instrumento estratégico para acelerar o fortalecimento dos sistemas nacionais de saúde.
"A partilha de experiências e de boas práticas entre Angola e Moçambique demonstra que a cooperação Sul-Sul é um caminho seguro para fortalecer as capacidades institucionais, desenvolver os recursos humanos e garantir serviços de saúde cada vez mais acessíveis, qualificados e humanizados para as nossas populações."

Na sequência da audiência, a missão reuniu-se nas instalações centrais do Ministério da Saúde com a equipa da Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde (UIP-PFRHS), sendo recebida pelo Coordenador e Gestor do Projecto, Professor Doutor Job Monteiro, acompanhado pela Directora Nacional de Hospitais, Dra. Francisca Quifica, pelo Director Nacional de Intercâmbio, Dr. Júlio de Carvalho, pela Directora do Gabinete de Humanização, Dra. Djamila Príncipe, e por membros da equipa técnica da UIP-PFRHS.

Durante o encontro, o Professor Doutor Job Monteiro apresentou os principais resultados alcançados pelo Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde (PFRHS), financiado pelo Banco Mundial, destacando os investimentos realizados na expansão da formação especializada, no fortalecimento das instituições de ensino e formação em saúde, na melhoria da capacidade nacional de qualificação dos profissionais e na implementação de mecanismos destinados a assegurar a sustentabilidade das reformas em curso.

Na ocasião, o responsável sublinhou que o desenvolvimento dos recursos humanos constitui um dos pilares da estratégia do Executivo para o fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde.
"A formação de recursos humanos constitui um investimento estratégico para a sustentabilidade do Sistema Nacional de Saúde. Através do Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde, já foi possível beneficiar cerca de 19 mil profissionais, reforçando as competências técnicas, expandindo a formação especializada e fortalecendo as instituições responsáveis pela gestão e desenvolvimento dos recursos humanos no sector da saúde. Estes resultados representam um legado que continuará a produzir impactos positivos muito para além do período de financiamento do Banco Mundial."
No prosseguimento da agenda, a delegação visitou o Instituto Nacional de Investigação em Saúde (INIS), onde foi recebida pela Directora do Instituto Nacional de Investigação em Saúde (INIS), Dra. Joana de Morais. O encontro permitiu conhecer o papel desempenhado pelo INIS na produção de evidência científica, investigação biomédica, vigilância laboratorial e apoio técnico à formulação das políticas públicas de saúde.
A missão manteve igualmente encontros institucionais com o Bastonário da Ordem dos Médicos de Angola, Dra Jovita André e com o Bastonário da Ordem dos Enfermeiros de Angola, Dr. Eduardo Elambo Caiangula, durante os quais foram apresentadas as experiências angolanas em matéria de regulação profissional, ética e deontologia, acreditação, licenciamento profissional e desenvolvimento profissional contínuo. As partes identificaram áreas de interesse comum susceptíveis de impulsionar futuras iniciativas de cooperação entre as instituições congéneres dos dois países.
Como parte da agenda técnica, a delegação visitou o Complexo Hospitalar Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, recebidos pelo Director Geral da Instituição Hospitalar, Dr. Mário Fernandes, onde conheceu a organização da instituição, os programas de formação contínua e o modelo de integração entre assistência, ensino e investigação, considerado uma referência nacional na formação especializada.
Após a visita ao Complexo Hospitalar Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, a missão deslocou-se à Central de Compras e Aprovisionamento de Medicamentos e Meios Médicos de Angola (CECOMA), onde foi recebida pelo Director-Geral, Dr. Viegas de Almeida.
Durante o encontro, o Director-Geral apresentou a evolução institucional da CECOMA, a sua estrutura organizacional e os mecanismos de gestão da cadeia nacional de abastecimento de medicamentos e meios médicos. Explicou igualmente que a instituição é responsável pela aquisição, armazenamento e distribuição de medicamentos, dispositivos médicos e outros meios médicos destinados ao Serviço Nacional de Saúde, desempenhando um papel determinante na garantia do abastecimento regular das unidades sanitárias em todo o país.
Foram ainda apresentados os processos de planeamento logístico, controlo de qualidade, gestão de stocks e monitorização da distribuição, bem como os desafios e as reformas em curso para modernizar o sistema nacional de aprovisionamento de medicamentos.
A delegação moçambicana manifestou particular interesse pela experiência angolana, considerando a CECOMA um exemplo relevante de organização da logística farmacêutica e da gestão integrada da cadeia de abastecimento no sector da saúde.
A missão prosseguiu com uma visita ao Instituto de Especialização em Saúde (IES), onde decorreu um encontro técnico dedicado à apresentação do modelo angolano de formação especializada.
A delegação foi recebida pelo Director-Geral do Instituto, Dr. Djamel Kitumba, acompanhado pelos Directores-Gerais Adjuntos, Dr. Amândio Simão, para a Área de Enfermagem, e Dra. Ilda Jeremias, para a Área Administrativa, bem como pelos responsáveis do Departamento de Apoio ao Director-Geral e do Departamento do Internato de Especialidade.
Participaram igualmente membros da Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde, especialistas das áreas de formação, auditoria interna e salvaguardas sociais, além do Director Nacional de Intercâmbio, Dr. Júlio de Carvalho.
Na sessão de abertura, o Director-Geral do IES sublinhou que a visita da delegação moçambicana representa o reconhecimento do percurso que Angola tem vindo a construir na organização da formação especializada.
"A criação do Instituto de Especialização em Saúde representou uma mudança estrutural na governação da formação especializada em Angola. Hoje dispomos de um sistema capaz de planificar, acreditar, certificar e acompanhar a formação dos profissionais de saúde em todo o território nacional, garantindo padrões de qualidade cada vez mais elevados."
Durante a apresentação institucional, foram partilhados os principais resultados alcançados desde a criação do Instituto, em 2021, entre os quais a acreditação de novos serviços formadores, a expansão dos programas de especialização, a implementação do Programa Emergencial de Especialização em Enfermagem e o desenvolvimento de mecanismos de monitorização e avaliação da formação especializada.

O Director-Geral destacou ainda que Angola já formou cerca de 1.600 especialistas desde a criação do Instituto e conta actualmente com mais de 3.200 médicos internos, distribuídos por 39 programas de especialidade, abrangendo praticamente todas as províncias do país.
Por sua vez, o chefe da delegação moçambicana, Naftal Matusse, agradeceu a hospitalidade das autoridades angolanas e salientou que a missão permitiu conhecer experiências relevantes para o fortalecimento da formação especializada em Moçambique.
"Viemos com o propósito de aprender. Encontrámos em Angola um modelo estruturado, com soluções concretas para desafios que também enfrentamos. Levamos connosco importantes ensinamentos sobre acreditação, planeamento da formação, desenvolvimento institucional e sustentabilidade dos programas, que poderão contribuir para o fortalecimento do nosso sistema de saúde."

Ao longo dos encontros, as duas delegações debateram temas relacionados com o internato médico, especialização em enfermagem, acreditação das instituições formadoras, investigação em saúde, planeamento dos recursos humanos, desenvolvimento profissional contínuo, logística farmacêutica, gestão da cadeia de abastecimento de medicamentos e mecanismos de sustentabilidade das reformas apoiadas pelo Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde.

A missão técnica evidencia o compromisso dos Ministérios da Saúde de Angola e de Moçambique em reforçar a cooperação Sul-Sul, promover a partilha de boas práticas e investir na qualificação dos profissionais de saúde, na investigação científica, na gestão eficiente dos medicamentos e no fortalecimento institucional como elementos essenciais para sistemas nacionais de saúde mais resilientes e para a concretização da Cobertura Universal de Saúde.
As actividades prosseguem até ao dia 11 de Julho, com novas visitas técnicas e encontros institucionais dedicados ao intercâmbio de experiências e ao aprofundamento da cooperação entre os dois países.

Fonte: Gabinete de Tecnologias de Informação e Comunicação Institucional (GTICI) do Ministério da Saúde, Luanda, 10 de Julho de 2026.

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 07-07-2026
MINISTRA DA SAÚDE RECEBE DOCENTES BRASILEIROS E REFORÇA APOSTA NA FORMAÇÃO ESPECIALIZADA DE PROFISSIONAIS DE SAÚDE

À margem da realização do I Workshop Nacional sobre Comunicação em Saúde, a Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, recebeu uma delegação de docentes brasileiros que se encontra em Angola para assegurar a formação de profissionais de saúde no Curso de Especialização em Bioquímica Clínica e Hematologia, uma iniciativa integrada no Programa de Formação de Recursos Humanos em Saúde, financiado pelo Banco Mundial.
O encontro contou igualmente com a presença do Secretário de Estado para a Saúde Pública, Dr. Carlos Alberto Pinto de Sousa, do Secretário de Estado para a Área Hospitalar, Dr. Leonardo Inocêncio, do Gestor Técnico da Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos em Saúde (UIP-PFRHS), Prof. Dr. Job Monteiro, Director Geral do Instituto de Especialização em Saúde, neurocirurgião Dr. D, Jamel Kitumba .

Durante a audiência, foi apresentada oficialmente a equipa de docentes brasileiros responsável pelas componentes teórica e prática do curso de especialização, que está a ser ministrado em Angola por um período superior a 20 dias. Nesta primeira fase, a formação decorre nas províncias do Cunene, Huíla, Namibe, Benguela, Cuanza Sul, Huambo, Bié, Cuando e Cubango, estando prevista a sua expansão gradual para outras regiões do país, permitindo beneficiar um número cada vez maior de profissionais de saúde.

A equipa é composta por especialistas brasileiros com vasta experiência académica e científica nas áreas da Bioquímica Clínica, Hematologia, Citologia Clínica, Microbiologia, Hemoterapia Laboratorial, Fisiologia do Exercício e Ciências da Saúde. As actividades presenciais serão complementadas por sessões remotas, assegurando a continuidade do processo formativo e o acompanhamento permanente dos formandos.

A missão académica integra os docentes Bethina Trevisol Steiner, Mestre em Ciências da Saúde e especialista em Citologia Clínica, colocada na província da Huíla; Hugo Galvane Zapelini, Mestre em Ciências da Saúde, destacado para o Namibe; Hugo da Silva Dal Pont, Mestre em Ciências da Saúde e especialista em Análises Clínicas, Microbiologia, Hematologia e Hemoterapia Laboratorial, na província do Cuanza Sul; Emanuel de Souza, Mestre em Ciências da Saúde, em Benguela; Liza de Matos Magnus, Mestre em Ciências da Saúde e especialista em Hematologia Laboratorial, no Cunene; Paula da Silva Cardoso, Mestre e Doutora em Ciências Ambientais, no Huambo; e Guilherme Bianchini, Mestre em Ciências da Saúde e especialista em Fisiologia do Exercício, na província do Bié.
A formação conta ainda com o suporte académico do Instituto Superior Politécnico da Caála (ISP Caála), representado pelo seu Presidente, Professor Hélder Chipindo, cuja instituição tem desempenhado um papel relevante no fortalecimento da qualidade científica e pedagógica do programa.
Na ocasião, a Ministra da Saúde enalteceu o compromisso dos docentes brasileiros e sublinhou que a valorização dos recursos humanos constitui um dos pilares da transformação do Sistema Nacional de Saúde. "A qualificação dos nossos profissionais é um investimento estratégico para garantir melhores cuidados de saúde, reforçar a capacidade laboratorial do país e assegurar diagnósticos cada vez mais precisos, oportunos e de qualidade para a população
", destacou.
A governante reafirmou que o Executivo continuará a investir na formação especializada, na cooperação internacional e na transferência de conhecimento, reconhecendo que o desenvolvimento sustentável do sector da saúde depende, acima de tudo, da excelência dos seus profissionais.
Esta iniciativa insere-se no Programa de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde, implementado pelo Ministério da Saúde, através da Unidade de Implementação do Projecto (UIP-PFRHS), com financiamento do Banco Mundial, que prevê formar cerca de 38 mil profissionais de saúde até 2028, contribuindo para o fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde e para a melhoria da qualidade dos serviços prestados aos cidadãos.

Fonte: GTICI – Ministério da Saúde, Luanda, 7 de Julho de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 07-07-2026
ANGOLA PARTILHA MODELO DE FORMAÇÃO EM SAÚDE E INSPIRA REFORMA EM MOÇAMBIQUE

Angola e Moçambique reforçaram, esta Segunda-feira, 6 de Julho, a cooperação bilateral no sector da saúde, com enfoque na formação de recursos humanos e no fortalecimento dos sistemas nacionais de saúde, durante uma missão técnica moçambicana realizada em Luanda, no âmbito do 1.º Workshop Nacional sobre Comunicação em Saúde.

A delegação moçambicana foi chefiada pelo director nacional adjunto da área de Formação do Ministério da Saúde, Naftal Matusse, e integrou ainda Bernardina de Sousa, Gilberto Manhiça, Napoleão Viola, Dirceu Mabunda, Francisco Langa e Raúl Piloto. A missão teve como principal objectivo conhecer e partilhar a experiência angolana na formação de profissionais de saúde.

Do lado angolano, os trabalhos foram conduzidos pela ministra da Saúde, Dra Sílvia Paula Valentim Lutucuta, acompanhada pelo secretário de Estado para a Saúde Pública, Dr. Carlos Alberto Pinto de Sousa, pelo secretário de Estado para a Área Hospitalar, Dr. Leonardo Inocêncio, pelo director do Instituto de Especialização em Saúde, Neurologista Dr. D, Jamel Kitumba, pelo director do Gabinete de Intercâmbio e Cooperação, Dr. Júlio de Carvalho, e por especialista da UIP- PFRHS.

Na sua intervenção, a ministra da Saúde defendeu que o sucesso das reformas depende da liderança nacional e da apropriação dos projectos pelas instituições angolanas.

"Quero começar por dizer que este projecto deve ser assumido por todos nós. Apropriem-se dele, porque só terá sucesso se for verdadeiramente um projecto do país."

Sílvia Lutucuta explicou que Angola optou por um modelo de implementação baseado na valorização de quadros nacionais, contrariando a prática de recorrer sistematicamente a consultores estrangeiros.

"Durante muito tempo existiu a ideia de que determinadas áreas só podiam ser conduzidas por consultores internacionais. Nós decidimos seguir um caminho diferente, apostando em profissionais angolanos com competência, experiência e compromisso."

Segundo a governante, a equipa do projecto integra especialistas nacionais nas áreas de coordenação, comunicação, monitoria, aquisições, gestão e salvaguardas sociais, recorrendo apenas a um consultor estrangeiro numa área onde não existia capacidade técnica disponível no país.

A ministra sublinhou ainda que esta opção permitiu reforçar a liderança institucional do Ministério da Saúde e garantir maior controlo sobre a execução das iniciativas.

"Os projectos têm de ser nossos. Somos nós que conhecemos os desafios do nosso sistema de saúde e devemos liderar as políticas, as estratégias e a sua implementação."

Sobre os resultados alcançados, informou que o Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal da Saúde prevê formar cerca de 38 mil profissionais até 2028, entre médicos, enfermeiros, técnicos e gestores, dos quais aproximadamente 19 mil já beneficiaram de acções de formação ou encontram-se em processo de especialização.

A ministra destacou ainda que cerca de 80% da formação decorre em Angola, através da mobilização de docentes nacionais e internacionais, permitindo reduzir custos e aumentar significativamente o número de profissionais capacitados. Apenas uma parte da formação é realizada em países parceiros, como Brasil, Portugal e Cuba, para complementar competências especializadas.

O modelo angolano aposta igualmente na descentralização da formação, através da criação de polos formativos e do reforço da capacitação nos municípios, privilegiando áreas como Medicina Geral e Familiar, Saúde Comunitária, Emergência Médica, Cuidados Intensivos, Dermatologia, Enfermagem Médico-Cirúrgica e Cirurgia Básica.

A governante destacou ainda a necessidade de reforçar a formação de técnicos e enfermeiros em procedimentos cirúrgicos essenciais para garantir maior cobertura dos blocos operatórios nos municípios e contribuir para a redução da mortalidade materna.

A delegação moçambicana manifestou interesse particular na experiência angolana em Medicina Geral e Familiar e na formação de técnicos de cirurgia, considerando tratar-se de um modelo com elevado potencial de adaptação à realidade de Moçambique.

Segundo Naftal Matusse, a missão pretende compreender em profundidade a organização do projecto angolano para apoiar a implementação de um programa semelhante no seu país, privilegiando igualmente a formação de especialistas dentro do território nacional.

A missão técnica incluiu visitas ao Instituto Nacional de Investigação em Saúde, à Central de Compras e Aprovisionamento de Medicamentos e Meios Médicos, a unidades hospitalares e a outras instituições do Sistema Nacional de Saúde, permitindo aos especialistas moçambicanos conhecer de perto o funcionamento do modelo angolano.

A cooperação entre Angola e Moçambique constitui mais um exemplo de cooperação Sul-Sul orientada para o fortalecimento das capacidades nacionais, a valorização dos recursos humanos e a construção de sistemas de saúde mais resilientes, sustentáveis e adaptados às necessidades dos países africanos.

Fonte: GTICI – Ministério da Saúde, Luanda, 6 de Julho de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 03-07-2026
MINISTRA DA SAÚDE ELEITA VICE-PRESIDENTE DO COMITÉ DE COORDENAÇÃO INTERAGÊNCIAS DA GAVI E REFORÇA O PROTAGONISMO DE ANGOLA NA GOVERNAÇÃO GLOBAL DA IMUNIZAÇÃO

A Ministra da Saúde da República de Angola, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, foi eleita Vice-Presidente (Co-Chair) do Comité de Coordenação Interagências dos Países Implementadores (Implementing Countries Caucus – ICC) da Gavi – Aliança Global para Vacinas, uma distinção que reforça o crescente protagonismo de Angola na governação global da saúde e traduz a confiança da comunidade internacional na liderança, capacidade técnica e diplomática do País.
A eleição ocorreu à margem da reunião do Conselho de Administração da Gavi, realizada em Genebra, Suíça, que reuniu ministros da Saúde, representantes governamentais, organizações multilaterais e parceiros internacionais para analisar o progresso da Aliança e definir as orientações estratégicas para o fortalecimento dos programas de imunização em todo o mundo.

A Dra. Sílvia Lutucuta foi eleita na qualidade de membro alternante do Conselho de Administração da Gavi, representando a circunscrição dos 20 países africanos francófonos e lusófonos. Partilhará a liderança do Comité com o Dr. Mohamed Abdi Jama, Conselheiro Sénior de Políticas do Ministério da Saúde da Somália e representante da região do Mediterrâneo Oriental (EMRO) no Conselho da Gavi.
Os dois dirigentes sucedem ao Ministro da Saúde do Burkina Faso, Dr. Robert Kargougou, e ao Ministro da Saúde da Indonésia, Budi Gunadi Sadikin, que exerceram anteriormente estas funções.

O Comité de Coordenação Interagências (ICC) constitui a principal plataforma de concertação entre todos os países apoiados pela Gavi, reunindo as cinco circunscrições que representam os Estados implementadores dos programas da Aliança. O seu papel consiste em promover a coordenação entre os países, harmonizar posições comuns, facilitar o diálogo com o Secretariado da Gavi, parceiros técnicos e doadores internacionais, garantindo que as prioridades e necessidades dos países sejam reflectidas nas decisões estratégicas da organização.

Na qualidade de Vice-Presidente, a Ministra da Saúde terá entre as suas responsabilidades coordenar os trabalhos do Comité, facilitar a construção de consensos entre os países implementadores, representar as posições conjuntas dos Estados-membros durante as deliberações do Conselho de Administração e reforçar o diálogo permanente entre os governos, o Secretariado da Gavi e os parceiros internacionais durante a implementação da Estratégia Gavi 6.0 para o período 2026–2030.

Este novo ciclo estratégico da Aliança está orientado para acelerar a cobertura vacinal, ampliar o acesso a novas vacinas, fortalecer os sistemas nacionais de saúde, promover a sustentabilidade do financiamento da imunização e reforçar a segurança sanitária global, sobretudo nos países de baixo e médio rendimento.

A eleição da Ministra Sílvia Lutucuta representa um importante voto de confiança na liderança de Angola e confere ao País uma plataforma estratégica para influenciar as principais decisões internacionais sobre imunização, defendendo prioridades como o acesso equitativo às vacinas, o fortalecimento dos sistemas nacionais de saúde, o financiamento sustentável dos programas de vacinação e a preparação dos países para futuras emergências de saúde pública.

Durante a reunião do Conselho de Administração, os membros analisaram o relatório de atividades da Gavi, a situação financeira da Aliança, o desempenho dos programas de imunização, os mecanismos de implementação da Estratégia Gavi 6.0 e as perspectivas de cooperação entre governos, parceiros de desenvolvimento e instituições multilaterais para acelerar os ganhos na saúde pública mundial.

A eleição agora alcançada insere-se no processo de crescente participação de Angola nas estruturas de governação da Gavi e dá continuidade ao reconhecimento internacional que o País tem vindo a conquistar no domínio da saúde global.

Recorde-se que, em Maio deste ano, à margem da 79.ª Assembleia Mundial da Saúde da Organização Mundial da Saúde, realizada igualmente em Genebra, a Ministra da Saúde participou no encontro de alto nível "Gavi Leap in Action", que reuniu ministros da Saúde, representantes governamentais e parceiros internacionais para discutir o futuro da imunização mundial, a sustentabilidade financeira da Aliança, o novo modelo operacional da Gavi e os desafios relacionados com a vacinação nos países de baixo e médio rendimento.

A participação consecutiva de Angola nos mais elevados fóruns de decisão da Gavi demonstra o reconhecimento internacional do compromisso do Executivo angolano com o fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde, a expansão do acesso equitativo às vacinas, a promoção da Cobertura Universal de Saúde e a construção de sistemas de saúde mais resilientes e preparados para responder aos desafios sanitários do futuro.
Ao assumir a Vice-Presidência do Comité de Coordenação Interagências, Angola consolida a sua posição como um parceiro estratégico na definição das políticas internacionais de imunização, reforçando igualmente a representação e a voz dos países africanos nos processos globais de tomada de decisão.

Esta eleição constitui um marco histórico para a diplomacia da saúde angolana, projectando o País como um dos protagonistas da governação global da imunização e reafirmando o seu compromisso com a melhoria da saúde das populações, o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento das parcerias internacionais em prol da saúde pública.

Fonte: GTCI – Ministério da Saúde, Genebra, Suíça, 2 de Julho de 2026.

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 02-07-2026
WORKSHOP NACIONAL SOBRE COMUNICAÇÃO EM SAÚDE MARCA UMA NOVA ETAPA PARA O SISTEMA NACIONAL DE SAÚDE

O Ministério da Saúde da República de Angola, através do Instituto de Especialização em Saúde (IES) e da Unidade de Implementação do Projecto de Formação de Recursos Humanos para a Cobertura Universal de Saúde (UIP-PFRHS), realizará, nos dias 5 e 6 de Julho de 2026, no Centro de Convenções de Talatona (CCTA), em Luanda, o Workshop Nacional sobre Comunicação em Saúde.
Sob o lema "Comunicação Estratégica, Humanização dos Serviços e Confiança Pública: Construindo o Novo Paradigma do Sistema Nacional de Saúde em Angola", o evento reunirá decisores, gestores hospitalares, profissionais de saúde, especialistas em comunicação, jornalistas, académicos, representantes da sociedade civil, líderes religiosos e parceiros internacionais.

O Workshop representa um marco estratégico para o fortalecimento da comunicação institucional no sector da saúde, promovendo o debate e a partilha de experiências sobre comunicação estratégica, humanização dos serviços, comunicação de crise, combate à desinformação, comunicação digital, inteligência artificial, marketing social e o reforço dos Gabinetes de Comunicação das unidades sanitárias.

O programa contempla conferências, painéis temáticos, masterclasses e oficinas práticas, bem como o lançamento de iniciativas estruturantes para o fortalecimento da comunicação no Sistema Nacional de Saúde.
Comunicar em Saúde é orientar. É prevenir. É humanizar. É construir confiança. É salvar vidas.

GABINETE DE TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO, COMUNICAÇÃO INSTITUCIONAL E IMPRENSA DO MINISTÉRIO DA SAÚDE, LUANDA, 1 de Julho de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA

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