Ministério da Saúde
Sociedade

COVID-19: Angola regista seis novos casos


Seis casos positivos de COVID-19 foram registados na zona do Futungo sob cerca sanitária, após o processamento de 69 amostras, das 354 colhidas no local.



Os infectados são todos do sexo feminino, com idades entre 9 meses e 95 anos, estiveram em contacto com o primeiro caso positivo identificado neste bairro, mas não são membros da mesma família, segundo a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, esta quarta-feira, 20 de Maio, em conferência de imprensa sobre a COVID-19.



Nas últimas 24 horas, a estatística de casos positivos aumentou de 52 para 58, dos quais 38 activos, 17 recuperados e três óbitos.



A terceira morte, que envolve um ancião de 82 anos que chegou de Portugal em Fevereiro, quando não existia casos positivos neste país europeu e em Angola, continua em investigação, para permitir aferir se é um caso de transmissão local ou comunitária.



Neste momento, as equipas de vigilância epidemiológica investigam as pessoas que estiveram em contacto com o ancião, com a enfermeira contaminada e com os seis novos casos identificados no Futungo, com excepção dos familiares directos que já se encontram em quarentena institucional.



As autoridades sanitárias avaliam a possibilidade de ser posta uma cerca sanitária na cidade do Sequele, concretamente no prédio em que vive a enfermeira. A decisão vai depender do resultado da investigação que está a ser feita na zona.



"Há critérios para a colocação de cerca sanitária", disse a ministra.



No país já foram colhidas cerca de 10.000 amostras, estando processadas 6.693 negativas e 58 positivas.



 



A ministra da Saúde disse que o governo pretende aumentar a capacidade de testagem, mas tem dificuldade de encontrar no mercado internacional, nesta altura, aparelhos que permitem o processamento de mais de 5.000 amostras diárias. Por essa razão, justificou, a prioridade é para os contactos directos e ocasionais dos casos positivos, profissionais de saúde, doentes com infecções respiratórias, entre outros casos suspeitos bem identificados.



Em breve, garantiu, vão ser testados igualmente os passageiros dos voos da TAP (companhia aérea portuguesa) provenientes de Portugal.



Sílvia Lutucuta disse que Angola está a controlar da melhor forma a propagação da COVID-19, porque as previsões indicavam que haveria mais de 4.000 infectados nesta altura.



Esse controlo, esclareceu, não afectou os programas de combate às grandes endemias, como a malária, tuberculose, VIH/Sida, mas obrigou uma atenção especial à pandemia pela sua rápida propagação, que se não for evitada leva ao colapso do sistema nacional de saúde, como se verifica em outros países.



Quanto ao material de biossegurança, disse haver maior oferta com a chegada de 90 toneladas deste material e outros, que começam a ser distribuídos às diferentes províncias, a partir desta quinta-ferira, para reforçar a vigilância epidemiológica e laboratorial, e a capacidade de atendimento de pacientes com a COVID-19.