Ministério da Saúde
Sociedade

Saúde admite cerca de dois mil médicos até Junho


Falando durante a cerimónia de lançamento do concurso público, a ministra da Saúde disse que até meados de Junho de 2020, sete mil vagas serão preenchidas, estando já criadas todas as condições para que o processo, aberto ontem, “seja célere, transparente e justo, seguindo os parâmetros da legislação vigente”.



“O concurso hoje aberto aqui no Chinjenje representa a materialização do compromisso do Executivo angolano em melhorar as condições de atendimento ao nosso povo nas diferentes unidades sanitárias do país, não deixando ninguém para trás”, disse a ministra.



Além do número de vagas existentes para médicos – num total geral de 1.642 -, e 2.757 enfermeiros, o Governo angolano disponibiliza ainda vagas para 1.691 técnicos de diagnóstico, 779 para técnicos de apoio hospitalar e 531para técnicos da carreira geral, em todo o território nacional.



Sílvia Lutucuta disse que o Governo aprovou recentemente os regimes de Carreiras Médicas, Enfermagem, Diagnóstico, Terapêutica, Carreira de Apoio Hospitalar e, por conseguinte, os regimes remuneratórios que “vão assegurar um salário justo, equitativo e ajustado ao perfil académico dos profissionais de saúde em todo o país”.



Em 2018, disse Sílvia Lutucuta, o Governo angolano realizou o maior concurso público de ingresso no sector da Saúde, com a contratação de novos funcionários e a promoção de carreira para profissionais que aumentaram o seu nível académico, num total de 9.120 vagas.



“Estamos a olhar para este processo como um investimento que vai assegurar o futuro do nosso país, proporcionando mais qualidade de vida e longevidade aos nossos concidadãos. O concurso de 2019, que fecha em Junho de 2020, com o preenchimento de todas as sete mil vagas, é uma oportunidade para muitos jovens fazerem carreira e ajudar o país a crescer e a melhorar os indicadores de saúde”, assegurou.



Insuficiências quantitativas



A ministra da Saúde reconheceu, durante a sua intervenção, que o país ainda possui grandes insuficiências quantitativas e qualitativas de recursos humanos, associada a uma distribuição deficiente por todo o território nacional e uma grande dependência de técnicos expatriados especializados.



Por altura da visita do Presidente da República, João Lourenço, a Cuba, o Governo assinou um protocolo com aquele país para a contratação de 150 médicos especializados em várias áreas de Saúde e 164 médicos de família, com competências docentes para a formação de médicos, enfermeiros e técnicos especializados.



Estes expatriados vão prestar serviços em 22 centros identificados e em unidades sanitárias dos 164 municípios que compõem a circunscrição administrativa do país, que garantam os cuidados primários de saúde.



JA