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PRESIDENTE DA REPÚBLICA VISITA OBRAS DO FUTURO HOSPITAL DOS QUEIMADOS

Governo 16-06-2026
VISITA CONJUNTA DOS MINISTÉRIOS DA SAÚDE E DO ENSINO SUPERIOR AO HOSPITAL GERAL DO BENGO REFORÇA PREPARAÇÃO DO FUTURO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO

A Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, e o Ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Dr. Albano Vicente Lopes Ferreira, efectuaram na manhã desta sexta-feira, 12 de Junho uma visita de constatação e trabalho ao Hospital Geral do Bengo – Reverendo Guilherme Pereira Inglês, no âmbito dos preparativos para a conclusão e operacionalização do futuro Hospital Universitário da Universidade Agostinho Neto.
A delegação ministerial foi recebida pelas autoridades da Província do Bengo, lideradas pela Governadora Provincial, Maria Antónia Nelumba, acompanhada pelo Vice-Governador para o Sector Político, Social e Económico, José Francisco Bartolomeu Pedro, que integrou a comitiva ao longo da visita. As autoridades provinciais participaram dos trabalhos e acompanharam as equipas técnicas durante a avaliação das infra-estruturas, equipamentos e diferentes valências da unidade hospitalar.
A missão contou igualmente com a participação de altos responsáveis e especialistas dos Ministérios da Saúde e do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, entre os quais o Secretário-Geral do MESCTI, o Director do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística, a Directora do Gabinete de Tecnologias de Informação e Comunicação Institucional do MESCTI, o Consultor do Ministro, Milton Chivela, bem como técnicos e especialistas ligados ao planeamento, comunicação institucional e gestão de projectos.
Pela parte do Ministério da Saúde, integraram igualmente a delegação o Director do Gabinete de Tecnologias de Informação e Comunicação Institucional, a Directora Nacional dos Hospitais, o Director-Geral do Hospital do Prenda, a Directora de Enfermagem do Complexo Hospitalar General do Exército Pedro Maria Tonha “Pedalé”, entre outros quadros seniores do sector.

A visita enquadrou-se na estratégia conjunta dos sectores da Saúde e do Ensino Superior para garantir que o futuro Hospital Universitário responda simultaneamente às necessidades de assistência médica especializada, formação académica, investigação científica e inovação tecnológica.
Durante o percurso pelas diferentes áreas da unidade hospitalar, os ministros e as equipas técnicas analisaram as soluções arquitectónicas, tecnológicas e funcionais adoptadas no Hospital Geral do Bengo, considerado uma referência nacional pela sua organização, operacionalidade e qualidade dos equipamentos instalados.
Na sua intervenção, o Ministro Albano Vicente Lopes Ferreira destacou que o país atravessa uma fase de expansão significativa da rede hospitalar nacional, realidade que exige um investimento contínuo na formação de recursos humanos altamente qualificados.
Segundo o governante, o futuro Hospital Universitário deverá afirmar-se como um centro de excelência para a formação de médicos, enfermeiros, investigadores e outros profissionais de saúde, permitindo uma maior articulação entre a formação académica, a prática clínica e a investigação científica.

O titular da pasta do Ensino Superior salientou ainda que o crescimento das infra-estruturas sanitárias exige profissionais cada vez mais preparados para responder aos desafios de uma medicina moderna, tecnológica e especializada, razão pela qual o futuro Hospital Universitário terá um papel determinante na formação das novas gerações de profissionais de saúde.
Por sua vez, a Ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, sublinhou que a articulação entre os sectores da Saúde e do Ensino Superior constitui uma demonstração concreta da visão integrada do Executivo para o desenvolvimento do capital humano nacional.
A governante recordou que uma parte significativa dos profissionais que servem o Sistema Nacional de Saúde é formada pelas instituições de ensino superior, razão pela qual os dois ministérios mantêm uma coordenação permanente para assegurar quadros cada vez mais qualificados e preparados para responder às necessidades da população.

A Ministra destacou ainda que o futuro Hospital Universitário será um importante polo de ensino, aprendizagem e investigação científica, reforçando a capacidade nacional de formação médica e de produção de conhecimento.
Segundo Sílvia Lutucuta, a futura unidade hospitalar, integrada na Universidade Agostinho Neto, instituição reconhecida como o berço da formação médica em Angola, deverá tornar-se uma referência nacional e regional nas áreas da assistência, formação e investigação científica.
Durante as discussões técnicas, a Ministra explicou que a visita teve igualmente como objectivo avaliar os equipamentos e as soluções tecnológicas implementadas no Hospital Geral do Bengo. Referiu que o facto de o empreiteiro responsável pela construção daquela unidade ser o mesmo que executa a obra do Hospital Universitário representa uma oportunidade para aproveitar experiências e boas práticas na definição do apetrechamento da futura infra-estrutura.

A responsável pelo sector da Saúde esclareceu ainda que, embora o Hospital Geral do Bengo constitua uma importante referência em termos de funcionalidade e qualidade dos equipamentos, o Hospital Universitário contará com tecnologias mais avançadas e soluções modernas adaptadas às exigências do ensino, da assistência e da investigação científica.
“Estamos a trabalhar para garantir que o Hospital Universitário disponha das soluções mais modernas para cada uma das suas valências, assegurando que os futuros profissionais de saúde sejam formados com recurso às tecnologias e práticas mais actuais”, salientou.

A agenda incluiu sessões de trabalho com directores hospitalares, especialistas clínicos, responsáveis de enfermagem e técnicos dos dois ministérios, durante as quais foram analisados aspectos ligados ao apetrechamento, funcionamento dos serviços clínicos, integração tecnológica, gestão hospitalar e definição das necessidades operacionais da futura unidade.
As equipas técnicas realizaram ainda uma avaliação detalhada das diferentes valências do Hospital Geral do Bengo, analisando modelos de funcionamento, equipamentos médicos, sistemas de apoio ao diagnóstico e soluções de gestão hospitalar que poderão servir de referência para a implementação do futuro Hospital Universitário.

No final da visita, os dois ministros reiteraram o compromisso do Executivo com a criação de um Hospital Universitário moderno, capaz de integrar assistência médica diferenciada, formação académica de excelência e investigação científica aplicada, contribuindo para o fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde e para a formação de quadros altamente qualificados ao serviço do desenvolvimento de Angola.

Fonte: GCII – Ministério da Saúde (MINSA), Bengo, 12 de Junho de 2026.

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 12-06-2026
MINISTÉRIO DA SAÚDE ESCLARECE SITUAÇÃO RELACIONADA COM CASOS SUSPEITOS DE MPOX NA PROVÍNCIA DO ICOLO E BENGO

REPÚBLICA DE ANGOLA
MINISTÉRIO DA SAÚDE

COMUNICADO À OPINIÃO PÚBLICA

MINISTÉRIO DA SAÚDE ESCLARECE SITUAÇÃO RELACIONADA COM CASOS SUSPEITOS DE MPOX NA PROVÍNCIA DO ICOLO E BENGO

O Ministério da Saúde tomou conhecimento das informações que circulam nas redes sociais e em algumas plataformas digitais sobre um alegado caso de Mpox (anteriormente designada varíola dos macacos) envolvendo uma criança residente no município do Sequele, Província do Icolo e Bengo.
Face às preocupações manifestadas pela população, o Ministério da Saúde, por intermédio da Direcção Nacional de Saúde Pública, dos Serviços de Vigilância Epidemiológica, do Instituto Nacional de Investigação em Saúde (INIS) e do Gabinete Provincial da Saúde do Icolo e Bengo, vem esclarecer o seguinte:

1. Foram investigados três (3) casos suspeitos de Mpox notificados na Província do Icolo e Bengo, tendo sido realizadas avaliações clínicas, epidemiológicas e laboratoriais, de acordo com os protocolos nacionais de vigilância em saúde pública.
2. As amostras biológicas recolhidas foram analisadas pelo Instituto Nacional de Investigação em Saúde (INIS), tendo os resultados laboratoriais confirmado que todos os casos testaram negativo para Mpox.
3. Embora os resultados tenham excluído a hipótese de Mpox, as equipas técnicas continuam a acompanhar os pacientes e foram recolhidas amostras adicionais para exames complementares, com o objectivo de identificar a causa das manifestações clínicas observadas.
4. Importa salientar que diversas doenças infecciosas podem apresentar sinais e sintomas semelhantes aos da Mpox, nomeadamente febre, erupções cutâneas e lesões na pele. Entre estas encontram-se a varicela, o sarampo, a rubéola, a doença mão-pé-boca, infecções por herpes vírus, escabiose e outras patologias actualmente em investigação.
5. Até ao presente momento, não existe qualquer caso confirmado de Mpox associado a esta ocorrência nem qualquer outro caso confirmado de Mpox na Província do Icolo e Bengo.

O Ministério da Saúde apela à população para que mantenha a serenidade e evite a partilha de informações não verificadas, uma vez que a divulgação de conteúdos sem confirmação oficial pode gerar alarme social, desinformação e preocupação desnecessária entre as famílias.
A vigilância epidemiológica e laboratorial permanece activa em todo o território nacional, assegurando a detecção precoce, a investigação rigorosa e a implementação das medidas de saúde pública adequadas sempre que necessário.
O Ministério da Saúde continuará a informar a população de forma transparente e atempada sempre que existirem actualizações relevantes sobre esta situação.

Proteja-se da desinformação. Consulte apenas fontes oficiais.

Fonte: GCII – Ministério da Saúde (MINSA), Direcção Nacional de Saúde Pública.
Luanda, 11 de Junho de 2026.

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 11-06-2026
MINISTÉRIO DA SAÚDE LANÇA CONCURSO PÚBLICO INTERNO DE PROMOÇÃO NA CARREIRA PARA MAIS DE 34 MIL PROFISSIONAIS

O Ministério da Saúde (MINSA) lançou oficialmente, nesta quarta-feira, 10 de Junho, o Concurso Público Interno de Promoção na Carreira 2026, uma iniciativa considerada histórica para o sector da saúde por representar mais um passo na valorização dos profissionais e no reforço da justiça laboral no Serviço Nacional de Saúde.
A medida visa reconhecer o mérito, a dedicação e a experiência dos trabalhadores do sector, criando melhores perspectivas de progressão profissional e contribuindo para o fortalecimento institucional das unidades sanitárias em todo o país.

O acto foi presidido pela ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, e contou com a presença do secretário de Estado para a Área Hospitalar, Dr. Leonardo Inocêncio Europeu, dos membros do Conselho Consultivo do Ministério da Saúde, directores dos Gabinetes Provinciais de Saúde, responsáveis dos Recursos Humanos, gestores hospitalares, profissionais de saúde e parceiros do sector.

Durante a sessão, o director nacional dos Recursos Humanos do Ministério da Saúde, Dr. Baptista Monteiro, apresentou os aspectos técnicos do concurso, esclarecendo os critérios de elegibilidade, os mecanismos de candidatura e os procedimentos de avaliação, num exercício de transparência que permitiu aos participantes compreenderem o alcance e os benefícios da medida.

Na sua intervenção, a ministra da Saúde afirmou que o lançamento do concurso representa “mais um passo histórico na concretização da valorização e justiça laboral”, sublinhando que a iniciativa ultrapassa a dimensão administrativa e constitui um reconhecimento efectivo do esforço, da resiliência e do mérito dos profissionais que diariamente sustentam o Serviço Nacional de Saúde.

Segundo a governante, o concurso insere-se na estratégia do Executivo Angolano de fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde e de melhoria contínua da prestação de cuidados à população, através da valorização dos recursos humanos.
A ministra aproveitou a ocasião para destacar a visão e liderança de Sua Excelência João Manuel Gonçalves Lourenço, Presidente da República de Angola, pelo compromisso assumido com o desenvolvimento do capital humano nacional.

Sílvia Lutucuta referiu que, sob orientação do Chefe de Estado, o país tem realizado investimentos significativos na formação, especialização, enquadramento e progressão dos profissionais dos diversos sectores, com especial incidência na saúde.
“Não existem sistemas de saúde fortes sem profissionais qualificados, motivados e valorizados”, afirmou.

A titular da pasta da Saúde explicou que o concurso foi concebido para responder às expectativas de 34.073 profissionais distribuídos por todas as províncias do país, abrangendo médicos, enfermeiros, técnicos de diagnóstico e terapêutica, técnicos de apoio hospitalar, inspectores e trabalhadores sociais que dedicam as suas vidas ao serviço público e ao cuidado da população angolana.
Relativamente aos critérios adoptados, Sílvia Lutucuta destacou que o processo assenta em dois pilares fundamentais: transparência e desempenho. Nesse sentido, serão priorizados os profissionais admitidos na função pública até 2012, numa medida que pretende reconhecer décadas de dedicação contínua ao sector da saúde.

A ministra explicou ainda que a progressão será realizada em três fases, abrangendo profissionais com mais de 30 anos de serviço até aqueles que completaram uma década de actividade profissional, reconhecendo o percurso daqueles que mantiveram o seu compromisso com a saúde pública mesmo em períodos particularmente exigentes.
Outro aspecto destacado pela governante prende-se com a valorização da formação académica e profissional. Segundo referiu, o mérito não deve ser medido apenas pelo tempo de serviço, mas também pela busca permanente do conhecimento e pelo aperfeiçoamento contínuo das competências.
Por essa razão, o concurso contempla igualmente os profissionais que concluíram a sua formação até 2022, assegurando que a progressão acompanhe o desenvolvimento técnico, científico e profissional dos candidatos.
A avaliação de desempenho constitui igualmente um requisito fundamental. Para o efeito, serão consideradas as fichas de avaliação referentes ao período entre 2023 e 2025, de modo a garantir que as promoções sejam atribuídas com base em evidências de responsabilidade, competência, dedicação e excelência no exercício das funções.
A ministra sublinhou que a iniciativa está alinhada com instrumentos estratégicos nacionais e internacionais, nomeadamente o Plano Nacional de Desenvolvimento do Capital Humano 2025-2035 e a Agenda de Windhoek da Organização Mundial da Saúde para a Região Africana (OMS/AFRO).
O processo será conduzido através do Sistema Integrado de Gestão dos Recursos Humanos, permitindo uma gestão moderna, desconcentrada e com maior autonomia para as unidades sanitárias, reforçando a eficiência administrativa do sector.
As candidaturas estarão abertas entre os dias 15 de Junho e 3 de Julho de 2026, em todas as instituições sanitárias do Serviço Nacional de Saúde. Durante este período, os profissionais poderão formalizar as suas candidaturas e submeter a documentação necessária para apreciação.

No encerramento da actividade, a ministra dirigiu uma mensagem de incentivo aos profissionais de saúde, afirmando que a promoção constitui “a vitória da persistência, da perseverança e da dedicação daqueles que escolheram servir Angola”.
“É a prova de que, em Angola, o bem-fazer na saúde tem valor, tem nome e tem futuro”, declarou.

A governante felicitou igualmente todos os profissionais do sector e reiterou o reconhecimento ao Executivo Angolano pelo compromisso assumido com a valorização dos recursos humanos e o fortalecimento do Sistema Nacional de Saúde.

O lançamento do Concurso Público Interno de Promoção na Carreira decorreu num dia igualmente marcado pela outorga de 147 médicos especialistas do Serviço Nacional de Saúde, reforçando o compromisso do Governo com a qualificação, valorização e retenção dos profissionais de saúde em Angola.

Fonte: GCI - Ministério da Saúde (MINSA), 10 de Junho de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 08-06-2026
ANGOLA REFORÇA A PRONTIDÃO NACIONAL FACE AO RISCO REGIONAL DA DOENÇA PELO VÍRUS ÉBOLA

Ministra da Saúde lidera encontro nacional que reúne mais de 350 especialistas e instituições estratégicas para fortalecer a capacidade de prevenção, vigilância e resposta do país

O Ministério da Saúde (MINSA), através da Direcção Nacional de Saúde Pública, realiza no próximo dia 9 de Junho de 2026, no Instituto Superior Politécnico de Tecnologias e Ciências (ISPTEC), em Luanda, o Encontro Nacional de Preparação e Resposta à Doença pelo Vírus Ébola (DVE), uma iniciativa estratégica que reunirá mais de 350 participantes provenientes de todas as províncias do país e de sectores-chave da resposta sanitária nacional.

A sessão será orientada por Sua Excelência a Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, e enquadra-se no Plano Nacional de Contingência para a Prevenção, Preparação e Resposta à Doença pelo Vírus Ébola, com o objectivo de reforçar a capacidade nacional de prevenção, vigilância, detecção precoce e resposta coordenada perante potenciais ameaças epidemiológicas.
O encontro realiza-se num contexto regional que exige elevados níveis de vigilância e prontidão sanitária, marcado pelos surtos de Ébola registados na República Democrática do Congo e no Uganda, reforçando a necessidade de os países da região manterem mecanismos permanentes de preparação e resposta para proteger as suas populações e fortalecer a segurança sanitária.
Segundo a Ministra da Saúde, a protecção da saúde pública exige uma actuação preventiva, coordenada e baseada na antecipação dos riscos.
"Prepararmo-nos antes da emergência é a forma mais eficaz de proteger vidas, salvaguardar comunidades e preservar a estabilidade dos sistemas de saúde. Este encontro demonstra o firme compromisso do Executivo Angolano em fortalecer continuamente as capacidades nacionais de prevenção, vigilância e resposta a ameaças sanitárias de elevado impacto, assegurando uma actuação rápida, coordenada e eficaz sempre que necessário", sublinha a governante.

Durante o encontro, especialistas nacionais e internacionais irão abordar temas prioritários para a preparação e resposta à Doença pelo Vírus Ébola, nomeadamente:
* Actualização da situação epidemiológica na Região Africana;
* Vigilância epidemiológica e notificação imediata de casos;
* Funcionamento das Equipas de Resposta Rápida;
* Investigação de casos e rastreio de contactos;
* Gestão segura de amostras biológicas;
* Controlo sanitário nos pontos de entrada;
* Prevenção e controlo de infecções;
* Gestão clínica de casos suspeitos;
* Apoio psicossocial em situações de emergência;
* Enterro digno e seguro;
* Logística e coordenação operacional em contexto de surto.
O programa contempla igualmente demonstrações práticas e exercícios de simulação sobre lavagem correcta das mãos, preparação de soluções desinfectantes, utilização adequada de Equipamentos de Protecção Individual (EPI), procedimentos de biossegurança laboratorial e medidas de prevenção e controlo de infecções.
Participam no encontro Directores dos Gabinetes Provinciais de Saúde, gestores hospitalares, directores clínicos, equipas de vigilância epidemiológica, equipas de resposta rápida, médicos legistas, responsáveis de morgues, representantes das Forças Armadas Angolanas, da Polícia Nacional, do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, clínicas privadas, parceiros técnicos e organismos internacionais.
Entre os principais resultados esperados destacam-se o reforço das capacidades técnicas dos profissionais de saúde, a harmonização dos protocolos de vigilância e resposta, o fortalecimento da coordenação multissectorial, a actualização dos mecanismos de contingência e a melhoria da prontidão operacional do Sistema Nacional de Saúde.
A realização deste encontro reafirma o compromisso de Angola com a segurança sanitária nacional e regional, contribuindo para o fortalecimento das capacidades de resposta a emergências de saúde pública e para a protecção das populações contra ameaças epidemiológicas de elevado risco.
A Doença pelo Vírus Ébola é uma enfermidade grave e frequentemente fatal, transmitida através do contacto directo com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, bem como por objectos e superfícies contaminados. Devido ao seu elevado potencial de propagação e letalidade, continua a constituir uma das mais relevantes ameaças à saúde pública internacional, exigindo sistemas robustos de vigilância, prevenção e resposta.

Fonte: Ministério da Saúde(MINSA)- Direcção Nacional de Saúde Pública
Luanda, 7 de Junho de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA
Governo 04-06-2026
MINISTRA DA SAÚDE DESTACA HUMANIZAÇÃO, TRABALHO EM EQUIPA E PERSEVERANÇA NA RECUPERAÇÃO DA PEQUENA ROSALINA

Cerimónia de Alta Social transforma-se numa celebração da vida, da esperança e da capacidade do Sistema Nacional de Saúde de superar desafios complexos

O Auditório do Complexo Hospitalar de Doenças Cardeopulmonares Cardeal Dom Alexandre do Nascimento acolheu, nesta Quarta-feira, 3 de Junho, a cerimónia de Alta Social da pequena Rosalina, carinhosamente apelidada de "Menina Milagre", num momento marcado pela emoção, por testemunhos de superação e pelo reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos profissionais de saúde angolanos.
Sob o lema "Humanização, Vitória e Milagre", o evento foi presidido pela Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, e contou com a presença do Secretário de Estado para a Saúde Pública, Dr. Carlos Alberto Pinto de Sousa, do Secretário de Estado para a Área Hospitalar, Dr. Leonardo Inocêncio, da Directora Nacional dos Hospitais, Dra. Francisca Quifica, da Directora Nacional de Humanização, Dra. Djamila Príncipe, da Consultora da Ministra, Dra. Judith Luacute, do Director de Comunicação Institucional e Imprensa do Ministério da Saúde, Dr. António Costa, bem como de directores nacionais, gestores hospitalares, profissionais de saúde, representantes da sociedade civil, familiares e parceiros.
Mais do que uma cerimónia de alta, o acto simbolizou o compromisso do Sistema Nacional de Saúde com uma assistência centrada na pessoa, que vai além do tratamento clínico e integra as dimensões humana, social e emocional do cuidado.

Na sessão de abertura, a Directora Clínica do Complexo Hospitalar Cardeal Dom Alexandre do Nascimento, Dra. Ofélia Sachicola, destacou que a história da pequena Rosalina representa um marco para a instituição e para o sector da saúde em Angola, demonstrando que a conjugação entre conhecimento científico, dedicação profissional e trabalho em equipa pode transformar situações extremamente críticas em histórias de esperança e recuperação.
Durante o painel temático "A Força do Sistema Nacional de Saúde", especialistas abordaram diferentes dimensões do processo de recuperação da paciente. O assistente social Dr. João Miguel apresentou a importância da Alta Social como um dos pilares da humanização dos cuidados, defendendo que a recuperação integral do paciente exige não apenas estabilidade clínica, mas também condições adequadas para o seu regresso seguro ao ambiente familiar e comunitário.
Segundo explicou, a Alta Social constitui uma intervenção especializada que avalia factores sociais, familiares e económicos susceptíveis de influenciar a continuidade dos cuidados após a saída do hospital, contribuindo para uma assistência mais humanizada e para melhores resultados em saúde.

Um dos momentos mais emocionantes da cerimónia foi a apresentação do percurso clínico da pequena Rosalina pela médica Dra. Glória Mawete. A especialista recordou os momentos mais difíceis enfrentados pela equipa, incluindo episódios de extrema gravidade clínica que colocaram em risco a vida da paciente.

Ao longo de vários meses de internamento, Rosalina foi acompanhada por uma vasta equipa multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais e outros profissionais que trabalharam de forma articulada para garantir a sua recuperação.
A equipa relatou os desafios associados ao tratamento de uma lesão de pressão de grau IV e às complicações decorrentes da cirurgia cardíaca, destacando o papel decisivo da persistência, da inovação terapêutica e da cooperação entre diferentes especialidades.

Na ocasião, foi igualmente reconhecido o empenho de todos os profissionais envolvidos, com especial destaque para as equipas de enfermagem, fisioterapia, cirurgia e cuidados intensivos e outros profissionais . O sucesso alcançado foi apontado como resultado de um verdadeiro trabalho de equipa, assente no respeito mútuo, na valorização do conhecimento de cada profissional e na capacidade de unir esforços em torno de um objectivo comum: salvar uma vida.
A fisioterapeuta Beatriz apresentou o contributo da fisioterapia para a recuperação funcional da paciente, revelando que foram realizadas mais de uma centena de sessões terapêuticas destinadas à reabilitação respiratória e motora, fundamentais para devolver autonomia e qualidade de vida à criança.
Outro momento marcante foi o testemunho da Associação Angolana Pequenos Corações, representada pela sua Secretária-Geral, que partilhou a experiência de acolhimento da paciente e da sua mãe durante o período pós-hospitalar.
A responsável destacou a força, a resiliência e a fé demonstradas pela família ao longo de todo o processo, revelando que Rosalina foi a primeira criança acolhida na Casa Japonesa da Associação Angolana Pequenos Corações, uma iniciativa criada para apoiar famílias de crianças com cardiopatias durante os seus tratamentos.
Segundo referiu, a experiência reforçou a importância das redes de apoio social e da solidariedade na recuperação dos pacientes, demonstrando que o cuidado em saúde deve continuar para além das paredes do hospital.
No encerramento da cerimónia, a Ministra da Saúde destacou a história de Rosalina como um exemplo inspirador de perseverança, competência técnica, humanização dos cuidados e compromisso com a vida.
A governante defendeu que os profissionais de saúde nunca devem desistir perante situações clínicas complexas, devendo esgotar todas as possibilidades de análise, reflexão e intervenção para garantir que nenhuma oportunidade de salvar vidas seja desperdiçada.
"A nossa obrigação é fazer tudo o que estiver ao nosso alcance. Quando esgotamos todas as possibilidades, ficamos com a consciência tranquila de que cumprimos a nossa missão", afirmou.

A Ministra salientou que Angola dispõe actualmente de profissionais altamente qualificados em diversas especialidades e que o principal desafio consiste em reforçar a organização dos serviços, a multidisciplinaridade e a articulação entre equipas.
"Ninguém sabe tudo. As soluções surgem quando trabalhamos juntos, quando partilhamos experiências e quando procuramos apoio nos colegas que dominam áreas específicas do conhecimento", sublinhou.

Dirigindo-se aos profissionais presentes, a governante destacou que a recuperação da pequena Rosalina deixa importantes ensinamentos para todo o Sistema Nacional de Saúde.
"Eventos desta natureza devem servir para aprendermos uns com os outros. A primeira lição é lutar até ao fim. Nunca devemos desistir de um doente, por mais complexo que seja o caso. A segunda lição é chamar os outros. Mesmo quando pensamos que sabemos tudo, a opinião de outro colega pode trazer uma visão diferente e ajudar-nos a encontrar novas soluções. A multidisciplinaridade tem de funcionar e ser uma ferramenta permanente para salvar vidas", afirmou.

A Ministra aproveitou igualmente a ocasião para prestar homenagem a todos os profissionais que contribuíram para a recuperação da criança.
"Quero deixar um abraço especial aos nossos médicos, enfermeiros, auxiliares, técnicos, fisioterapeutas, assistentes sociais e a todos aqueles que participaram nesta recuperação. Cada um teve um papel importante nesta vitória. A humanização dos cuidados faz-se com pessoas comprometidas, que colocam o coração e o conhecimento ao serviço dos doentes", declarou.

A titular da pasta da Saúde valorizou particularmente o papel dos enfermeiros, classificando-os como a espinha dorsal do Sistema Nacional de Saúde, e destacou igualmente a importância dos assistentes sociais no acompanhamento dos doentes, defendendo uma maior valorização destes profissionais e das suas competências técnicas.
A governante alertou ainda para a necessidade de olhar para além da alta clínica, lembrando que muitos pacientes continuam a enfrentar situações de vulnerabilidade após deixarem as unidades sanitárias.
"A Alta Social é uma peça fundamental do processo de recuperação. O nosso trabalho não termina quando o doente recebe alta clínica. Precisamos de garantir que ele regresse ao seu ambiente familiar e comunitário com as condições necessárias para continuar a sua recuperação e viver com dignidade", enfatizou.

A Ministra defendeu igualmente a realização regular de sessões clínicas multidisciplinares, workshops e fóruns de discussão de casos complexos, considerando que os desafios mais difíceis devem mobilizar o conhecimento colectivo do sistema e não apenas de uma única instituição.
Para a governante, a história da pequena Rosalina demonstra que a excelência clínica deve caminhar lado a lado com a humanização dos cuidados.
"A humanização não pode ser apenas um conceito. Tem de estar presente em cada gesto, em cada atendimento e em cada decisão que tomamos. É isso que fortalece a confiança dos cidadãos nos serviços de saúde e dá sentido à nossa missão de cuidar da vida", concluiu.

A cerimónia terminou num ambiente de profunda emoção, com momentos culturais, homenagens e reconhecimento público das equipas que contribuíram para a recuperação da pequena Rosalina.
A história da "Menina Milagre" tornou-se, assim, um símbolo da capacidade do Sistema Nacional de Saúde de transformar desafios em vitórias, demonstrando que a humanização, o trabalho em equipa, a solidariedade e a dedicação dos profissionais continuam a ser pilares fundamentais para a construção de uma saúde cada vez mais próxima, inclusiva e centrada nas pessoas.

Fonte: Ministério da Saúde (MINSA)Luanda, 3 de Junho de 2026

Fonte: GABINETE DE COMUNICAÇÃO DO MINSA

minsa.gov.ao Ministro(a)

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